quinta-feira, março 16, 2006

hot pocket ou hot shop about

encontro o ex-sócio(sócio bom é sócio morto). via posts e comentários do blog. é publicitário, do interior, apesar de estar numa capital(eu também fui publicitário no interior). conta, claro, vantagens. coisa de publicitário da capital e do interior. mal se guenta das pernas em sua cidade mas está de olho noutros mercados(louvável até certo ponto). anuncia e diz que vai avançar sobre o mercado vizinho que tem agências balzaquianas que já não atendem os interesses de boa parte dos anunciantes, o que possibilita prospecção e agito(na verdade não consegue crescer no seu mercado. mercado que é difícil, qual não é? mas que ainda mais diminuto a quem posa de expert mas apenas por esperteza. aquela esperteza que não consegue ser dominante aos lerdos que praticam as mumunhas que lhe garantem, através de práticas não muito recomendáveis - o que acontece também nos grandes mercados - as contas que garantem uma vida boa para os padrões de cidade do interior. mas ostentação do que fundos. mais contas do que caixa.
na verdade seu mercado é diminuto mas tem espaço. espaço para muitas safadezas e falcatruas. mercado onde quem tem olho é imbecil. que tem, também é rei, mas aí o olho é outro. aprende-se levando nele.
o ex-sócio fala que já está com instalações noutra cidade. uma " hot-shop". ironizo, perguntando que coisa chic é essa? ele diz que é um escritório, um posto avançado de atendimento. nossa, exclamo! e recordo-me que não menos que cinco anos atrás expliquei-lhe que hot shop é um termo análogo a boutiques criativas. marca inicial de agências como sra.rushomore, 180, kelssers kramer. aliás nem sei como se escreve mais isso(vou ao google e volto já), normalmente erigidas por profissionais cansados do peso da camisa de força de operações das grandes estruturas, fenomenais em faturamento, mas cada vez mais desinteressanes àqueles que preferem fazer uma propaganda que excite e estimule para quem tá dentro da agência e para quem tá fora e não que dê ânsias de vômito.
o tempo nem passou tão depressa. o ex-sócio também anuncia que é professor de publicidade e pós-graduação(espero que não esteja ensinando que hot-shop é posto de atendimento do sus). e sua agência agora também é talking about como nunca. até ganhou de sócia filhinha de papai que pula-pula de ex-rtv, também de fachada, catapultada à direção de planejamento. know-how ? 2/3 copiando e traduzindo(nada como ter papai rico para pagar os folguedos do aprendizado de línguas no exterior) sem entender o restante 1/3, dos modelos de planejamento(strategics kit tools) ainda do tempo em que era sócio. e que deixei de lado para aliviar a bagagem. porque ninguém ia saber empregar mesmo, salvo naqueles discursos de planejamento fake onde a bota não bate com a perdigota ou que concatena alhos com bugalhos. mas pra além do título, tem sobrenome de planejamento ninguém lhe pode negar. e um oi com sotaque de quem simula outras potencialidades de negócios. o que é muito bom para uma agência que ao fim e ao cabo, acaba sendo destaque naquelas publicações que ciclicamente elegem uns zezinhos nas cidades do interior para lhe dar destaques em troca de algumas páginas.
e assim a vida vai seguindo o seu zig-zag pra além da ficção claro.

3 comentários:

Alex Camilo disse...

Pense numa estrovengada cirúrgica!

Zeh Guilherme disse...

Uma pequena correção da terminologia. na verdade, falei "Hot spot". Conforme vc atesta no e-mail enviado 15/09/2005 "zeh: estou no dicionário até agora para saber o que é hotspot... hotspot ? cacete! quando for grande quero ser isto."
O resto não cabe comentários, porque como vc mesmo disse: sócio bom é sócio morto.

celso muniz disse...

ainda bem que o bom humor, com todas as suas virtudes, não tem a capacidade de ressucitamento. fica-se morto, enterrado e pronto. peidinhos fantasmas fofam a cova de vez em quando. hot-shop, hot spot, hot drops, rocambole, é tudo a mesma bosta. e viva a campanha política pro governo da paraíba. vai ser hot o quê mesmo ? hot pop ?