terça-feira, fevereiro 28, 2012

gol de placa, gol contra, gol de merda: eis o gol como ele verdadeiramente é

o mercado automobilístico brasileiro é um dos melhores termômetros do nosso subdesenvolvimento industrial, do marketing sicário e da nossa patetice disfarçada de evo lução no quesito ascenção social.

um certo presidente, de algo roxo lá embaixo, quando deveria estar roxo lá em cima(ainda dá tempo) disse certa vez que o brasil era um país de carroças. por mais que a propaganda, os discursos das entidades anfavenianas queiram contrapor, tudo como dantes no quartel de abrantes. a não ser a volta dos impostos draconianos e escorchantes com o fito de proteção das quatro irmãs e vá lá as novas primas. atitude que deve fazer o resto do mundo achar que nós, realmente, menos do que ser um país sério, somo um país de delinquentes no poder e loucos no e pro consumo. sim, as carroças evoluiram da madeira e do ferro batido para o plástico semi-tunado, como por exempo nos fiats adventure onde o plástico escorre pelos para-lamas. quaquer dia destes botam rodinhas em garrafas pet e anuncia como conquista tecnológica verde(já estão perto)

no novo comercial do velho e problemático gol: o chôrôrô é grande no youtube, por exemplo -  anuncia com a expressão mais filho da puta já cunhada por algum marketeiro ou publicitário que se diz filho da mãe: é a famigerada por apenas... num país de salario minimo que não cobre as necessidades dos pingos dos ís, utilizar o por apenas cem mil reais, por apenas 44.500, é de uma afronta que só mesmo num país bundão como nosso nenhum representante do ministério público ou idec não se movimenta para tirar tamanho descalabro do ar.

mas voltando a vaca fria, no caso o gol, o eixo do comercial é a oferta de ar condicionado por apenas algo em torno dos 1.500 reais. ora, ora, ar condicionado num país tropical, por mais que neve aqui e ali, é um item que deveria ser obrigatório de série, até mesmo por questões de saúde pública. principalmente num trânsito onde você enfrenta engarrafamentos com temperaturas que fazem máquina de frango assado parece spa na suíça. e se você contra-argumenta que o com saúde é ambidestro, já que ninguém faz manutenção do ar e os fungos e bactérias se deliciam no ambiente a bordo, eu contra-ponho: e o ar lá de fora? você acha mesmo que é melhor? nem precisa andar ao lado do tietê, do canal da tacaruna, somente na questão cheiro. particulas à parte, a poluição lá fora consegue com folgas ser pior do que internamente. por isso mesmo o por apenas é para apenas lhe foder com as prestações que são como uma sinusite crônica que vai se instalar no seu bolso por conta deste mesmo ar por apenas...

o das auto, que avança produzir carros dispondo de tantas tecnologias, até de acordar sonolentos que não deviam estar dirigindo, não consegue fazer com que saia da sua linha de produção? do seu veículo líder de vendas! gols com um mero ar condicionado para o bem estar da sua fiel clientela? marketing e responsabilidade social isto seria, se incluso em lugar do por apenas... e não esta presepada toda onde os marketeiros de merda, agencias de merda, publicitários de merda, tresandam a cagar regras de bom caráter, seu e da empresa, na preocupação com os problemas da sociedade, desde que claro isso não mexa com os seus procedimentos subreptícios de engordar os lucros por apenas... tantos, que até pode ser que parte deles entre no assistencialismo das aparências, que é a verdadeira característica do marketing de responsabilidade social das empresas neste país. 0,5 por cento, ou magnânimos um por cento deste dinheiro advindo da venda do por apenas... iria para isto? assim até eu me torno responsável social pelas micoses da narcisa tamborindeguy. 


o que se deve dizer da volkswagen - e das demais então? que volta e voltas e meia, oferecem um carro - estamos na era retrô, olhaí os veículos pé de boi de volta - com pacotes isto, pacotes aquilo, de itens que hoje não se admite mais que não venham de série. aliás, quando elas listam item de séries vão buscar coisas tais como calotas,tapetes, odometro integral,etc. qualquer dia destes vão listar motor e carroceria como item de série. a que ponto chegou o mercado visivel. imaginem o invisível.

em tom provocativo - e não de desmerecimento - ar condicionado é coisa que até carro chinês, qualquer um deles, até o mais vagabundo, já traz de fábrica. e que são tão criticados pelas quatro irmãs, que curiosamente querem o mercado de lá( em mandarim não existe o por apenas...)portanto, nada de choramingas por conta de custo brasil e custo china. já mamaram tanto no brasil que isso é o mínimo. mas como o governo os protege - fico imaginando quanto é que cobram para fornecer carros com ar condicionado para a federação - cá fora o instinto de concorrência nem precisa se manifestar, salvo no por apenas...

enfim, num mercado tão atrasado, que saúda como conquista a evolução rumo a preferência da transmissão automática, "gadget" pra lá de manjado desde os anos 50, e mesmo antes, o maior recurso destas empresas para surrupiar,engambelar,afanar o consumidor é a sua conhecida esperteza em aproveitar as sobras de liquidação e ofertas vendendo o que já está sem estar incluso por apenas...

gol de placa? gol contra? 

gol de merda este da volkswagen, pois não ?

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

um mercado de anônimos ou escuta zé ninguém






Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "black ninja? chapolin colorado faz melhor": Fala aí, mandasse o portfolio pra la e te mandaram passear. Admite....





o espaço do cemgraus é democrático.sempre foi e sempre será. mas a democracia é uma merda quando se torna anônima. mais do que isso, ela se torna anã.rasteira.sicofanta. como bem se pode ler na fala do ninguém, que ainda por cima, além de analfalbetizar a si próprio, também nos quer contaminar com sua seborréia.

nenhum comentário jamais foi ou será censurado no cemgraus. até gosto de receber e cotejar opiniões contrárias. bem mais do que os poucos endossos ao que penso e escrevo. deve ser porque tenho um ego que não se afaga aos elogios e premiações. mas não sou masoquista, vou logo avisando. o que penso é o que sinto. e é sempre muito bom ter contrários. é bom levar um sacolejada para se testar a firmeza de atitudes e ideias, publicando-as do jeito que vierem, pedrada ou peidorrada chinfrin. mesmo que levem de roldão o blog, seu editor e até, com furor em excesso, as partes íntimas da mãe do dito cujo, como já fizeram. sem censura, é sem censura de nenhuma espécie. até mesmo para aqueles anúncios de aumento de pênis que vem parar nos comentários, que se não fosse outro o editor iria lhe deixar com certos pensamentos exacerbadamente decaídos por se quererem ainda maiores do que são.

também não aceito links patrocinados, nem patrocínio de espécie alguma. justamente para ter a liberdade de dizer o que penso, na hora que me der na telha, não importa o lado: anunciante,meio,agência,profissional ou o que quer que seja que aborde(não é exclusivamente um blog de publicidade e quando o faz o viés é outro). mas isto não signigica que aqui está uma metralhadora giratória. nunca é feito irresponsávelmente. não há porra-louquice, dor de cotovêlo ou revolta exprimida. é apenas o primado da deontologia. o que escrevo, assino embaixo, para além do post. é vivenciado. não é exangue. é o que eu sou. não há gênero ou perfil montado. não há herói mas não há covarde. acima de tudo, quando escrevo, penso também facultar o espaço a quem queira expressar a sua opinião. este talvez seja o maior mérito do blog, lamentavelmente desperdiçado,como também ilustra o exemplo acima.

o que dizer de quem desperdiça o espaço publicando comentários deste tipo? se ser anônimo já é algo que não recomenda bem, muito embora entenda-se a omissão nominal de uns tantos por conta dos revides e contra-partidas que estará sujeito num mercado amordaçado, quer pela mediocriadade dos seus atores, principalmente de caráter(já que de conhecimento, o epíteto mediocre já vai lhe colocar acima da média) quer pelo coronelismo vigente. e, claro: pelos ajustes da gestão em sintonia com interesses escusos, que hoje são maioria. e que findaram publicitários( e não só) outrora provocateurs,inventivos(não usarei a palavra criativo porque fizeram o desfavor de reduzir o termo a pó de merda ) em clones de matraquilhos,que para quem não sabe é totó, futebol de mesa,pembolim.

então cacete! seja anônimo mas não seja burro. não seja pilantra. não seja pulha. não seja mané. contra-ataque com idéias, posicione-se com conteúdo, demonstre que a opinião do blog está errada,equivocada, surtada, afetada, o que seja( que se estiver, dirá touche! o que não me causa espécie alguma). mas faça isso com escrita que seja superior, no mínimo, aos recados de banheiro público ou do diário de barbies. se quer fazer humor, mostre daí também o seu talento, sua mordacidade, sua veia sarcástica. faça-me rir, ou chorar, refletir, repensar e aos leitores, sobretudo, que merecem um brinde de talento para compensar a falta com que os deixo. 

agora, publicar nada e ainda por cima um nada repleto de toda sorte de faltas, inclusive das mais crassas para com a concordância e acentuação, é não merecer nem mesmo o respeito que o mais miserável dos anônimos merece.

você - e gente como você - meu caro, não é anônimo. é menos do que isto. e este é um problema seu com o qual terá de lidar mais cedo ou mais tarde. porquê até mesmo num mercado de anônimos alguma coisa terá de mostrar para além da sua visível invisibilidade de zé ninguém.


quarta-feira, fevereiro 22, 2012

reflexões do carnaval: aos publicitários e a quem mais

 




de repente, fugir tornou-se uma dignidade. já ninguém aguenta uma derrota. a persistência; a determinação e, sobretudo, a bendita paciência são hoje qualidades desprezíveis. aguentar e esperar pela próxima oportunidade consideram-se teimosias gananciosas; arrogâncias; estupidezes. miguel esteves cardoso

sábado, fevereiro 18, 2012

viral é isto aqui moçada, e não estes memesmeldas que circulam por ai


  • Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
  • Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
  • Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
Cenas do documentário Century of Self, que Adam Curtis produziu para a BBC. O filme retrata a vida e o impacto do trabalho de Bernays na sociedade moderna

Baseado no conceito freudiano de que  um cigarro não é só um produto, mas também um símbolo fálico, seu sobrinho Edward Barnays criou a primeira grande campanha viral da história: contratou modelos para fumar em uma passeata como se fossem militantes feministas desafiando o poder masculino 


Cara leitora, sabe esse cigarro que tem, ou que logo mais terá, entre seus dedos? Pois é... Freud explica. Melhor dizendo, o sobrinho do Freud explica. Seu nome, Edward Bernays, pouca gente conhece. Mas há quem diga que as consequências de seu trabalho definiram mais a sociedade do século 20 do que seu famosíssimo tio. Pois, se Freud é o pai da psicanálise, Bernays é o pai da sociedade de consumo. E, como primeiro grande projeto, o austríaco radicado nos Estados Unidos resolveu convencer as mulheres de que elas poderiam fumar cigarros. Aliás, de que elas deveriam fumar cigarros. Trip explica.

Filho de Anna, irmã de Freud, Edward Bernays começou sua improvável carreira como parte do esforço da propaganda americana no final da Primeira Guerra. Seus releases para a imprensa e sua habilidade em persuadir veículos de comunicação ajudaram a transformar o presidente Woodrow Wilson em uma celebridade na Europa.
Ao voltar para os EUA depois da guerra, Bernays tinha um objetivo em mente: “Eu queria tentar aquelas técnicas de formação de pensamento de massa em tempos de paz”, ele recordaria em uma entrevista de 1991. Em vez de exércitos e países, ele ofereceu seus serviços para as maiores forças econômicas emergentes naqueles anos de 1920. As corporações.

A palavra propaganda era malvista no pós-guerra. Associada às campanhas ideológicas alemãs. Bernays trocou apenas o nome para “relações públicas” e abriu um escritório em Nova York. Seu primeiro cliente foi a Corporação de Tabaco Americana. Os fabricantes queriam saber se ele poderia fazer algo para dobrar o consumo de cigarros nos EUA, já que metade da população, as mulheres, sofria preconceito por dar baforadas em público.
Muito por dentro das teorias de seu tio, Edward entendeu o cigarro não como um produto, mas como um símbolo fálico. E percebeu que, se buscasse uma forma de associá-lo ao poder masculino e aos desejos inconscientes das mulheres de derrubá-lo, os cigarros ganhariam um significado mais profundo, quase irresistível para muitas delas. Sua ideia foi brilhante e maquiavélica. Em vez de comprar anúncios, contratou um grupo de lindas debutantes e avisou à imprensa que militantes feministas, lutando pelo direito de voto nas eleições, iriam acender as “tochas da liberdade” no desfile de Páscoa em Nova York.

Cultura do desejo
Em pleno 1º de abril de 1929, dezenas de repórteres estavam a postos quando as moças, todas juntas, sacaram cigarreiras de suas meias-calças e fumaram em público. No dia seguinte jornais no mundo todo relataram o ocorrido. E o cigarro, de um ato feminino vulgar, tornou-se uma bandeira da libertação feminina. As vendas de cigarro dispararam já na semana seguinte.
Bernays ainda tratou de pagar Hollywood para inserir mulheres fumando nos filmes. “A ideia não era anunciar, mas ocupar as notícias”, disse certa vez. Com o dinheiro que fez com seus serviços de relações-públicas, Bernays chegou a mandar dinheiro para que o próprio Freud o ajudasse com estratégias de “construção de consenso”, como chamava. Combinando psicanálise e showbiz, manipulava desejos e impulsos primordiais para indústrias de automóveis, eletrodomésticos, roupas, alimentos... A lista corre. Tudo com um objetivo claro: trocar uma economia baseada em necessidades por uma baseada em desejo. “O negócio era fazer com que a pessoa não quisesse um produto porque ela precisava dele. Mas porque ela iria se sentir melhor ao tê-lo”, definiu, poucos anos antes de morrer quase anônimo, em 1995, em um mundo completamente mergulhado em uma cultura de consumo baseada em desejo. Curioso, e tristemente adequado, que tudo tenha começado com um nada inocente cigarrinho.
(na revista trip, secção salada, com edição do millos kaiser)

misterwalk comenta: muito bonito então né? você ai falando que a sua agência digital é pioneira em estratégias não convencionais, que a sua equipe, muito jovem, entende como ninguém das técnicas virais, vendidas falaciosamente como não só a mais nova mas a única arma que funciona em tempos hodiernos para aquele blá blá blá todo das redes sociais. não passam de tretas autopromocionais falastronas. verdadeira meleca produzida por quem acha que criar burburinho é a mesma coisa que efetivamente modificar(para o bem e o mal) comportamentos de consumo, que são"contabilizados na contabilidade contábil das empresas". todo o mais é masturbação que freud ou mesmo a trip explica.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

digamos que eu tenho a quem puxar(ainda bem que não é o saco)

dizem que ofendo as pessoas. é um erro. trato as pessoas como adultas. critico-as. é tão incumum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. crítica não é raiva. é crítica. às vezes é estúpida. o leitor que julgue. acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. meu tom às vezes é sarcástico. pode ser desagradável. mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado.  paulo francis

terça-feira, fevereiro 14, 2012

podiam cortar os 95% ridículos e deixar os 5% de boa

Publicidade não é um custo, é um investimento

Apesar da crise atual, uma marca cortar na própria publicidade é "completamente ridículo". Quem o diz é Bob Kuperman, antigo CEO da DDB Nova Iorque e um dos publicitários que mais trabalhou a marca Volkswagen.

"A publicidade não deve ser vista como um custo mas antes como um investimento", diz ao Briefing Bob Kuperman, referindo que algumas marcas ainda não perceberam muito bem o poder da publicidade. O importante para as insígnias é que falem delas e se for por um motivo positivo, melhor ainda. É neste sentido que Kuperman aponta a "impressão" que as pessoas têm das marcas como um fator importante. Assim, se mesmo perante a crise uma insígnia continuar a ser publicitada, tal causa "uma boa impressão" perante o público, afirma.

Quando perguntamos se as pessoas acreditam na publicidade, Bob responde sem hesitar: "Não. As pessoas acham que é só alguém a promover-se a si próprio". Mas não deixa de salientar que "tudo depende da relação que se tem com a marca": "Se houver 'afinidade' com ela [insígnia], é mais fácil acreditar-se na publicidade. É como as relações pessoais; se eu gostar mais de uma pessoa e menos de outra, é-me mais fácil acreditar naquela de que gosto mais".

Kuperman reconhece que ainda hoje muita gente não gosta de publicidade. "As pessoas acham que não é inteligente", justifica. Mas salienta o facto de "cinco por cento da publicidade que se faz a nível mundial ser boa" e dessa o público gostar.

Contudo, o "guru da publicidade" aponta que a geração atual é mais "aberta à publicidade do que a dos seus pais". Talvez por terem crescido num ambiente rodeado de publicidade – a televisão, a rádio, a internet -, podendo escolher o canal pelo qual pretendem ser "contactados" pela mesma; ao contrário da geração anterior, onde esta lhe era simplesmente imposta.

Na publicidade desde 1963 – logo, um dos últimos "MadMen" em atividade -, Bob Kuperman assistiu a enormes mudanças na construção e linguagem das marcas. Mas desde os seus tempos primórdios no mundo da publicidade até aos dias de hoje, Kuperman aponta os media como a grande mudança. "Criar as ideias continua a ser igual. Vem de nós", a forma de "espalhar a mensagem" é que é diferente: "Antigamente não havia telemóvel, internet, Facebook... não havia tecnologia".

Para o publicitário, o digital não veio reformular o modo de se fazer publicidade, mas antes a maneira como a mesma é entregue. Hoje em dia, é mais fácil alcançar um maior número de pessoas de forma mais rápida, o que "tem um lado bom e um lado mau". "É bom porque atinge mais gente num curto espaço de tempo. É mau porque se se faz alguma coisa que não é boa, as pessoas vêem-na logo", conclui rindo da sua afirmação. É que, como adianta, "se no passado a forma de comunicação tinha apenas um sentido [da marca para o público], agora tem dois. O consumidor 'responde' à marca", critica.

Ainda assim, Kuperman confessa ao Briefing que preferia mais fazer publicidade antigamente do que nos dias que correm por ser mais simples: "Hoje é mais difícil controlar a mensagem que se pretende transmitir".

Na perspetiva do antigo CEO da DDB Nova Iorque, a publicidade "é essencial na comunicação de uma marca" mas, sobretudo, para comunicar os seus valores e não os produtos. "Ao contrário de antes, hoje os produtos das marcas são muito semelhantes. Quando aparece uma coisa nova, em poucos dias é criada outra idêntica"; por isso, o que vai diferenciar as insígnias são os valores que detêm. É em torno deles que as marcas devem apostar no momento de comunicar. O que interessa "não é o que pensas [enquanto marca], é o que pensam de ti", completa.

O "guru da publicidade" veio pela primeira vez a Lisboa para falar de como "Se faz um anúncio publicitário da Volkswagen", no espaço Pop Up! Store da marca, na Avenida da Liberdade. E como se faz um anúncio desta insígnia? Refletindo o que o carro é. Na publicidade há que ser "simples e manter a mensagem simples". "Devemos ser originais mas não devemos dizer muitas coisas. As pessoas cansam-se e acabam por não se lembrar", realça. Ao Briefing menciona o que diz sempre aos seus alunos: para se fazer boa publicidade deve-se "estudar a vida, as experiências. Não é através dos livros que tiramos ideias".

 (da Catarina Caldeira Baguinho, para o  briefing, portugal.)

(misterwalk não resiste e comenta: agora vá dizer isto aos empresários de um país que está pela bola sete pra se tornar a nova grécia do pedaço(podre) da zona euro. eles simplesmente vão cortar 95% da publicidade, incluindo a boa, e deixar os 5% mais ruins do que nunca. e cá pra nós, estamos, gurus ou não, sempre a repetir isto sobre o corte sem convencer ninguém. neste ponto a nossa propaganda é um fracasso total. simplesmente não sabemos como convencer os clientes a não fazer merda. e aí, a maioria das agêncais simplesmente ajuda a fazê-la. e aí a coisa fede como nunca, para o nosso lado principalmente)

sábado, fevereiro 11, 2012

black ninja? chapolin colorado faz melhor

não contavam com minha astúcia;)
há algo de podre no reino da dinamarca que é o do business de marketing, propaganda e vá lá branding - alguém sabe realmente o que é isto? porquê tem muita gente confundindo branding com identidade visual(e ainda cobrando caro pela confusão:).

quando a função se vicia na forma do anúncio de lançamento de página dupla - ninjutsu não tem como característica primal a quase invisibilidade, a sutileza da violência letal no ataque do sub-reptício nas últimas anunciado? - já está tudo dito. mas como quase ninguém presta atenção nisto, todo mundo vestindo a fantasia do ave ninja lambe-cu, o que não é coincidência por ser carnaval, vamos nós dar um empy nesta pulhice toda, porque eu nunca vi tanto shaken jogado fora.

a patetada se torna patente quando ao examinar forma e conteúdo do lançamento de uma agência potentada descobre-se de fora o fiofó. são contradições de fazer qualquer ninja de subúrbio se cagar de rir. contradições estas, que revelam-se pelo próprio discurso trabalhado justamente no cerne daquilo tratado no quantitativo quando deveria ser tour de force o qualitativo como diferencial, já que no fundo é o que interessa numa agência: o tamanho da idéia e não da agência. aliás não se deveria confundir nunca uma grande agência com uma agência grande, muito embora o negócio esteja hoje formatado pelo tamanho: ou seja, não importa se o pau não sobe. ele tem de ser é grande. e a maioria das agências tem tamanho de pau tão grande que não exibe libido criativa para o serviço. valoriza-se o visual(instalações,tamanho da equipe, premiações de numerário)coisa do imaginário brasileiro e quase nunca a performance. é assim mesmo?. parece, já foi decretada a morte - no anúncio - dos cavaleiros da ordem do pau pequeno. textualmente afirmam que tamanho só não é documento para quem não tem(sic!). então vejamos, enquanto eu corro pra pegar a fita-métrica.


um anúncio de página dupla que já se rasga ao veicular num veículo de massa um conteúdo que não interessa a mais de uma duzia e meia de marcas, vá lá de empresas, com os quais, pode-se falar através de outros medias, ainda mais sendo" tão treinada e diferenciada", mesmo convencionais ou não. o velho custo por mil ainda vale. ao menos para se deduzir que é desperdício falar pros seu tinocozinhos do corrego do abacaxi - e quantos tantos mais, já que a agência se proclama do nordeste,deve ter se anunciado- por este meio? noutras praças ou não? - que a black ninja vem ai( e ainda corre o risco de ele pensar que é mais um título de filme pornô - e é mesmo) até porque ele não é alvo dos ninjas. afinal tinocozinhos não são opinions makers para este negócio, e certamente não vai contribuir para o share of heart do ninja. mas não vamos verticalizar. presumivelmente, o alvo não vai além da demonstração de poderio(uns chamam a isto mídia política) e olha aí o tal pau grande que não sobe, porque o anúncio é velho, quadrado, igual a duzias que já foram feitos, e não traz nada de novo além das mentiras(sinceras?) de sempre. de novo, sublinhamos, anúncio de página dupla para ninjas? nem se fosse a agência do hulk- tanto o verde como o do narigão que comeu aquela pinta de perna - teria uma certa analogia(olha o tamanho de novo)que, se criativo fosse, não deveria ficar só no tamanho, nem no rasgado splash(aquela coisa meteu o nariz, inchou e rebentou o jornal, coisas manés do tipo).


o título bate - de novo - no tamanho. fala-se numa agência no nordeste do tamanho de um novo brasil. há um novo brasil - eu escuto isto desde menino na década de 60 - mas vá lá que seja. depois monta-se uma inverdade econômica: a de que pernambuco cresce acima da média nacional e o brasil, acima da média dos países. relativizar os números sempre foi uma arma ninja? dos economistas. afinal, existem diversas variáveis para se medir o crescimento, tanto a favor como contra, de modo que se possa apresentar resultados com botox. ninja usa botox?


o segundo parágrafo sustenta a apologia do tamanho. maior e ainda mais ninja( daqui a pouco os gennin quedam-se lutadores de sumô) informando a união da rga e mci duas grandes agencias(na verdade agencias grandes, e isso já com uma certa licença decimal) que cresciam acima da média, que se tornaram ninjas black feitas por gente que não se contenta com pouco. eu, findo o parágrafo, já levantei as mãos(e esvaziei os bolsos).


depois, novamente, segue-se o maior e mais criativa. tenham dó. pode se dizer com justiça de que as agências, agora ninjas, desenvolviam um grande trabalho de bastidores, tinham e tem um grande lobby político -e familiar- que lhes permitiu abocanhar sem maiores estratégias diferenciadas contas ditas polpudas e coisa e tal. agora criativas, refresquem-me a memória, de qual campanha por elas assinadas tornou-se assim-assim um bordão popular por sua anunciada criatividade? aliás em recife, ninguém,ninja,capoeira ou passista tesourado, conseguiu fazer mais bordões do que um certo carol, que nem o mais chic das alices conseguiu. da mci e rca se ouviu falar mais das sedes - e durante um certo tempo, no caso da mci, dos salários. agora criatividade nasceram e foram embora devendo. só para dar um exemplo recente,que nem é dos melhores, quando de seus primóridos, a mart-pet, fez mais pela criatividade do que elas não fizeram uma pela outra e, duvido muito, farão agora.


de novo o maior, e a velha promessa do maior envolvimento . alguém tem que dizer a quem faz texto de anúncio de agência que é preciso um certo conhecimento do negócio(que não tem a ver com tamanho) para dizer a mesma coisa que todas dizem desde o começo dos tempos, de forma a parecer novo e credível. sabe-se - e os clientes mais do que ninguém - que estruturas muito grandes o que menos fazem é envolver-se por razões óbvias para não dizer logísticas. o "paugrande" atrai muitas amantes e como ele não sobe o resultado é canhestro. aliás, eis o grande problema do crescimento em  hot-shops que logo partem para o atacado tacanho e abandonam o envolvimento emocional com as contas que lhe permitiram crescer junto com a criatividade, criatividade que agora passa a ser empregada apenas como discurso para engrupar os clientes. são os tais pipocos do trovão.


o parágrafo final, não podia deixar de falar em tamanho. é maior e ainda mais conectada. e de novo o problema do texto velho. iniciar um texto sobre conectividade falando que jovem é outro papo, é um papo que de tão usado - e velho - não conecta mais. escrever que modelos que funcionavam 30,10,2 anos atrás já não dão o mesmo resultado, é tão rasteiro e déjà-vu que levantam-se as dúvidas se estes ninjas não estão no anúncio errado. ou, se com um empaco destes conseguem chegar ao telhado(ninjas, você sabe, isso é velho também, adora entrar telhado adentro). não existe uma agência hoje sequer - basta passar meia horita vasculhando sites, que não fale que contam com equipes de planejamento, pesquisa e estratégia(alguns chamam de central de inteligência - o resto da agência deve ser burra, presume-se) e que contam com profissionais treinados para utilizar armas digitais de guerrilha e abordagens não-convencionais. lembrem-se que sem o epíteto digital isso já foi uma praga durante e após a temporada de verão do al ries,jack trout, jay conrado robinson e outros generais de causas próprias. portanto, são modelos sim, de senão 30,10 anos, perto disto.  e muito menos pode se considerar que a referencia digital as torna diferentes e pós-modernas em atuação proposta. sem esquecer que há uma promessa de maiores resultados com menores recursos - fazendo anúncios de página dupla assim? -

aliás, uma grande verdade permanece escondida todo o tempo de modo a mistificar o domínio do universo digital por algumas agências que se querem diferentes e antenadas,y,geeks e nerds pela juventude que nelas trabalha e para quem dizem querer trabalhar, na procura de supervalorizar a sua competência: mudou a arma, o meio, não o objetivo(aliás ninjas não mudam as armas, nem os objetivos, quer dizer as vezes que podem ser todas: mugei-mumei-no-jts) que é a comunicação. e para usar com proficiência o universo digital não basta tão-somente dominar a sua linguagem e a tecnologia de arranque. antes, você tem de ser vivo o bastante para viver emocionalmente o suficiente para produzir a pegada digital. sem ela a comunicação para além das tendências e do modismo,broxa. a não ser que você se contente nos meneios, xaveco e masturbações tipo encontradas no facebook(profissionais de comunicação devem fazer um pouco mais. não é assim com os do sexo?)


ousada, criativa e feita por um time de especialistas treinado para fazer o que ninguém faz, arremata a ninjada. e eu não duvido, apesar de todo o malfadado, do sucesso da agência - sucesso não é algo muito criterioso hoje em dia. e não por conta da ousadia ou da criatividade ou do time de especialistas. mas, porque como diz em seu anúncio de página dupla, vai fazer o que ninguém faz. ou melhor: não fazia com tanto negror.


se isto é bom para o negócio no seu todo, os homens de negro, e os demais homens de negro das outras agências e do mercado devem lá saber. 

quanto a mim, não gosto da propaganda de luto, que é como ela se anuncia. 
universo digital ou não, minha arma é o bodoque. afinal,eu nunca usei canhão pra matar passarinho. até porque gosto deles "avoando", mesmo que sejam urubus.

in tempo: não é uma merda quando depois de tanto estardalhaço constata-se de quem nem o nome da agência é original(cade a criatividade?) pois já existe(m), desde 2008, inclusive? mesmo não sendo agência de propaganda? afora o black ninja, sexy happy(antes conhecido como ninja explosivo;) é so googar que o cheiro sobe.



sexta-feira, fevereiro 10, 2012

furo na bolsa do cangurú

o grande problema deste post - um trabalho do "estúdio" elitivia,austrália(graphic design, multimedia, video production, web programming, business management and marketing) - é não levar em consideração os caras de cu que tem job as pampas e que são uma caralhada sem fim de ass holes a desperdiçar a chance de fazer algo notável e não de fazer a merda esborrar pelo ralo acima até as suas caras de, caras de ass hole, ora zoster! não é mesmo? 
aqui é que reside o busílis do problema. alguém se arrisca a fazer um poster para quem desperdiça chances para as quais muita gente não tem oportunidade para além dos fantasmas com cara de cu?

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

eleições 2012, desligue-se da cidadania que o reality show vai começar

kátia telles: a nacional kid do guia eleitoral; edílson: o meia centena de centelha dúbia; numeriano: o malba than que não sabe multiplicar. estes foram os três cavaleiros do pré-calypso em eleições passadas. três candidatos considerados do baixo clero que pergunta-se: darão novamente o colorido opaco a um guia eleitoral onde o único brilho foi o da não inteligência?


domingo, fevereiro 05, 2012

tirem o celular do cu ou cacete dos celulares*



o paraibano celso furtado, enfim um ministro da economia que não furtava ninguém, nem a sí próprio, de dizer o que era realmente necessário, afirmou certa vez que o brasileiro tenta compensar o complexo de sub tentando ou querendo ser super - já viu? por exemplo, os aumentativos nos nomes dos nossos estádios? no nordeste então é uma graça. e na sua paraíba? que ainda tem aquela excrescência de ginásio chamada de ronaldão,contígua ao almeidão? porca miséria! é mesmo muito ão pra pouco chão de uma paraiba(joão pessoa)que pelo preço dos imóveis clava a parescença com florianópolis, mas lugar de cancão onde governantes cujos se autoclassificaram gigantes através destes aumentativos ginasiais desqualificados.


pois bem, a nossa superlatividade está anunciada e associada hoje ao numero de celulares no país(o celular é o esmegma do nosso subdesenvolvimento). são mais de duzentos e vinte milhões, ou quase. portanto, há mais celulares do que brasileiros. e se a coisa vai do jeito que desanda, vão ser mais celulares chineses do que brasileiros. e aí o esmegma, que já toca da geral a cobertura vai melar de vez a boca, os ouvidos, os olhos e os cus dos brasileiros. afinal, a maioria carrega o celular no bolso de trás, uma espécie de fetiche para os meninos e meninas. ou seja: o celular substituiu a "coca-cola" nas braguilhas masculinas e nos cózes femininos. se a radiação os faz brocha é outro viral.


deixando o esmega de lado, ou melhor ficando ao lado dele, passemos ao tópico de hoje. alardeamos então o número, a quantidade(qualidade não há em porra nenhuma, seja aparelho, serviço, conexão e o caralho a quatro) o que configuraria a nossa entrada no mundo digital da telefonia móvel, onde o 3G, por exemplo, na internet, dá saudades da net discada.


mas isso ainda não é o cerne da questão. a questão é: se há mais celulares do que brasileiros, a ejaculação precoce da nossa digitalidade não é suficiente para que o cidadão brasileiro, por exemplo, seja atendido nos 0800, caso não disponha de um fixo. seja nas concessionárias de água, luz, ou secretárias da fazenda, para não descer o caudatório sem fim das siglas que compôem a burocracia democrata no brasil, que por isso mesmo é restritiva em quase tudo que se vê ou ouve, melhor dizendo, fala, tornando-se portanto um problema da fala que não tem recurso só discurso de mal ouvidos.


se acaso o portentado possuidor de celular, seja pré ou pós, vai preencher um formulário de crédito em uma loja - até mesmo se contratar um serviço de 3G, por exemplo - vão lhe pedir um número de fixo, o que não deixa de ser uma estocada no piloro da nossa vã idade digital( o sujeito tem um celular da claro, por exemplo mas é pedido um fixo, pois celular não vale. bom, muito bom isso, vai ser conectado assim na casa do cacete, não é mesmo?).


se necessita, por exemplo saber porque está faltando água ou energia na sua rua ou bairro, e ligar de um celular, fodeu! aquela voz de tia no cio vai lhe dizer que o serviço só está disponível para números fixos ou coisa que o valha.  


então de que vale ter-mos duzentos e cacetada de mihões de celulares? se eles só servem para você metê-los no cu? tá bom, tá bom, vou manerar os "maneirismos", no bolso da calça de trás, e não cumprem a função de prover comunicação móvel para cima, para baixo e para os lados, num mundo digital onde a pressa, a imediaticidade de perguntas e respostas é quase tão necessária quanto o ar que se respira? eis outra piada de mal-assombro que as teles fazem conosco, e que é cobrada, tantas como as outras de baixa qualidade que são oferecidas.( aliás se o rafinha é processado por piadas de "mau gosto", porque as teles não?)


é de se imaginar então que o ministério das telecomunicações comunga com esta operação de compra casada, sim. afinal, se você tem um celular e precisa de um fixo para isso e para aquilo, serviço que pode ser feito pelo celular, e está sendo obrigado a comprar dois serviços, quando na verdade não precisa de um deles, pois ainda por cima a minutagem para fixo vem de brinde nos celulares(será por isso?) numa quantidade tal que deixa qualquer maroca papudaça mui preocupada em arranjar assunto para gastar tantos minutos à borla.


já os serviços de internet deveriam se chamar de serviços de telefonia fixa vip(very important pato). afinal, eu quero comprar internet e não uma linha fixa com um pacote de 11 mil minutos para falar o que? com quem? se eu tenho celular e facebook,twitter, e tudo o mais que me é anunciado como upa-upa! cavalinho da internet? como é que eu vou ser digital com um peso analogico destes? se para ter internet tenho de ter um fixo. só mesmo em país subdesenvolvido metido a super(nos preços cobrados).

mas aí ,sim, você diria: -  se não quer telefone associado ao serviço de internet, compre uma ligação 3G. sim, aquela que diz que a velocidade é de 1 giga, mas que só lhe assegura 10% da velocidade contratada, e que o tempo todo arrega para a seara do 2G, a 1% e olhe lá, isto quando não fica parada no engarrafamento de clientes demais suporte de menos- tal como em nossas cidades -  o que só serve para atiçar as mensagens do firefox ou google, por exemplo, a nos sacanear com o texto do " achamos que você está em uma conexão lenta por esta razão recomendamos " e aí nos convida a ir para o básico da nossa realidade chinfrim que é a de internet sub no serviço e, repetindo, super-super no preço. haja bunda larga, lordose, escoliose, bico de papagaio, trombose, flebite, e saco varicocélico.


200 milhões de aparelhos vendidos e coisa e tal. não vou falar dos problemas de entrega para quem compra pela internet, de assistência para quem compra nas insinuantes da sangalo, dos magazines da luiza, etc,etc, da espera de jó para entrar no labirinto das centrais de atendimento, e de tudo o mais que certamente, você como eu, que fazemos parte destes 200 milhões de brasileiros, não só metidos mas, tornados bestas pelas bestialização de ações de marketing que nos leva ao consumo do que não queremos, vendidos por quem nem isto pode ou quer oferecer. é o virtual tal e qual o real: nada funciona como deveria. a merda, como sempre, tresanda na terra de ninguém. no país dos zés alçados a plataforma móvel, na qual andam de salto alto mas logo apeiam tamanho o calo de pedregulhos na linha - que antes fosse a velocidade de jeg e não de tartarugas, já que é para bater nos cascos mesmo.


onde então a fiscalização, onde o serviço prometido e o tal respeito ao consumidor, onde o ministério público, o conar, o procom, o ministro(este não se sabe se ainda vai ou está lá)?( é parecença? ou só sabem sabem dar entrevistas pra ficar bem nas redes? não tiram os seus cus rosas, pretos, roxos ou nem por isso, da cadeira, assumindo o papel passivo de saber o que acontece, deixando o  consumidor ser empalado, e num item que também lhes toca, uma vez também vitimados já que estão na lista dos 200 milhões? ou não?-  e não me venham falar em soluções de conciliação. conciliação é o celular da sua mãe entalado bem perto do lugar onde você nasceu. aliás, é por conta de conciliação que somos tratados como vacas de presépio).


por isso não vou lhe dizer onde está o respeito, nem aonde estão os desrespeitados portadores de supositórios digitais, para não me acusarem de chulo ao atacado. mas se não agora, já já você vai sentir alguma coisa, que pensa você ser o celular, vibrando no bolso do seu cós. mas lamento informar que a vibração é um sinal também de outra ligação terra: aquela que certamente pela alegria de contactar mais um orifício por onde entra a onda e sai a grana, afanada pelo estupro que é praticado contra o consumidor, a cada toque retal que levamos de forma analógica, por um serviço que se diz digital e móvel mas que é viciado, paradão mesmo num fixo, o que não deixa, ao fim e ao cabo, de ser uma fixação só. 

*originalmente publicado no elixirparegorico.blogspot.com