quarta-feira, junho 14, 2017

aos governantes e governados mas, principalmente, aos desgovernados

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Todos os dias os ministros dizem ao povo 

Como é difícil governar. Sem os ministros 
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima. 
Nem um pedaço de carvão sairia das minas 
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda 
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra 
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol 
Sem a autorização do Führer? 
Não é nada provável e se o fosse 
Ele nasceria por certo fora do lugar. 

2. 
E também difícil, ao que nos é dito, 
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão 
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem. 
Se algures fizessem um arado 
Ele nunca chegaria ao campo sem 
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem, 
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que 
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural? 
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas. 

3. 
Se governar fosse fácil 
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer. 
Se o operário soubesse usar a sua máquina 
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas 
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários. 
E só porque toda a gente é tão estúpida 
Que há necessidade de alguns tão inteligentes. 

4. 
Ou será que 
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira 
São coisas que custam a aprender? 

(Dificuldade de Governar Bertolt Brecht)

segunda-feira, abril 17, 2017

crianças com menos de 1 ano são viciadas na coca pelos pais, quem mais ?



e não adianta mamar que a coca alimenta o peito entupido da mesma coca
e outras drogas (cancerígenas inclusive) mais
A MAIOR EPIDEMIA INFANTIL DA HISTÓRIA
Os dados são mesmo alarmantes: 56% das crianças brasileiras com menos de um ano bebem refrigerante – até mesmo em mamadeira.
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1492382079440Um pacote de biscoito recheado equivale a oito pães franceses. Em cada cinco crianças obesas, quatro serão obesas no futuro.
A maior parte das crianças brasileiras passa mais tempo em frente à televisão do que na escola.
Redes de fast-food, em suas informações nutricionais, trocam a palavra “açúcar” por “carboidrato”.
O filme Muito Além do Peso fala justamente não só sobre o problema da obesidade infantil, mas do sobrepeso – 30% das crianças brasileiras estão acima do peso. E de como isso pode interferir na saúde e no futuro desta geração.
Dirigido por Estela Rener e Marcos Nisti, o documentário estreou na semana anterior e encontra-se em cartaz no Rio de Janeiro, no cinema Arteplex.
“Obesidade e sobrepeso carregam com eles outras doenças muito graves, que só víamos em adultos até então: diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer, doenças do coração, pulmão, entre outros”, diz a diretora.
“É preciso sacudir as pessoas em relação a esse assunto. Os pais sabem que seu filho está com colesterol alto, mas acreditam que vai passar, que sempre vai acontecer a fase do estirão”, raciocina.
Um dos maiores problemas é que muitos acreditam – erroneamente – que a genética é a grande vilã e que seus esforços de alimentar seus filhos serão em vão.
“Poucos sabem que o fator genético ocupa somente 10% dos casos e que a obesidade e o sobrepeso podem também ser domados com uma reeducação alimentar”, defende Estela, que, também ao lado de Marcos Nisti, dirigiu Criança, a Alma do Negócio.
O documentário ainda chama a atenção para hábitos rotineiros que ajudam a piorar o quadro geral: horas em frente à televisão e computadores, maus hábitos alimentares e a negociação do afeto ou da obediência por meio da comida.
Algumas cenas são emblemáticas, como a da birra em que uma criança só se acalma e para de chorar compulsivamente quando recebe a guloseima que tanto deseja – obviamente, recheada de calorias.
O filme, que levou dois anos para ser concluído, fez a equipe entrevistar famílias de norte a sul, leste a oeste do Brasil: de grandes cidades a pequenos municípios, comunidades rurais e até aldeias indígenas.
Há várias situações inusitadas, entre elas a de um cacique que é adepto do macarrão instantâneo e de crianças que não identificam uma batata ou uma cebola.
“O Brasil é um país enorme, mas os problemas alimentares das crianças, em geral, são os mesmos, independentemente de onde ou como vivem”, ressalta a cineasta.
“Tanto a criança do Amazonas quanto a do Rio Grande do Sul não sabe o que é um mamão e não lembra quando foi a última vez que comeu uma manga. E todas adoram e consomem salgadinhos e refrigerantes“, conta Estela.
Além das entrevistas com as famílias e dos dados pesquisados, o filme ouviu uma série de especialistas nacionais e internacionais da medicina, da nutrição, do direito, da psicologia, da publicidade, entre outros.
Entre eles, Frei Betto; Enrique Jacoby, médico da Organização Mundial de Saúde; o chef Jamie Oliver e Amélio Fernando de Godoy Matos, do Instituto de Diabetes e Endocrinologia.
“As pesquisas, segundo Jamie Oliver, indicam que a criança de hoje viverá 10 anos a menos que seus pais por causa do ambiente alimentar que criamos em volta dela”, alerta a diretora. E defende, como prevenção, uma campanha para a TV aberta nacional.
Os especialistas defendem a regulamentação da composição do produto por parte do governo, como também sobretaxar alimentos que vão gerar custo para a saúde pública depois – como fazem com o cigarro, no caso de produtos muito ricos em açúcares, gordura e sal.
A educação alimentar nas escolas deve entrar como parte do currículo escolar das crianças. Eles também apontam como fundamental as campanhas de mídia alertando para o que se deve e o que não se deve oferecer para o seu filho no cotidiano.
Além disso, não se pode esquecer de aparelhar pais e mães para que eles possam ter e também dar uma educação alimentar no ambiente doméstico.
“É preciso regulamentar a publicidade dirigida às crianças urgentemente. Não podemos mais deixar que os pais sozinhos enfrentem esta batalha só porque eles são os pais das crianças. Os pais precisam de ajuda porque as crianças precisam de ajuda”, defende Estela.
Em sua opinião, as cenas dos bebês tomando refrigerante antes do primeiro ano de vida são as mais chocantes.
“Um dos nossos primeiros contatos com o mundo é por meio do aleitamento materno, e é um momento fundamental de reconhecimento e formação da relação mãe e filho. Além de chocante do ponto de vista da saúde, acho muito simbólico, do ponto de vista das relações que estamos criando, ter um produto tão cheio de químicos já intrometido entre mãe e filho”.
Depois do filme, até a equipe de produção mudou os hábitos alimentares. “Você convive com isso por quase dois anos, e naturalmente não tem mais coragem de colocar na boca uma coisa que tem um corante proibido na Europa porque provoca câncer”, conclui a cineasta.
Quem assistir ao filme Muito Além do Peso, com certeza, vai mudar.
por mariana claudino, extraído do pensar contemporâneo.

sexta-feira, março 31, 2017

e agora jesuses, mharias, josésis ?

A publicidade alinhada com os meios de comunicação tem mais de um terço de probabilidade de gerar lucro para
os anunciantes e 85% mais de atrair novos consumidores. A conclusão é do consultor de marketing Peter Field e da empresa Newsworks.

De acordo com o consultor, que analisou os dados do IPA Effectiveness, prêmios da indústria dos media, para estudar a eficácia do marketing no atual panorama de comunicação, concluiu que os meios de comunicação, enquanto marca, são uma "bênção" para a eficácia, lucro e penetração dos anunciantes.

Assim, campanhas que recorrem aos meios de comunicação têm mais 43% de probabilidade de gerar "uma grande" participação do mercado, sendo ainda duas vezes mais propensas de reduzir a sensibilidade ao preço e aumentar a fidelidade dos clientes.

O consultor concluiu ainda que a eficácia dos meios impressos está a florescer, contrariamente à narrativa dominante que prevê o fim da imprensa. A análise de Peter Field mostra que, ao contrário da ideia de que os canais digitais são melhores para conquistar novos clientes, são os meios impressos que se mostram cada vez mais eficazes a fazê-lo.


(fonte:  
briefing@briefing.pt )

quarta-feira, março 15, 2017

os caras do (neuro) marketing - e do google e do facebook - não vão gostar

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O que convence um cliente – e um consumidor, são os feromônios da paixão.

Perceber que suas mãos, suas pernas e seu tino atendem à sua vontade e não ao navegar imprevisível dos sonhos, é um alívio. Mas cada vez que ele, seu ego, quer botar a cabeça para fora da maré do mundo e dos outros, não basta reafirmar essa vontade, é preciso entregar-se, vulnerável e inocente, ao imprevisível. À paixão.
O ego e a paixão são os doces venenos que te arrancam da cama, todos os dias.
A comunicação, apesar das pretensões e das invenções, é uma das mais inexatas das faculdades humanas. 80% é ótimo, mas se cair nos 20%, é ruim.
Podemos fazer todas as pesquisas do mundo, todas as previsões possíveis, invocar tendências, fazer cálculos preditivos com os mais extraordinários computadores, ainda assim – e ainda bem – toda mensagem depende de quem comunica e de quem interpreta.
Portanto, a quantidade de variáveis é enorme e incontrolável: e se meu produto? E se meu concorrente? E se meu chefe? E se meu público? E se o governo? E se São Pedro? E se o chefe do meu chefe? E se?
Quando um cliente entra numa sala de reunião, ele finge o tempo todo: finge saber, finge gostar e finge não gostar. Mesmo que ele esteja sentado numa pilha de números irrefutáveis-mas-nem-tanto.
Pois o trabalho de um publicitário, o verdadeiro trabalho, não é de levantar hipóteses irrefutáveis-mas-nem-tanto. O trabalho do isso-e-aquilo é o sintoma da pior coisa que um publicitário pode ser: o evangelista do consenso.
Mas o ego afirmativo é condição necessária mas não suficiente.
Na vida, podemos terminar todas as nossas conversas com um “te amo” e encher nossas mensagens de pontos de exclamação. Podemos também decorar fórmulas de ênfase, carregar de superlativos e clichês nossos argumentos. Mas as palavras são pobres traduções das emoções.
Um olhar, um gesto ou um silêncio podem ser muito mais eloquentes que mil emoticons e vídeo-cases. Comunicar-se não é uma questão de semântica lógica. Não é uma questão da tradução técnica de códigos.
Comunicar-se é uma questão de energia. O publicitário do se-isso-então-aquilo é a segunda pior coisa que ele pode ser: o matemático da obviedade.
O que convence um cliente – e um consumidor, são os feromônios da paixão.
* ao trabalho do publicitário, no webinsider, do fernand alphen

quinta-feira, março 09, 2017

vulgar, eu ? inocente ? pior ainda


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Costuma-se classificar, para simplificar, toda mensagem com objetivo comercial, de propaganda apesar de todas as suas variantes, que vão do mais ficcional dos enredos ao mais prosaico dos apelos racionais.
Mas também podemos tentar inverter o ponto de vista. Por exemplo, o entretenimento, também tem suas graduações e pode ir do conteúdo mais artístico e puramente experimental até o mais explícito dos veículos de consumo.
O jornalismo pode ser puramente documental e exploratório ou flagrantemente ideológico e manipulador, com todos os tons de cinzas (mais comuns) intermediários.
Se, da noite para o dia, a indústria de petróleo deixasse de existir, o mundo entraria em colapso. Se, da noite para o dia, os bancos, as companhias aéreas, deixassem de existir, idem.
Mas se um gênio maroto decidisse que todas as agências de propaganda iriam desaparecer repentinamente, muito pouco mudaria: os estúdios, as emissoras, fariam propaganda, os escritores criariam títulos, roteiros e textos, os fotógrafos, imagens e o mundo seguiria até o dia em que alguém resolvesse inventar o já inventado.
Talvez, o drama da propaganda como profissão ou negócio, seja precisamente sua falta de identidade.
O exercício de inverter os focos, mesmo que puramente teórico, pode ser esclarecedor sobre algumas das principais motivações e frustrações da indústria da propaganda.
Em outras palavras, o publicitário vive em permanência um problema de identidade insolúvel porque convencionou-se chamar de “boa propaganda” aquela que emociona e “má propaganda” aquela que explica.
Ou, “boa propaganda” aquela que entretém e “má propaganda” aquela que martela. Até porque, tanto a “boa” quanto a “má” propaganda vendem.
O trabalho de um publicitário – ou o de seu contratante, o cliente, o marketing – é decidir, ao longo do processo de elaboração do seu trabalho, quantas camadas de distrações, digressões, metáforas, ornamentos, ele irá colocar por cima do objetivo definido, sempre muito vulgar.
Mas esse processo nem sempre é consciente e assumido, porque é boa prática fazer precisamente o contrário: começar pela ideia, inocente, desinteressada, pura, sensorial e emocional, para encapsular em algum momento um ricochete, escorregão, sutil lapso comercial.
Um publicitário seria, portanto, aquele cara que coloca graça e elegância naquilo que não tem e insere vulgaridade e pragmatismo naquilo que é só beleza, luxo e volúpia.
Não é fácil sair do armário para assumir uma identidade, ao invés de ficar nesse desconfortável papel de se fingir ora poeta, ora trator.
*fernand alphen, no criação do webinsider

domingo, março 05, 2017

puta sacanagem com as coxinhas! eu disse com as coxinhas e não com os coxinhas

are you talk about me ?

a direita intempestiva - e a cristalizada, de tenra e média idade - ganhou a alcunha de coxinhas, por parte daqueles a quem os coxinhas costumam chamar de petralhas, para não citar outros adjetivos mui pouco pátrios.

puta sacanagem com as coxinhas ! logo elas que, salvo as de "batatalhau" e as abduzidas aos sabores surubas - suruba hoje está na moda desgovernamental que se apresenta ai como governo - charque, requeijão, bacon, presunto, muçarela, nutella miolo mole e sabe-se lá mais o quê(existem mais de 50 combinações, até de brigadeiro com morango. argh(devia ser a logomarca do psdb) - são umas "pessoinhas" de raiz mui crocantes e que vão bem com todas as tendências que dão molho a língua, ou seja: mostarda, ketchup, uma pimentinha, mas que na boa, na boa mesmo, são boas é para comer puras, no ponto de toque, douradinhas e até um pouco queimadinhas, sem que com isto manifeste-se apropriação no engajamento dito politicamente correto contra a contínua fritura da" raça", desde a escravidão, a quem a alforria do fim preconceito jamais lhes foi concedida e ou conquistada, principalmente pela dita cuja mídia coxinha, aqui também entendida não como de muita massa e pouco cérebro e sim de muito cérebro para manobrar a massa.

isto posto, é preciso resgatar a auto-estima das coxinhas, como simbolo de uma entidade gostosa que vai bem no frio e no calor, seja lá com que acompanhante líquido for, e que nada tem a ver com os coxinhas. 

afinal, os coxinhas, qualquer que seja a tendência, invólucro, recheio ou partido, são definitivamente intragáveis.