quarta-feira, junho 28, 2017

respondendo a pergunta(no facebook*) se ainda vale a pena fazer o curso de publicidade?

na origem o curso de publicidade era uma piada - de mau gosto. depois tornou-se stand up, tal como o curso de jornalismo. não há a visão pluralizada que solidificou os patamares da nossa propaganda, oriunda de staffs repletos de gente de formações diversas(acadêmicas ou não) e que encontrava na publicidade a oportunidade de expandir horizontes - romper barreiras mesmo - para além dos títulos empostados e factoides. há uma azáfama em ser moderno, em ver o mundo apenas como digital&cia , o que é válido, mas não como princípio único, esquecendo que somos um pais de terceiro mundo - com uma elite publicitária que finge ser de primeiro muito bem, até dar de cara com o varejo - e onde uma parcela substancial do mercado ainda depende de serviço de alto-falantes, de serviços de som montados em bicicletas, de "mosquitos" (pequenos folhetos) e placas pregadas em poste, de rádios não digitais, de recursos que os alunos e professores destes cursos, sequer conhece, ou prefere esquecer. não se trata de defender o atraso. mas não existem alfas sem alcateias. e, se quem dirige as alcateias, só rosna por um caminho, a coisa empaca. o mercado brasileiro é imenso - muito maior do que pensa ser são paulo - há gente que vai tomar briefing dentro da floresta. e estes são os caras que cutucam onça com vara curta(coisa que quem ganha leão não faz). então, curso sim, mas curso também não. a única obrigatoriedade deveria ser a de fazer boa publicidade. mas isto ultimamente, nem obrigado, ou seria não obrigado?

sim, cursos de publicidade prometem fazer você enxergar mais longe, mas não passam de lunetas tapa-olho. e cá pra nós: o formato fálico do canudo, tá te querendo dizer alguma coisa. portanto, abra os olhos, pra depois não ficar ardido por outras vias.



* quem reclama de textão é porque não sabe ler e escrever(coisa em que muito publicitário atualmente é meste).

segunda-feira, junho 26, 2017

uma das razões pelas quais a maça é mordida apenas de leve

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steve jobs disse: “não faz sentido contratar pessoas inteligentes para depois lhes dizer o que fazer".

ao que parece, donos de agência - que julgam-se coronéis pítons do asfalto(na verdade são corre-campos) - não dão muita trela para os dizeres de job. sim, eles adoram equipar\ornar, agências com macs. mas na hora de estabelecer princípios gerais e particulares de gestão, fincam pé nos manuscritos do mais do mesmo, e fazem" todo mundo" engolir goela a dentro suas cuspidas e, quando não raramente, suas cagadas,

como afirmei, certa vez, a vesicular dono de agência(que até hoje pensa que é publicitário - todo dono de agência se acha publicitário, e brilhante,o que na maioria das vezes é justamente o contrário) que diretor dirige, não é dirigido. portanto, se contrata um diretor de criação, ele deve ser senhor da sua seara, cabendo a ele protagonizar sua eleição.

queria com isto dizer que ia fazer o que me desse na telha e nos pentelhos? obviamente que não. toda estrutura tem seu dna. e o jogo a ser jogado, leva em consideração tais premissas. cabe ao diretor de criação, estabelecer os critérios de atuação em que a criação será pensada e efetivada, discutindo eventualmente pormenores de certas ações. é assaz espantoso que isso não seja dado internalizado nas agências em 2017.

o fato é que, se a cada meio de expediente, por uma indigestão qualquer, o dono da agência adentra o ambiente e modifica o que foi traçado(ou na calada) se ele assim o faz, não se comporta como diretor geral, presidente, ceo, ou que denominação use, e sim como aquilo que é: dono. e agência que tem dono, ao contrário do que diz o ditado popular, nestes termos, a única coisa que engorda é a estupidez e a mediocridade - você conhece vários exemplos, isto se não estiver metido até o pescoço em um deles.

então, se assim o é, das duas uma(o melhor é que fosse nenhuma) ou o diretor contratado é incompetente criativa, moralmente e organizacionalmente falando, ou o dono assina em embaixo que monta o time como dono da bola, e neste caso perneta.

criativamente, é sempre um gol contra. mas é a tal coisa: jobs, há muitos. steve, apenas um.

quarta-feira, junho 14, 2017

aos governantes e governados mas, principalmente, aos desgovernados

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Todos os dias os ministros dizem ao povo 

Como é difícil governar. Sem os ministros 
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima. 
Nem um pedaço de carvão sairia das minas 
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda 
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra 
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol 
Sem a autorização do Führer? 
Não é nada provável e se o fosse 
Ele nasceria por certo fora do lugar. 

2. 
E também difícil, ao que nos é dito, 
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão 
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem. 
Se algures fizessem um arado 
Ele nunca chegaria ao campo sem 
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem, 
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que 
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural? 
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas. 

3. 
Se governar fosse fácil 
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer. 
Se o operário soubesse usar a sua máquina 
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas 
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários. 
E só porque toda a gente é tão estúpida 
Que há necessidade de alguns tão inteligentes. 

4. 
Ou será que 
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira 
São coisas que custam a aprender? 

(Dificuldade de Governar Bertolt Brecht)

segunda-feira, abril 17, 2017

crianças com menos de 1 ano são viciadas na coca pelos pais, quem mais ?



e não adianta mamar que a coca alimenta o peito entupido da mesma coca
e outras drogas (cancerígenas inclusive) mais
A MAIOR EPIDEMIA INFANTIL DA HISTÓRIA
Os dados são mesmo alarmantes: 56% das crianças brasileiras com menos de um ano bebem refrigerante – até mesmo em mamadeira.
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1492382079440Um pacote de biscoito recheado equivale a oito pães franceses. Em cada cinco crianças obesas, quatro serão obesas no futuro.
A maior parte das crianças brasileiras passa mais tempo em frente à televisão do que na escola.
Redes de fast-food, em suas informações nutricionais, trocam a palavra “açúcar” por “carboidrato”.
O filme Muito Além do Peso fala justamente não só sobre o problema da obesidade infantil, mas do sobrepeso – 30% das crianças brasileiras estão acima do peso. E de como isso pode interferir na saúde e no futuro desta geração.
Dirigido por Estela Rener e Marcos Nisti, o documentário estreou na semana anterior e encontra-se em cartaz no Rio de Janeiro, no cinema Arteplex.
“Obesidade e sobrepeso carregam com eles outras doenças muito graves, que só víamos em adultos até então: diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer, doenças do coração, pulmão, entre outros”, diz a diretora.
“É preciso sacudir as pessoas em relação a esse assunto. Os pais sabem que seu filho está com colesterol alto, mas acreditam que vai passar, que sempre vai acontecer a fase do estirão”, raciocina.
Um dos maiores problemas é que muitos acreditam – erroneamente – que a genética é a grande vilã e que seus esforços de alimentar seus filhos serão em vão.
“Poucos sabem que o fator genético ocupa somente 10% dos casos e que a obesidade e o sobrepeso podem também ser domados com uma reeducação alimentar”, defende Estela, que, também ao lado de Marcos Nisti, dirigiu Criança, a Alma do Negócio.
O documentário ainda chama a atenção para hábitos rotineiros que ajudam a piorar o quadro geral: horas em frente à televisão e computadores, maus hábitos alimentares e a negociação do afeto ou da obediência por meio da comida.
Algumas cenas são emblemáticas, como a da birra em que uma criança só se acalma e para de chorar compulsivamente quando recebe a guloseima que tanto deseja – obviamente, recheada de calorias.
O filme, que levou dois anos para ser concluído, fez a equipe entrevistar famílias de norte a sul, leste a oeste do Brasil: de grandes cidades a pequenos municípios, comunidades rurais e até aldeias indígenas.
Há várias situações inusitadas, entre elas a de um cacique que é adepto do macarrão instantâneo e de crianças que não identificam uma batata ou uma cebola.
“O Brasil é um país enorme, mas os problemas alimentares das crianças, em geral, são os mesmos, independentemente de onde ou como vivem”, ressalta a cineasta.
“Tanto a criança do Amazonas quanto a do Rio Grande do Sul não sabe o que é um mamão e não lembra quando foi a última vez que comeu uma manga. E todas adoram e consomem salgadinhos e refrigerantes“, conta Estela.
Além das entrevistas com as famílias e dos dados pesquisados, o filme ouviu uma série de especialistas nacionais e internacionais da medicina, da nutrição, do direito, da psicologia, da publicidade, entre outros.
Entre eles, Frei Betto; Enrique Jacoby, médico da Organização Mundial de Saúde; o chef Jamie Oliver e Amélio Fernando de Godoy Matos, do Instituto de Diabetes e Endocrinologia.
“As pesquisas, segundo Jamie Oliver, indicam que a criança de hoje viverá 10 anos a menos que seus pais por causa do ambiente alimentar que criamos em volta dela”, alerta a diretora. E defende, como prevenção, uma campanha para a TV aberta nacional.
Os especialistas defendem a regulamentação da composição do produto por parte do governo, como também sobretaxar alimentos que vão gerar custo para a saúde pública depois – como fazem com o cigarro, no caso de produtos muito ricos em açúcares, gordura e sal.
A educação alimentar nas escolas deve entrar como parte do currículo escolar das crianças. Eles também apontam como fundamental as campanhas de mídia alertando para o que se deve e o que não se deve oferecer para o seu filho no cotidiano.
Além disso, não se pode esquecer de aparelhar pais e mães para que eles possam ter e também dar uma educação alimentar no ambiente doméstico.
“É preciso regulamentar a publicidade dirigida às crianças urgentemente. Não podemos mais deixar que os pais sozinhos enfrentem esta batalha só porque eles são os pais das crianças. Os pais precisam de ajuda porque as crianças precisam de ajuda”, defende Estela.
Em sua opinião, as cenas dos bebês tomando refrigerante antes do primeiro ano de vida são as mais chocantes.
“Um dos nossos primeiros contatos com o mundo é por meio do aleitamento materno, e é um momento fundamental de reconhecimento e formação da relação mãe e filho. Além de chocante do ponto de vista da saúde, acho muito simbólico, do ponto de vista das relações que estamos criando, ter um produto tão cheio de químicos já intrometido entre mãe e filho”.
Depois do filme, até a equipe de produção mudou os hábitos alimentares. “Você convive com isso por quase dois anos, e naturalmente não tem mais coragem de colocar na boca uma coisa que tem um corante proibido na Europa porque provoca câncer”, conclui a cineasta.
Quem assistir ao filme Muito Além do Peso, com certeza, vai mudar.
por mariana claudino, extraído do pensar contemporâneo.

sexta-feira, março 31, 2017

e agora jesuses, mharias, josésis ?

A publicidade alinhada com os meios de comunicação tem mais de um terço de probabilidade de gerar lucro para
os anunciantes e 85% mais de atrair novos consumidores. A conclusão é do consultor de marketing Peter Field e da empresa Newsworks.

De acordo com o consultor, que analisou os dados do IPA Effectiveness, prêmios da indústria dos media, para estudar a eficácia do marketing no atual panorama de comunicação, concluiu que os meios de comunicação, enquanto marca, são uma "bênção" para a eficácia, lucro e penetração dos anunciantes.

Assim, campanhas que recorrem aos meios de comunicação têm mais 43% de probabilidade de gerar "uma grande" participação do mercado, sendo ainda duas vezes mais propensas de reduzir a sensibilidade ao preço e aumentar a fidelidade dos clientes.

O consultor concluiu ainda que a eficácia dos meios impressos está a florescer, contrariamente à narrativa dominante que prevê o fim da imprensa. A análise de Peter Field mostra que, ao contrário da ideia de que os canais digitais são melhores para conquistar novos clientes, são os meios impressos que se mostram cada vez mais eficazes a fazê-lo.


(fonte:  
briefing@briefing.pt )

quarta-feira, março 15, 2017

os caras do (neuro) marketing - e do google e do facebook - não vão gostar

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O que convence um cliente – e um consumidor, são os feromônios da paixão.

Perceber que suas mãos, suas pernas e seu tino atendem à sua vontade e não ao navegar imprevisível dos sonhos, é um alívio. Mas cada vez que ele, seu ego, quer botar a cabeça para fora da maré do mundo e dos outros, não basta reafirmar essa vontade, é preciso entregar-se, vulnerável e inocente, ao imprevisível. À paixão.
O ego e a paixão são os doces venenos que te arrancam da cama, todos os dias.
A comunicação, apesar das pretensões e das invenções, é uma das mais inexatas das faculdades humanas. 80% é ótimo, mas se cair nos 20%, é ruim.
Podemos fazer todas as pesquisas do mundo, todas as previsões possíveis, invocar tendências, fazer cálculos preditivos com os mais extraordinários computadores, ainda assim – e ainda bem – toda mensagem depende de quem comunica e de quem interpreta.
Portanto, a quantidade de variáveis é enorme e incontrolável: e se meu produto? E se meu concorrente? E se meu chefe? E se meu público? E se o governo? E se São Pedro? E se o chefe do meu chefe? E se?
Quando um cliente entra numa sala de reunião, ele finge o tempo todo: finge saber, finge gostar e finge não gostar. Mesmo que ele esteja sentado numa pilha de números irrefutáveis-mas-nem-tanto.
Pois o trabalho de um publicitário, o verdadeiro trabalho, não é de levantar hipóteses irrefutáveis-mas-nem-tanto. O trabalho do isso-e-aquilo é o sintoma da pior coisa que um publicitário pode ser: o evangelista do consenso.
Mas o ego afirmativo é condição necessária mas não suficiente.
Na vida, podemos terminar todas as nossas conversas com um “te amo” e encher nossas mensagens de pontos de exclamação. Podemos também decorar fórmulas de ênfase, carregar de superlativos e clichês nossos argumentos. Mas as palavras são pobres traduções das emoções.
Um olhar, um gesto ou um silêncio podem ser muito mais eloquentes que mil emoticons e vídeo-cases. Comunicar-se não é uma questão de semântica lógica. Não é uma questão da tradução técnica de códigos.
Comunicar-se é uma questão de energia. O publicitário do se-isso-então-aquilo é a segunda pior coisa que ele pode ser: o matemático da obviedade.
O que convence um cliente – e um consumidor, são os feromônios da paixão.
* ao trabalho do publicitário, no webinsider, do fernand alphen

quinta-feira, março 09, 2017

vulgar, eu ? inocente ? pior ainda


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Costuma-se classificar, para simplificar, toda mensagem com objetivo comercial, de propaganda apesar de todas as suas variantes, que vão do mais ficcional dos enredos ao mais prosaico dos apelos racionais.
Mas também podemos tentar inverter o ponto de vista. Por exemplo, o entretenimento, também tem suas graduações e pode ir do conteúdo mais artístico e puramente experimental até o mais explícito dos veículos de consumo.
O jornalismo pode ser puramente documental e exploratório ou flagrantemente ideológico e manipulador, com todos os tons de cinzas (mais comuns) intermediários.
Se, da noite para o dia, a indústria de petróleo deixasse de existir, o mundo entraria em colapso. Se, da noite para o dia, os bancos, as companhias aéreas, deixassem de existir, idem.
Mas se um gênio maroto decidisse que todas as agências de propaganda iriam desaparecer repentinamente, muito pouco mudaria: os estúdios, as emissoras, fariam propaganda, os escritores criariam títulos, roteiros e textos, os fotógrafos, imagens e o mundo seguiria até o dia em que alguém resolvesse inventar o já inventado.
Talvez, o drama da propaganda como profissão ou negócio, seja precisamente sua falta de identidade.
O exercício de inverter os focos, mesmo que puramente teórico, pode ser esclarecedor sobre algumas das principais motivações e frustrações da indústria da propaganda.
Em outras palavras, o publicitário vive em permanência um problema de identidade insolúvel porque convencionou-se chamar de “boa propaganda” aquela que emociona e “má propaganda” aquela que explica.
Ou, “boa propaganda” aquela que entretém e “má propaganda” aquela que martela. Até porque, tanto a “boa” quanto a “má” propaganda vendem.
O trabalho de um publicitário – ou o de seu contratante, o cliente, o marketing – é decidir, ao longo do processo de elaboração do seu trabalho, quantas camadas de distrações, digressões, metáforas, ornamentos, ele irá colocar por cima do objetivo definido, sempre muito vulgar.
Mas esse processo nem sempre é consciente e assumido, porque é boa prática fazer precisamente o contrário: começar pela ideia, inocente, desinteressada, pura, sensorial e emocional, para encapsular em algum momento um ricochete, escorregão, sutil lapso comercial.
Um publicitário seria, portanto, aquele cara que coloca graça e elegância naquilo que não tem e insere vulgaridade e pragmatismo naquilo que é só beleza, luxo e volúpia.
Não é fácil sair do armário para assumir uma identidade, ao invés de ficar nesse desconfortável papel de se fingir ora poeta, ora trator.
*fernand alphen, no criação do webinsider

domingo, março 05, 2017

puta sacanagem com as coxinhas! eu disse com as coxinhas e não com os coxinhas

are you talk about me ?

a direita intempestiva - e a cristalizada, de tenra e média idade - ganhou a alcunha de coxinhas, por parte daqueles a quem os coxinhas costumam chamar de petralhas, para não citar outros adjetivos mui pouco pátrios.

puta sacanagem com as coxinhas ! logo elas que, salvo as de "batatalhau" e as abduzidas aos sabores surubas - suruba hoje está na moda desgovernamental que se apresenta ai como governo - charque, requeijão, bacon, presunto, muçarela, nutella miolo mole e sabe-se lá mais o quê(existem mais de 50 combinações, até de brigadeiro com morango. argh(devia ser a logomarca do psdb) - são umas "pessoinhas" de raiz mui crocantes e que vão bem com todas as tendências que dão molho a língua, ou seja: mostarda, ketchup, uma pimentinha, mas que na boa, na boa mesmo, são boas é para comer puras, no ponto de toque, douradinhas e até um pouco queimadinhas, sem que com isto manifeste-se apropriação no engajamento dito politicamente correto contra a contínua fritura da" raça", desde a escravidão, a quem a alforria do fim preconceito jamais lhes foi concedida e ou conquistada, principalmente pela dita cuja mídia coxinha, aqui também entendida não como de muita massa e pouco cérebro e sim de muito cérebro para manobrar a massa.

isto posto, é preciso resgatar a auto-estima das coxinhas, como simbolo de uma entidade gostosa que vai bem no frio e no calor, seja lá com que acompanhante líquido for, e que nada tem a ver com os coxinhas. 

afinal, os coxinhas, qualquer que seja a tendência, invólucro, recheio ou partido, são definitivamente intragáveis.

sexta-feira, março 03, 2017

"publicidade para inglês ver" *

Eis a prova definitiva de que a indústria da publicidade é a pior


(Screeshot: 'Mad Men' / AMC)

Um ex-publicitário conta por que ele não imaginava que a profissão pudesse ser tão escrota quanto é.

Imagina que você está tentando arrumar um trampo numa das principais agências de publicidade da indústria. Esse é o seu sonho, tudo que você sempre quis: um emprego criativo, claro, mas nas circunstâncias certas uma chance de mudar o mundo, de usar muito jeans e blazer, e estar a algumas promoções de um salário de seis dígitos. Classe criativa, sim, mas sem a parte da pobreza. E é assim que você chega lá: passando por três rodadas seletivas, várias entrevistas, testes e apresentações. E agora, você conseguiu um belo bufê de benefícios e clientes mundialmente conhecidos. Mas não apenas isso: te disseram que a empresa é amistosa, encoraja proatividade e é ranqueada como uma das melhores do Reino Unido [você pode substituir por Brasil aqui também] em satisfação dos funcionários.

"Esse era eu, um ano atrás: olhos brilhantes, cabelo lavado, maravilhado com o fato de que tinha uma geladeira de Coca Zero grátis no escritório. "

Infelizmente, todo mundo é babaca, se comporta como babaca e essa é uma indústria babaca construída sobre uma forte fundação de babaquice.

Aí você vê o problema. Esse era eu, um ano atrás: olhos brilhantes, cabelo lavado, maravilhado com o fato de que tinha uma geladeira de Coca Zero grátis no escritório. Em vez disso, fui jogado num mundo que vai além da paródia: cabeças vazias, drogas, roubo de ideias resvalando na fraude e nem um grama de bom senso para policiar tudo isso. Claro, eu esperava que a indústria tivesse suas merdas — a indústria é basicamente merda monetizada — mas, sabe, não tanta merda assim.

 Bom, aqui vai o que aprendi:

SE SOA BEM, ENTÃO TEM QUE SER BOM

Ideias são o alicerce da indústria da publicidade, uma indústria que entende que ideias são etéreas, difíceis de forçar, meio sem forma, necessitam de pensamento livre e do espaço e tempo certos, precisam de cuidado e poda, como orquídeas. 

Infelizmente, a indústria é absolutamente desprovida de ideias, então nada disso importa.

Começa com coisas pequenas. Testemunhei um dos nossos estrategistas sênior fazendo anotações num guardanapo, apesar de ter trazido um notebook com ele. A empresa inteira recebia e-mails inspiradores com citações do famoso boxeador Mohamed Alli. Tivemos apresentações comparando "conteúdo viral" de marcas com doenças virais, com pessoas sendo "infectadas" pela "epidemia" do nosso conteúdo (e não era uma piada com aquele episódio de It's Always Sunny in Philadelphia).

Comecei a frequentar reuniões de brainstorm — que, claro, são cheias de ideias de merda por natureza — e minhas esperanças não eram muito altas, considerando o que eu tinha visto antes. Eu esperava duas, talvez três boas ideias por hora. Quatro, num dia bom.
Mas dali não saiu nenhuma ideia. Zero. No lugar delas vieram... bom, seja lá o que é isso:

"O underground, por natureza, é muito escondido."

"Se nosso anúncio não é autêntico, ele parece falso."


"Através de promoção sinergética, podemos aumentar a conscientização."

O que não seria ruim se algumas dessas charadas invertidas depois não se tornassem a base para campanhas publicitárias caríssimas.

GUARDE SEUS PENSAMENTOS COMPLEXOS PRA VOCÊ

Na primeira semana, trombei de cara com um dos valores que a agência tinha identificado e estabelecido: estratégias complexas deviam ser expressadas apenas na forma de slides. Quanto mais imagens melhor, e
- Não.
- Mais.
- Que.
- Cinco.
- Parágrafos.
Então, quando cometi o erro de escrever uma análise detalhada de um cliente num documento de Word, meu gerente disse que eu tinha que "visualizar" minha pesquisa. Me disseram que a empresa gostava de usar apenas ferramentas sofisticadas, como — e essa é uma citação direita — "o PowerPoint".

SE VOCÊ MUDA O NOME DA MARCA, NÃO É PLÁGIO

Outra coisa comum nas sessões de brainstorm: a equipe sênior nos encorajava a tirar inspiração de ideias de outras marcas. Devíamos nos "inspirar" assistindo uma propaganda feita por outra agência, pegar os temas-chave dessa propaganda e analisar palavra por palavra para mudar isso para algo relevante para a marca com a qual estávamos trabalhando. Isso acontecia em quase todo brainstorm.
Por exemplo, estávamos trabalhando com uma marca popular de biscoito que estava tentando fazer o rebranding de um de seus produtos mais conhecido, mas geralmente desprezado (pense em Marmite, mas com biscoito) (na verdade: essa ideia é incrível?). Para chegar a uma propaganda agradável, os líderes criativos da agência juntaram todo mundo numa sala para assistir uma única propaganda de Oreo, de novo e de novo, e de novo, depois mais uma vez, e outra, até que o produto final parece algo que passamos o comercial pelo thesaurus.com.

"A barreira intelectual para entrar [na indústria da publicidade] é excepcionalmente baixa."


Outra vez estávamos trabalhando para uma empresa de carros e tiramos toda nossa "inspiração" da campanha de 2014 da Mercedes-Benz "Construa Seu Próprio Carro no Instagram". Passamos uma reunião inteira seguindo todas as rotas possíveis de combinação de carro, e aplicando isso diretamente à marca que estávamos competindo para ganhar a campanha. Aliás, nossa empresa pegou essa conta.

NÃO INTERESSA SUA ORIGEM, IDADE OU CAPACIDADE, VOCÊ TAMBÉM PODE SER UM PUBLICITÁRIO

Mesmo com alguns métodos criativos menos que rigorosos, a agência podia facilmente ter mentes analíticas inteligentes na forma de diretores de clientes, incumbidos não apenas de gerenciar as contas e a criatividade, mas também o orçamento e os dados. Mas minhas interações com diretores de clientes não me deram muita esperança. Uma vez tive uma longa conversa — e acho que ele não ainda saiu satisfeito — explicando para um deles que um aumento de 1% nas vendas do ano era um aumento de 3% para os anos anteriores. Esses mesmos diretores contribuíam regularmente nos brainstorms e se agarravam aos dados, sem edição ou discussão, para fazer uma campanha multimilionária. A lição é a seguinte: com arrogância e lábia suficiente, qualquer um pode ser publicitário. A barreira intelectual para entrar é excepcionalmente baixa.

SE NINGUÉM PODE PROVAR QUE VOCÊ ESTÁ ERRADO, NÃO É MENTIRA: OU "A TAL DA CONVERSA FIADA"

Meu tempo na agência também contou com introduções regulares a cada departamento, nos quais os chefes comentavam no que seu departamento contribuía em cada conta. Apesar de cada seção oferecer suas próprias habilidades e forças, uma coisa era mencionada em todos os departamentos:

"Ah, não, a gente não massageia os números das nossas taxas de sucesso — nós inventamos mesmo."

Um departamento tinha muito orgulho de uma ferramenta que tinha desenvolvido, baseada num algoritmo criado pela agência, que podia melhorar o target em propagandas televisivas. O único problema da ferramenta? Ela não existia. Mas a equipe sênior me informou que os clientes adoravam ver a interface fotoshopada da ferramenta e os resultados inacreditáveis que a agência tinha alcançado com ela, e que isso realmente ajudava a fechar negócios e ganhar contas, então... tinha... alguma... necessidade... de criar uma ferramenta real?

VOCÊ SE DÁ BEM SE FINGIR QUE AINDA ESTÁ NOS ANOS 60

Quando me contrataram, uma das coisas que eu estava mais empolgado era a cultura da empresa. A agência ganhava prêmios todo ano graças a taxa de satisfação dos funcionários e era conhecida por oferecer os melhores benefícios do Reino Unido, fora os prêmios pelas propagandas. E eu queria alguns daqueles benefícios.

"Infelizmente, não valia a pena aguentar a realidade cotidiana da agência pelo bufê de café da manhã."

Infelizmente, não valia a pena aguentar a realidade cotidiana da agência pelo bufê de café da manhã. O que era discutido no trabalho podia ser categorizado em três tópicos: as últimas fofocas do escritório (sexo; cocaína), com que donos de mídia eles tinham cheirado recentemente no almoço (cocaína; sexo), e relatos gráficos das últimas escapadas sexuais (um diagrama de Venn perfeito de cocaína e sexo). Várias empresas acrescentavam "brincadeiras" nas apresentações na forma de fotos de membros da equipe sênior posando com strippers num clube. Meus colegas passavam horas do expediente mostrando tuítes de colegas pedindo a mulheres famosas para "sentar no meu pau". E quando ficavam entediados disso, começavam um debate acalorado sobre que nacionalidades eram "melhores" para contratar babás e empregadas. Não lembro do episódio em que Don Draper gritava "Foda-se! Italianos CAGAM nos poloneses!" Mas era bem isso.

DESDE QUE VOCÊ CONSIGA SE SAFAR, FAÇA

A publicidade — como você pode imaginar pelo número de campanhas que causaram polêmica nos últimos anos, das propagandas de "corpo de praia" até o Superbowl — é uma terra operando muito longe dos confinamentos do politicamente correto. Mais ainda no meio de novembro, quando os convites para a festa de Natal da firma começaram a chegar.
O tema "Benefícios Britânicos" era promovido por uma filipeta coberta de imagens de bom gosto de Vicky Pollard encorajando a equipe a participar, com a instrução: "NÃO PENSE SIMPLESMENTE EM CHAV [um jeito pejorativo de falar em estereótipo] – ESSA É UMA OPORTUNIDADE DE PENSAR FORA DA CAIXA!!"
Quando sugeri que talvez não fosse uma boa ideia — mesmo que de uma perspectiva profissional, já que alguns dos nossos clientes eram organizações sem fins lucrativos com contratos no governo — o escárnio foi histérico. Uma discussão que começou com "como uma coisa dessas vai sair daqui?" naturalmente se metamorfoseou numa câmara de eco de "insanidade politicamente correta", e finalmente terminou com a questão em aberto: "Black face é tão ruim assim?" Sim. Assim como ir para uma festa de Natal usando Burberry ironicamente e abrir garrafas de champanhe com anéis masculinos.
Sendo assim, eu recomendaria a indústria da publicidade para todo mundo? Por um lado: não. Por outro lado: não, ainda não recomendaria. Quando você mergulha nela de cabeça e tem que lidar com essas pessoas todo dia, e bate cabeça repetidamente contra um muro desolado de criatividade, e faz algumas propagandas (um grupo inclusivo de crianças, abrindo os olhos em câmera lenta; uma versão de elevador de uma música pop; um narrador de voz grossa; um Honda Civic indo em direção ao pôr do sol) de novo e de novo, você percebe: por isso tem tanto pó e putaria na indústria. É o único jeito de lidar. Bom, agora trabalho com comunicação. É muito melhor.



*matéria originalmente publicada na vice na VICE UK .
Tradução: Marina Schnoor


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segunda-feira, fevereiro 27, 2017

tuitadas ou traulitadas, como queira

prefeito do recife afirma desconhecer troça q o critica de outros carnavais.amnésia alcóolica?sabe como é, pinga é marvada,no carnaval então
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herdeiros do coronelismo d asfalto do eduardo campos(governador e prefeito atuais) fazem da puliça capangas ao destroçar carnaval de troça
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