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quinta-feira, junho 21, 2012

excertos do facebook - neste caso mais book do que face

Foto: Um meio ou uma desculpa
De qual lado você está? Seja sincero 


esta é a razão porque a publicidade piorou tanto(apenas um dos exemplos de profissão que se tornou menor) porque agora existem sábados, domingos, feriados -e imprensados - e o politicamente correto fim do horário do expediente(menos para os shoppings)decretaram a morte do workaholic, que era conditio sine qua non para se atingir algum brilho no trabalho - como se não houvesse prazer em fazer um trabalho bem feito. e isto num momento de crise, onde existem centenas de agências e milhares de ovos publicitários a eclodir( como obter diferenciação em ritmo de valsa?) dizem agora que não se pode fazer boa propaganda se não houver "vida pessoal", que ir além do horário não passa de exploração. pode até ser. mas, caramba! se sempre houve vida inteligente na atividade, devo entender que a batida do ponto reduziu o beat à mediocridade. a maior parte da minha geração, nunca deixou de fazer nada do que quisesse por conta de dias e dias, semanas, meses, anos, décadas, enfronhado no trabalho. muito pelo contrário. eu, por exemplo, cansei de sair às 22 horas para ir ver o super-bock super- rock, e voltava para agência para terminar o trabalho cheio de gás até o dia amanhecer (e quando saia voltava para agência ainda de manhã). fazia pelo prazer de tentar fazer o melhor. se o melhor não conseguia, a culpa não era da falta de dedicação - ou do excesso. era do talento que não se mostrava à altura da empreitada. mas, se não podia polir as pedras, nunca tive desculpas para não quebrá-las. ninguém me obrigou a nada. mas o principal: nunca obriguei os clientes, internos e externos, a engolir pedregulhos que não tivessem sido exaustivamente e criteriosamente trabalhados. se realizei meu sonho? bom meu sonho não era ser o "fodão do bairro do peixoto". era ser um operário da criação que não tivesse vergonha do que estava fazendo e, principalmente de obter prazer de o estar fazendo. durante muito tempo consegui. hoje mais não: parei pela mentalidade instaurada da falta dedicação ao trabalho - a dedicação para fazer ghosts para premiações ao que parece continua -  e da visão funcionalista que impera( o tal pragmatismo da idéia em esteira de produção)não por falta de emprego. não tenho saudades. apenas ânsias de trabalho que logo passam quando vejo as pedreiras que para o mercado não passam de cisco nos olhos. sabe como é, com a idade vem os óculos, e aí, ao contrário do que pode parecer, passamos a enxergar ainda mais porque a visão seletiva - se não deteriorou - aprimorou-se.
( comentário ao post de josé eduardo storino)

segunda-feira, maio 28, 2012

um mundo tal e qual como o nosso é



1 – Duas realidades à distância de um click

O mundo online é o sonho de qualquer mente criativa. Não se paga media e não depende tanto de custos de produção. Uma boa ideia circula. É comentada. Partilhada. Admirada. O sucesso da ideia é mensurável, quantitativa e qualitativamente.
O mundo online é o pesadelo de qualquer mente criativa. Uma má ideia é deixada ao abandono e estará ali sempre, aos seus olhos. Parada e sem forma de a fazer mexer. Deixou de haver o conforto da passividade que antes era tão criticada. Não existe aqui ambiguidade.

O mundo online é o sonho de qualquer mente criativa. Onde a publicidade se transformou em entretenimento puro: um conteúdo. Onde barreiras clássicas de comunicação caíram. Onde eventos se tornam  anúncios e por aí fora…
O mundo online é o pesadelo de qualquer mente criativa. Tem que dividir a atenção da sua audiência com anúncios do intervalo da Super Bowl, um gato com três orelhas, um medo que não assiste ou o trailer do novo Batman. A fasquia está mais elevada que nunca.

2 – Vai ter que fazer click

Há uma pergunta simples que qualquer criador de conteúdo se deve fazer: esta ideia é partilhável? As pistas são simples de tão complexas que são.
Porque é de emoção que se trata: tem que suscitar admiração, divertimento, desconforto, e por aí fora. Não há tempo nem espaço para alimentarmos algo que não nos emocione.
Porque é de individualidade que se trata. A experiência online é antes de mais a expressão da individualidade. Qualquer conteúdo deve ter isso em conta: identificação, aspiração, partilha de causa (...). Para alguém se tornar media de um conteúdo, esse conteúdo deve fazer algo por ele (win win clássico).
Porque é de novidade que se trata. Ninguém gosta daquilo que se parece a outra coisa. Nem para ver nem para partilhar. É uma perda de tempo. Uma oportunidade perdida de entretenimento. Boring.
Porque é de contágio que se trata. De saber o que todos têm a ganhar com o conteúdo ou, por outro lado, de saber o que unem pessoas a outras no mundo online (bem diferente do mundo real). Quem não gosta de ser portador de boas notícias ou de alimentar a sua rede?

Conclusão: na sua essência, tudo continua igual na comunicação; com 3 diferenças: hoje a sentença está mesmo ali à frente dos nossos olhos, a passividade da audiência deixou de ser uma desculpa confortável e a originalidade voltou a ser rainha. Boas notícias, portanto.

(entre o sonho e o pesadelo, do nicolas grassi - head of brand consulting na born- para o buzzmedia)