quinta-feira, março 29, 2012

quando o tagliatelle se torna miojo

não há muito o que comentar. só pesar. é triste quando isto acontece. o que parecia ser uma idéia pertinente - escolher felipe massa para estrelar um comercial do santander sobre sonhos e projetos(juntos fazemos acontecer) onde "a grande sacada" seria fazê-lo aparecer como motorista/entregador de massas, resgatando o seu passado, pilotando uma fiorino, acaba por incorporar outros significados e significantes no momento em que sua carreira vai de mal a pior. sua figura mignon e seu timbre de voz, e a insegurança que sempre marcou sua postura - mesmo nas fases boas - é tremendamente piorada quando automaticamente é associada ao contexto atual. a impressão que fica, é que o comercial não está falando do começo de carreira do massa. e sim do seu fim. o felipe está sendo cozinhado em fogo brando como manda o figurino de qualquer receita de macarrão que se preze. menos do miojo, que é instantâneamente abduzido.
destarte, vida de entregador é assim mesmo. pode fazer tudo direitinho a maior parte do tempo. mas basta começar a atrasar as entregas que é logo despedido. 
haja massa, felipe, coisa que você hoje deve ter de sobra. já os entregadores, nem fiorino, quanto mais o macacão, ou seria macarrão? surrado. seria então o santander pé frio?  por via das dúvidas eu cogitaria outro banco que não tenha as cores da ferrari.


www.youtube.com/watch?v=Q_CzIPzq1mk

segunda-feira, março 26, 2012

publicitários chulés


" quer as mulheres caindo aos seus pés ? use neutrox homem, que ajuda na força e vitalidade para seus cabelos. "

ícone de uma geração, neutrox por três décadas fez a cabeça das mulheres  - e quiçá,  sem saber, talvez, a dos homens.  principalmente nos verões em que era oficial o biquininho que começava a mostrar e adentrar as bundinhas (ah!saudades maliciosas), bronzeador(que podia ser até coca-cola) - neca de protetor solar -  e o indefectível cilindro amarelinho de neutrox para proteger os cabelos. extendendo o flash-back, havia o ritual de estender canga com o cilíndro fálico na mão que quase nos enfartava de tanto tesão. não precisava mais. era o paraiso, cheios de adões e evas. neutrox era a maça, ou a própria serpente.

o tubinho oficial dos verões chegou ao mercado em 1974. mas o texto que está aos pés da foto, não é desta época como poderia levar a crer tamanho anacronismo. é texto de agora. que em 2012 está impresso na embalagem do shampoo, ou champú, neutrox para homem, único produto masculino do portfólio da marca que se "renovou" e agora apresenta 10 produtos.

porca miséria! então este é o copy que é head line de uma linha que se diz renovada e que já fez a cabeça de milhões de pessoas sem textos chulepentos destes? e que agora se propõe a derrubar mulheres aos pés de quem usar o conteúdo da embalagem pretosa onde destaca-se o sem sal e um tal de " z force" que imagino seja um correspondente de encaixe subliminar ao  ponto g? a queda certamente não é pelo brilho do texto, e sim pelo chulé que dele emana. é uma inversão sintagmática. o texto é que derruba qualquer produto, marca, agência, para muito abaixo das pisadas da concorrência.

mulheres caindo aos seus pés? é por conta de copies chulés iguais a estes que a publicidade de hoje em dia não chega aos pés dos copies que se fazia na época, lamentavelmente. e se é verdade que o consumidor mudou, publicitários que se dizem pagos para mudar cabeças, estão usando as mesmas meias de texto de sempre há décadas enfiadas nas suas próprias cabeças. o resultado é o chulé miserável produzido a partir do sem tirar nem por que é o guide line atual do mercado de condicionados a práticas do tempo do creme rinse. e sendo assim, não tem jeito: haja bromidose.

















quarta-feira, março 21, 2012

acima do sol

a centésimo primeiro macaco, é uma agência cearense, em atividade, que foi fundada por andrey ohama e por mim, há alguns anos. uma característica que marcou o seu posicionamento foi a escolha da sede: em iracema, na zona de prostituição mais famosa da fortaleza, e no prédio de um dos puteiros que fizeram história na cidade: o áfricas. o local foi escolhido a dedo, bem como o projeto e décor, resolvidos pelo andrey e por mim. 
a prática para além do discurso, da interação social com os habitantes do lugar, foi levada a cabo. e começou a partir da reforma para instalação da agência que sempre procurou trabalhar com mão de obra local além de participar ativivamente da comunidade. em todos os sentidos. inclusive na putaria propriamente dita, dentro e fora dos anúncios. este foi um dos três que fizeram parte da campanha de lançamento, que incluiu outdoors, um dos quais recolhido pela autocensura da bandeirantes local(os puta velhos). os outros seriam, " os puta-velhos", focado na experiência dos integrantes da nova agência, e o explicativo sobre o que danado era o 101º macaco.

deixei a agência ainda no seu take-off por divergências com andrey ohama. se fosse fazer uma analogia, diria que ele, andrey , seria o mark zucberg da história. e eu, o eduardo saverin. mas há controvérsias.


terça-feira, março 20, 2012

é espeto meu filho!

a propaganda ao que parece ainda depende muito da imaginação dos publicitários ou de coisas parecidas que não vivem sem um sogra. dicró se foi - ele pelo menos tinha algum molejo na sua grossura autêntica - mas as piadas sem graça sobre sogras, continuam. 
não se trata de apelar para o politicamente correto. houve tempo em que as sogras eram ranzizas(nem todas), tempo em que a liberdade dos costumes acima da linha não era nem de longe o que se vive hoje. daí tantas quizumbas com as ditas cujas.
acontece que os tempos mudaram. costumes e economia. a outrora sogra megera, hoje é a doce velhinha que segura as pontas dos filhos e dos filhos dos filhos dela, quando não da parentada toda consignada. tanto na casa dela, como no trabalho, eis a sogra que ressurge como a mulher maravilha(algumas até mesmo de cara e corpo, que a alma pelo que faz, nem precisa de botox). mas os publicitários que se dizem tão antenados não estão enxergando isto. e ainda teimam em situar a sogra como a mulher que você não pediu a deus e que o diabo rejeitou lhe mandando de presente.
estamos em 2012 e a profusão de piadas velhas, ruins, requentadas, não perdem o espaço, e o que é pior, ainda sustentam "conceitos", como por exemplo o do comercial do spettus, veiculado há algum tempo em tv, tornado pior ainda por conta do formato stand-up, que é tido como inteligente, mas que não passa de um palanfrório, de um parlapatório, de uma verbiagem. o que se pode dizer de um comercial onde a tônica é: a comida é tão boa que o genro vem até com a sogra ou comemorar alguma coisa com a sogra? e isso, sendo uma casa que tem lá seus atributos e que não precisaria ter azedado a inteligência e a sensibilidade das sogras que tanto o frequentam. é uma falta no humor sem perdão. e a confirmação de que o stand-up(uma invenção americana de 50 anos atrás, e não americana, como muita gente pensa) vai se tornando o rap dos humoristas sem talento, o funk do humor sem rebolado.

interior da grand caravan
o último trabalho que fiz utilizando a figura da sogra foi na década de 90, para a chrysler em portugal. o produto era a grand-caravam. o brief pedia para destacar o espaço enorme da viatura. o título ficou mais ou menos o seguinte: também leva a sogra. mas o espaço é tanto que vai parecer que ela vem no carro de trás. era isso ou coisa parecida. era pertinente, sim. o leiaute elegante, destacando o espaço interno ,sem sogra obviamente, e demais fotos da viatura. leiaute quase construtivista, se quisesse ser empolado. mas confesso que já senti que era pouco, se quisesse ser chamado de redator sem cacoetes. todo mundo riu, o cliente adorou. algumas sogras até brincavam: se me levas num carro destes até te faço um açorda de coentros. conclusão: estava sendo falsamente engraçado. não fui capaz de construir algo realmente novo, embora a formulação aparentemente o fosse. aprendi a lição.
se quer zoar a sogra, o recurso vai continuar a ser velho, vai precisar ser muito melhor do que ela para fazer algo bom. por isso, não dê razão a sua, quando ela diz que foi estúpida em aceitar um publicitário como gênio, quer dizer, genro.
p.s. a expressão usada para compor o título deste post, é tão velha quando piada de sogra; e a similitude pretendida da palavra com o anunciante citado no texto, é tão ruim como(mas como tem gente fazendo isto hoje em dia.)

sexta-feira, março 16, 2012

rapidinha, rapidinha. ejaculou mas não gozou

Emoções são mais intensas com anúncios longos.

Os anúncios longos conseguem despoletar uma intensidade emocional maior do que os curtos. A conclusão é de um estudo levado a cabo em Espanha pela Universidad del País Vasco-EHU e Tecnalia. Com 30 voluntários divididos em três grupos, o estudo conclui que os anúncios mais longos conseguem explicar-se melhor e alcançar as emoções esperadas, já as versões mais curtas, como os anúncios veiculados através de redes sociais, mais intensos, acabam por provocar maior confusão emocional( pedro durães, no meios&publicidade,pt)


misterwalk acrescentaria o óbvio(ainda assim corre o risco de não ser entendido): anúncio longo não é sinônimo de anúncio chato. tem muito teaser que com três segundos já deixou o saco dormente. e muita foto com legenda que dá dor de barriga. aliás, a chatice, a modorra, o boring, é a tônica da propaganda hoje em dia. o que acham que é engraçado, é maçante. o que acham que é inovador, é velho e não só isso: é ruim. o que acham que é tecnológico, é a mediocridade de confundir - típico de mercado subdesenvolvido e não só - falta de idéia com envoltório "antenado". não temos mentes preparadas para produzir comunicação emocional envolvente e impactante. redatores não sabem escrever- nem ler - antes dizia-se isso dos diretores de arte. os diretores de arte, que antigamente correspondiam aos nossos mecânicos, capazes de esmiuçar as engrenagens emocionais dos conceitos e fazer a regulagem para reforçar a pegada, são tal e qual agora o que são os mecânicos: trocadores de peças e olhe lá.

como então não ter uma propaganda chata? então faz rapidinho, rapidinho, que ninguém lê texto longo e não tem tempo pra assitir filme com mais de 30(então bota bunda de loura burra, imagem de praia e montanha, aposta nas gags de biba afetada,fortão burro, chefão babaca ou ditador e por ai vai).

como alguém vai se envolver emocionalmente com isto se quem o fez não estava emocionalmente envolvido também?

rapidinha, rapidinha. ejaculou. mas não gozou.

quinta-feira, março 15, 2012

ritual de passagem





decididamente não contrataria um diretor de arte que não conhecesse estes nomes: el lissintsky e theo van doesburg. 
mas para não dizerem que sou muito exigente, se me falar alguma coisa sobre mondrian dou uma segunda chance.
(tenho um vago pressentimento que a agência vai ficar sem direção de arte)

terça-feira, março 13, 2012

mal-agradecido

fazem-me pergunta sobre um profissional a quem devo indicar para realizar um pequeno grande trabalho(para um cliente pequeno todo trabalho é grande).tratar-se-ia de toda a renovação de sua identidade visual, passando por nuances arquitetônicas, inclusive, decór de interiores,automóveis, fardamentos,etc,etc(onde mora o perigo, nos etecéteras) e,claro: toda a parte de papelaria e alguns directs.

respondo que apesar de aparentemente ser um job "menor"(para cliente pequeno todo trabalho é grande) das duas uma: há uma centena e meia, multiplicada por mil, de gente, que coloca o nome na fachada inclusive, que se arremete a fazer tais trabalhos - não sei se o leitor já observou mas agora até em quase toda "xerox" tem anexo o "departamento de criação", onde sê lê em português nem sempre correto, porém inequívoco(sinto falta do trema,muita gente não tem saudades.mas lastimo o desuso forçado.não que esta palavra o tenha, mas a simples dúvida me traz a falta):criam-se marcas,programação visual,logotipos, etc,etc(onde mora o perigo) e, até já ví,paralelamente a promessa de trazer o seu amado de volta em três dias.

se desta uma digo-lhe fuja, não arriscaria, a outra: procurar um profissional realmente qualificado que mormente não se afeta a tais jobs "pequenos"( para um cliente pequeno todo trabalho é grande) ainda mais se não for de uma marca,produto ou serviço que, se não for conhecido, não seja cool. é impressionante como todo mundo quer ser cool quando o hot mesmo é ser quente. aliás, trocadilho barato, é por querer ser cool, que temos tantos trabalhos cu. o sujeito quer ser cool, e palita os dentes no restaurante? tenha dó. arquitetos tem mania de querer fazer este trabalho, principalmente os que não estão na berlinda. mas não seria o caso. também não de um design famoso, que lhe cobraria muito para lhe dar em troca o quase-nada que outros por preço menor, se a questão fosse preço só, lhe dariam.

mas se dentre as duas uma, não há muitas hipóteses, conheço alguém,deixo escapar: é um filho da puta,mau-caráter,canalha,esvaziado de caráter. é um múcio(lembra aquele personagem do jô soares?) e ainda por cima é torcedor do sport, quando você é alvi-negro. mas ele pode fazer lindamente este trabalho. apesar de todo estes senões ,tem a sensibilidade, conhecimento(já fez diversos trabalhos destes)para fazer com brilho o que você pede( e o que você necessita, sempre mais importante) se ele estiver realmente disposto a fazer.


e o fez(lindamente).

p.s. o tal diretor de arte filho da puta, nunca me agradeceu a indicação. por quê será?

 

domingo, março 11, 2012

de carona pro domingo

chove licensing na propaganda brasileira. não bastasse o ronaldo, agora temos de aguentar a família inteira, o que é, convenhamos, páreo duro até para a família adams. por isso fica o lembrete,de carona, do madia: 

"atenção. não existe e jamais existirá uma única marca de qualidade construída exclusivamente do truque de pegar carona. de licenciar-se da imagem e reputação de terceiros. todas as marcas, todas, sem exceção, em algum momento terão que se revelar pelo que pretende e são, e não passar o tempo protegendo-se sob a sombra fugaz de outras marcas".

e carona ou não, qualidade é uma coisa que passa longe da claro e das suas concorrentes. seria este o motivo real dela estar usando o ronaldo? para nos dar um drible tôsco pela falta de cumprimento dos seus serviços?  tristes tempos estes hoje onde agência e cliente estão envolvidos em tamanho lôgro, tido como genial! 

e eis aí o mercado publicitário que hoje, mais do que nunca, vive de carona, morcegando até tosse de bbb. 

 

 

quinta-feira, março 08, 2012

falta uma lei maria da penha contra a violência a inteligência

no dia internacional da mulher, os traficantes de espaço, leia-se agências de propaganda,genéricos e similares, mais simililares do que qualquer outra coisa, continuam agindo impunes: soltos na buraqueira da mesma prática sub-reptícia de sempre: sob o pretexto de homenagear as mulheres, no seu dia internacional, veiculam bofetadas,facadas,socos,navalhadas,giletadas,tiros e ponta-pés, a inteligência de qualquer mulher que se preze, e que não se deixa enganar, sob a forma de anúncios, promoções - e agora dizem que estão ficando modernos - ações, que só demonstram o imenso desconhecimento sobre a mulher e o tal dia que originou toda esta baboseira em que hoje foi transformado uma data que o que menos pede, e precisa, é homenagem.

no fundo no fundo, mesmo a mais ingênua e ou formalmente despreparada das mulheres(há muitas, assim como homens, talvez até mais) para decifrar o jogo ideológico da dominação, sabe que estes anúncios vem de gente que, se bobear, cria também o dia internacional das fêmeas do bagre. ou seja: pra eles não importa a data, importa sim, preencher o espaço, seja lá com que merda for, porque, jornal, principalmente, serve para isso mesmo. só que antes, servia, com honrosas exceções, para limpar merda. agora, tempos modernos, já a inclui. de brinde?

escatologia ou não, o fato é que não se vê uma única peça sequer, que com sensibilidade e propriedade traga a tona a relevância da mulher, tão avacalhada no dia a dia(para uma rima pobre sintonize os programas policiais do meio dia, onde apresentadores igualam-se a estrupadores, agressores e assassinos, mediante seu linguajar aparentemente solidário e revolto mas tão machista e violento quanto)e eis que subitamente tratada com odor de rosas hoje, para amanhã voltar a ser o rebutalho de sempre em nossa sociedade. a começar da inqualificável injustiça de ter de receber um salário feminino exercendo a mesma função que seu congênere masculino, que só por isso recebe o salário masculino,of course, que é sempre maior. não se trata de penalizar o dia. de torná-lo mais pesado do que é. trata-se de, com inteligência, e sensibilidade, muita sensibilidade, não é para isso que se contratam profissionais de comunicação? fazer da data uma oportunidade para lembrar com relevância que o mundo masculino - e quiçá ainda mais o feminino - precisa mudar na busca de uma relação que se apresente com outros rostos e caras que não estas que enfeitam os anúncios cujo espaço amanhã será substituído por tragédias. há que se tocar na questão delicadíssima da exploração e da violência das mulheres por mulheres e contra as mulheres, um capítulo a parte em luta de classes e entre as próprias de "classes iguais".

o mau-gosto, a falta de inteligência,a cafonice, o piroso, a utilização política em anúncios do governo, que confundem leiaute arrumado com direção de arte -você conhece algum? porque pelos anúncios que vejo, devo anunciar que devem estar todos mortos - que tratam a mulher com um voto que tem hoje, neste dia,  seu momento mór de bajulação. até mesmo quando o conteúdo do anúncio afirma abrir portas para as mulheres o ano inteiro pratica-se que não é bem assim, sabemos todos, para findar por aqui. a começar das portas fechadas das unidades de saúde para as mulheres submetidas a toda sorte de jornadas duplas, triplas, quadruplas, e que por isso mesmo merecem o que não é privilégio algum mas a mínima forma, não de recompensa, mas sim de verdadeiro respeito ao que são, para além dos anúncios deste dia a cada ano mais empobrecido, distorcido e vilipendiado.

a grande luta da mulher continua sendo contra a violência que se manifesta sob as mais diversas formas: a da porrada e do tiro em sí, da humilhação, da exposição grotesca(ser sensual e sedutora, sou todo a favor, sim! mas isso não é ser budna de bbb) acima de tudo, da subestimação e da absoluta falta de respeito para com a sua inteligência a qual tentam domesticar com a toada tôsca do ser sensível e por isso mesmo predestinado - biblicamente inclusive - ao papel de pecadora, seja por mérito ou por falta.

faz falta uma lei maria da penha que colocasse em cana os criminosos que fazem anúncios que só pensam em sí. no fundo uma forma de masturbação masculina centrada na imensa misoginia do sistema.

quinta-feira, março 01, 2012

conar: a dura carne de galinha velha querendo ainda cantar de galo


(azeite gallo acaba em briga de galo com as galinhas ao molho pardo do conar. estratégia, vacilo? sei lá .fui racista tb?(twitter do misterwalk))
quando se pensa que o conar vai tomar tento depois dos últimos siricoticos que atestam o avc que se abateu sobre o senso de sobriedade, propriedade e julgamento de denúncias eis que nos vem mais uma para completar o laudo cadavérico. 

a da vez agora é um dos anúncios da campanha do azeite gallo, um dos mais conhecidos embaixadores portugueses para as terras de além-mar. não é preciso muito para constatar que tanto o conar como os criadores do anúncio andam precisando tomar caldo de galinha para exercer de modo minimamente justificado as suas funções.

a corrente do somos modernos até o futuro em contrário, aposta que tudo foi premeditado. que no shit-storm realizado alguém ou demais zé-alguéns - afinal sendo da almap, não poderiam ser zé-ninguéns, há quem pense assim, eu não - ventilou o princípio dos meios para chegar aos fins.

outra, resvala no absurdo da denúncia e ainda mais no fato do conar aceitá-la, algo hoje muito normal no portafólio da entidade, valendo-se, inclusive, dos depoimentos de líderes negros, de associações negras( o pleonasmo é para sublinhar, segundo alguns, uma outra espécie de racismo, quando só negros podem presidir associações de negros?, questão que não entra na bacaolhada de hoje.

o fato é que: se é preciso utilizar um recurso destes para fazer propaganda ou publicidade como queiram, onde os efeitos colaterais é que chamam atenção para o que deveria ser agigantado ou tornado diferenciado por atributos do produto, devidamente trabalhados pela criatividade da operacionalização publicitária: códigos de linguagem,imagem, significantes e significados(minha nossa tô parecendo aluno de curso de publicidade de mensalidade azeite com alho) por uma anúncio que fizesse isto de maneira impactante por si só, emocional ou bem humorado, ou mesmo no formato tradicional, já temos hoje o que é o panorama da publicidade que estes mesmos "criativos" que a fazem dizem ser necessário redesenhar - por mim sou a favor de voltar a fazê-la como d´antes: com o talento de antes, a rebeldia de antes, o picaresco de antes, e até a picaretagem de antes, que era menos pretenciosa - estamos fritos e fudidos em azeite de péssima qualidade. a ponto de ansiar por qualquer óleo saturado que seja no seu lugar. 

por outro lado, enxergar racismo onde não há, por mais que se busque a pitada do sub-reptício, é manietar a verdadeira abordagem do acontecido já que a atuação do conar, há bastante tempo, é tudo que os "atendimentos centrados" e donos de agências mumificadas(quase todas) e não só, pediram aos deuses. eis aí uma desculpa plausível para chumbar toda e qualquer idéia, que nem precisa ser assim tão criativa e ou politicamente incorreta.

acontece que quanto ao anúncio do azeite gallo em sí, o conceito, o título( a direção de arte) não é caso de racismo. é caso de ser muito ruim mesmo. olha a falta que faz um diretor de criação ( a função mínima dele é não deixar sair anúncio ruim) ou simanque de quem propôs ou deixou passar uma coisa destas. isso não é título pra azeite. é título para aqueles óleos compostos que se querem passar por azeite, tal e qual os publicitários que o fizeram, que se querem passar por criativos.

no mais, em se tratando de azeite, prova-se agora que muitas vezes os acúmulos e colorações que vão para o fundo da garrafa assim não o são tão somente porque é um produto natural, como gostam de registrar algumas embalagens.

água meu netinho? azeite senhora vó! mas cuidado com as embalagens escuras que em vez de proteger o consumidor vão é torná-lo ainda mais indeficiente na compra de um produto sobre o qual os especialistas dizem que demanda uma investigação sobre a quantidade alegadamente produzida e o oceano posto à venda, já que a bota não bate com a perdigota.

ou seja: estão malhando o azeite também. sorte a nossa se for só com óleo, como oficialmente certas marcas já o fazem, sem o menor temor de racismo, até em contrário, promovendo a união democrática da elite com a plebe. sorte não, vão colocar até petróleo. e ai, mais uma vez, quando denunciado, o conar vai conjecturar epistaxes racistas.




terça-feira, fevereiro 28, 2012

gol de placa, gol contra, gol de merda: eis o gol como ele verdadeiramente é

o mercado automobilístico brasileiro é um dos melhores termômetros do nosso subdesenvolvimento industrial, do marketing sicário e da nossa patetice disfarçada de evo lução no quesito ascenção social.

um certo presidente, de algo roxo lá embaixo, quando deveria estar roxo lá em cima(ainda dá tempo) disse certa vez que o brasil era um país de carroças. por mais que a propaganda, os discursos das entidades anfavenianas queiram contrapor, tudo como dantes no quartel de abrantes. a não ser a volta dos impostos draconianos e escorchantes com o fito de proteção das quatro irmãs e vá lá as novas primas. atitude que deve fazer o resto do mundo achar que nós, realmente, menos do que ser um país sério, somo um país de delinquentes no poder e loucos no e pro consumo. sim, as carroças evoluiram da madeira e do ferro batido para o plástico semi-tunado, como por exempo nos fiats adventure onde o plástico escorre pelos para-lamas. quaquer dia destes botam rodinhas em garrafas pet e anuncia como conquista tecnológica verde(já estão perto)

no novo comercial do velho e problemático gol: o chôrôrô é grande no youtube, por exemplo -  anuncia com a expressão mais filho da puta já cunhada por algum marketeiro ou publicitário que se diz filho da mãe: é a famigerada por apenas... num país de salario minimo que não cobre as necessidades dos pingos dos ís, utilizar o por apenas cem mil reais, por apenas 44.500, é de uma afronta que só mesmo num país bundão como nosso nenhum representante do ministério público ou idec não se movimenta para tirar tamanho descalabro do ar.

mas voltando a vaca fria, no caso o gol, o eixo do comercial é a oferta de ar condicionado por apenas algo em torno dos 1.500 reais. ora, ora, ar condicionado num país tropical, por mais que neve aqui e ali, é um item que deveria ser obrigatório de série, até mesmo por questões de saúde pública. principalmente num trânsito onde você enfrenta engarrafamentos com temperaturas que fazem máquina de frango assado parece spa na suíça. e se você contra-argumenta que o com saúde é ambidestro, já que ninguém faz manutenção do ar e os fungos e bactérias se deliciam no ambiente a bordo, eu contra-ponho: e o ar lá de fora? você acha mesmo que é melhor? nem precisa andar ao lado do tietê, do canal da tacaruna, somente na questão cheiro. particulas à parte, a poluição lá fora consegue com folgas ser pior do que internamente. por isso mesmo o por apenas é para apenas lhe foder com as prestações que são como uma sinusite crônica que vai se instalar no seu bolso por conta deste mesmo ar por apenas...

o das auto, que avança produzir carros dispondo de tantas tecnologias, até de acordar sonolentos que não deviam estar dirigindo, não consegue fazer com que saia da sua linha de produção? do seu veículo líder de vendas! gols com um mero ar condicionado para o bem estar da sua fiel clientela? marketing e responsabilidade social isto seria, se incluso em lugar do por apenas... e não esta presepada toda onde os marketeiros de merda, agencias de merda, publicitários de merda, tresandam a cagar regras de bom caráter, seu e da empresa, na preocupação com os problemas da sociedade, desde que claro isso não mexa com os seus procedimentos subreptícios de engordar os lucros por apenas... tantos, que até pode ser que parte deles entre no assistencialismo das aparências, que é a verdadeira característica do marketing de responsabilidade social das empresas neste país. 0,5 por cento, ou magnânimos um por cento deste dinheiro advindo da venda do por apenas... iria para isto? assim até eu me torno responsável social pelas micoses da narcisa tamborindeguy. 


o que se deve dizer da volkswagen - e das demais então? que volta e voltas e meia, oferecem um carro - estamos na era retrô, olhaí os veículos pé de boi de volta - com pacotes isto, pacotes aquilo, de itens que hoje não se admite mais que não venham de série. aliás, quando elas listam item de séries vão buscar coisas tais como calotas,tapetes, odometro integral,etc. qualquer dia destes vão listar motor e carroceria como item de série. a que ponto chegou o mercado visivel. imaginem o invisível.

em tom provocativo - e não de desmerecimento - ar condicionado é coisa que até carro chinês, qualquer um deles, até o mais vagabundo, já traz de fábrica. e que são tão criticados pelas quatro irmãs, que curiosamente querem o mercado de lá( em mandarim não existe o por apenas...)portanto, nada de choramingas por conta de custo brasil e custo china. já mamaram tanto no brasil que isso é o mínimo. mas como o governo os protege - fico imaginando quanto é que cobram para fornecer carros com ar condicionado para a federação - cá fora o instinto de concorrência nem precisa se manifestar, salvo no por apenas...

enfim, num mercado tão atrasado, que saúda como conquista a evolução rumo a preferência da transmissão automática, "gadget" pra lá de manjado desde os anos 50, e mesmo antes, o maior recurso destas empresas para surrupiar,engambelar,afanar o consumidor é a sua conhecida esperteza em aproveitar as sobras de liquidação e ofertas vendendo o que já está sem estar incluso por apenas...

gol de placa? gol contra? 

gol de merda este da volkswagen, pois não ?

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

reflexões do carnaval: o estado atual das coisas













já não estamos no drama da alienação, mas no êxtase comunicacional. e este êxtase sim é obsceno.
jean baudrilhard

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

um mercado de anônimos ou escuta zé ninguém






Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "black ninja? chapolin colorado faz melhor": Fala aí, mandasse o portfolio pra la e te mandaram passear. Admite....





o espaço do cemgraus é democrático.sempre foi e sempre será. mas a democracia é uma merda quando se torna anônima. mais do que isso, ela se torna anã.rasteira.sicofanta. como bem se pode ler na fala do ninguém, que ainda por cima, além de analfalbetizar a si próprio, também nos quer contaminar com sua seborréia.

nenhum comentário jamais foi ou será censurado no cemgraus. até gosto de receber e cotejar opiniões contrárias. bem mais do que os poucos endossos ao que penso e escrevo. deve ser porque tenho um ego que não se afaga aos elogios e premiações. mas não sou masoquista, vou logo avisando. o que penso é o que sinto. e é sempre muito bom ter contrários. é bom levar um sacolejada para se testar a firmeza de atitudes e ideias, publicando-as do jeito que vierem, pedrada ou peidorrada chinfrin. mesmo que levem de roldão o blog, seu editor e até, com furor em excesso, as partes íntimas da mãe do dito cujo, como já fizeram. sem censura, é sem censura de nenhuma espécie. até mesmo para aqueles anúncios de aumento de pênis que vem parar nos comentários, que se não fosse outro o editor iria lhe deixar com certos pensamentos exacerbadamente decaídos por se quererem ainda maiores do que são.

também não aceito links patrocinados, nem patrocínio de espécie alguma. justamente para ter a liberdade de dizer o que penso, na hora que me der na telha, não importa o lado: anunciante,meio,agência,profissional ou o que quer que seja que aborde(não é exclusivamente um blog de publicidade e quando o faz o viés é outro). mas isto não signigica que aqui está uma metralhadora giratória. nunca é feito irresponsávelmente. não há porra-louquice, dor de cotovêlo ou revolta exprimida. é apenas o primado da deontologia. o que escrevo, assino embaixo, para além do post. é vivenciado. não é exangue. é o que eu sou. não há gênero ou perfil montado. não há herói mas não há covarde. acima de tudo, quando escrevo, penso também facultar o espaço a quem queira expressar a sua opinião. este talvez seja o maior mérito do blog, lamentavelmente desperdiçado,como também ilustra o exemplo acima.

o que dizer de quem desperdiça o espaço publicando comentários deste tipo? se ser anônimo já é algo que não recomenda bem, muito embora entenda-se a omissão nominal de uns tantos por conta dos revides e contra-partidas que estará sujeito num mercado amordaçado, quer pela mediocriadade dos seus atores, principalmente de caráter(já que de conhecimento, o epíteto mediocre já vai lhe colocar acima da média) quer pelo coronelismo vigente. e, claro: pelos ajustes da gestão em sintonia com interesses escusos, que hoje são maioria. e que findaram publicitários( e não só) outrora provocateurs,inventivos(não usarei a palavra criativo porque fizeram o desfavor de reduzir o termo a pó de merda ) em clones de matraquilhos,que para quem não sabe é totó, futebol de mesa,pembolim.

então cacete! seja anônimo mas não seja burro. não seja pilantra. não seja pulha. não seja mané. contra-ataque com idéias, posicione-se com conteúdo, demonstre que a opinião do blog está errada,equivocada, surtada, afetada, o que seja( que se estiver, dirá touche! o que não me causa espécie alguma). mas faça isso com escrita que seja superior, no mínimo, aos recados de banheiro público ou do diário de barbies. se quer fazer humor, mostre daí também o seu talento, sua mordacidade, sua veia sarcástica. faça-me rir, ou chorar, refletir, repensar e aos leitores, sobretudo, que merecem um brinde de talento para compensar a falta com que os deixo. 

agora, publicar nada e ainda por cima um nada repleto de toda sorte de faltas, inclusive das mais crassas para com a concordância e acentuação, é não merecer nem mesmo o respeito que o mais miserável dos anônimos merece.

você - e gente como você - meu caro, não é anônimo. é menos do que isto. e este é um problema seu com o qual terá de lidar mais cedo ou mais tarde. porquê até mesmo num mercado de anônimos alguma coisa terá de mostrar para além da sua visível invisibilidade de zé ninguém.


quarta-feira, fevereiro 22, 2012

reflexões do carnaval: aos publicitários e a quem mais

 




de repente, fugir tornou-se uma dignidade. já ninguém aguenta uma derrota. a persistência; a determinação e, sobretudo, a bendita paciência são hoje qualidades desprezíveis. aguentar e esperar pela próxima oportunidade consideram-se teimosias gananciosas; arrogâncias; estupidezes. miguel esteves cardoso

sábado, fevereiro 18, 2012

viral é isto aqui moçada, e não estes memesmeldas que circulam por ai


  • Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
  • Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
  • Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
Foto: Reprodução Rodrigo Sacramento
Cenas do documentário Century of Self, que Adam Curtis produziu para a BBC. O filme retrata a vida e o impacto do trabalho de Bernays na sociedade moderna

Baseado no conceito freudiano de que  um cigarro não é só um produto, mas também um símbolo fálico, seu sobrinho Edward Barnays criou a primeira grande campanha viral da história: contratou modelos para fumar em uma passeata como se fossem militantes feministas desafiando o poder masculino 


Cara leitora, sabe esse cigarro que tem, ou que logo mais terá, entre seus dedos? Pois é... Freud explica. Melhor dizendo, o sobrinho do Freud explica. Seu nome, Edward Bernays, pouca gente conhece. Mas há quem diga que as consequências de seu trabalho definiram mais a sociedade do século 20 do que seu famosíssimo tio. Pois, se Freud é o pai da psicanálise, Bernays é o pai da sociedade de consumo. E, como primeiro grande projeto, o austríaco radicado nos Estados Unidos resolveu convencer as mulheres de que elas poderiam fumar cigarros. Aliás, de que elas deveriam fumar cigarros. Trip explica.

Filho de Anna, irmã de Freud, Edward Bernays começou sua improvável carreira como parte do esforço da propaganda americana no final da Primeira Guerra. Seus releases para a imprensa e sua habilidade em persuadir veículos de comunicação ajudaram a transformar o presidente Woodrow Wilson em uma celebridade na Europa.
Ao voltar para os EUA depois da guerra, Bernays tinha um objetivo em mente: “Eu queria tentar aquelas técnicas de formação de pensamento de massa em tempos de paz”, ele recordaria em uma entrevista de 1991. Em vez de exércitos e países, ele ofereceu seus serviços para as maiores forças econômicas emergentes naqueles anos de 1920. As corporações.

A palavra propaganda era malvista no pós-guerra. Associada às campanhas ideológicas alemãs. Bernays trocou apenas o nome para “relações públicas” e abriu um escritório em Nova York. Seu primeiro cliente foi a Corporação de Tabaco Americana. Os fabricantes queriam saber se ele poderia fazer algo para dobrar o consumo de cigarros nos EUA, já que metade da população, as mulheres, sofria preconceito por dar baforadas em público.
Muito por dentro das teorias de seu tio, Edward entendeu o cigarro não como um produto, mas como um símbolo fálico. E percebeu que, se buscasse uma forma de associá-lo ao poder masculino e aos desejos inconscientes das mulheres de derrubá-lo, os cigarros ganhariam um significado mais profundo, quase irresistível para muitas delas. Sua ideia foi brilhante e maquiavélica. Em vez de comprar anúncios, contratou um grupo de lindas debutantes e avisou à imprensa que militantes feministas, lutando pelo direito de voto nas eleições, iriam acender as “tochas da liberdade” no desfile de Páscoa em Nova York.

Cultura do desejo
Em pleno 1º de abril de 1929, dezenas de repórteres estavam a postos quando as moças, todas juntas, sacaram cigarreiras de suas meias-calças e fumaram em público. No dia seguinte jornais no mundo todo relataram o ocorrido. E o cigarro, de um ato feminino vulgar, tornou-se uma bandeira da libertação feminina. As vendas de cigarro dispararam já na semana seguinte.
Bernays ainda tratou de pagar Hollywood para inserir mulheres fumando nos filmes. “A ideia não era anunciar, mas ocupar as notícias”, disse certa vez. Com o dinheiro que fez com seus serviços de relações-públicas, Bernays chegou a mandar dinheiro para que o próprio Freud o ajudasse com estratégias de “construção de consenso”, como chamava. Combinando psicanálise e showbiz, manipulava desejos e impulsos primordiais para indústrias de automóveis, eletrodomésticos, roupas, alimentos... A lista corre. Tudo com um objetivo claro: trocar uma economia baseada em necessidades por uma baseada em desejo. “O negócio era fazer com que a pessoa não quisesse um produto porque ela precisava dele. Mas porque ela iria se sentir melhor ao tê-lo”, definiu, poucos anos antes de morrer quase anônimo, em 1995, em um mundo completamente mergulhado em uma cultura de consumo baseada em desejo. Curioso, e tristemente adequado, que tudo tenha começado com um nada inocente cigarrinho.
(na revista trip, secção salada, com edição do millos kaiser)

misterwalk comenta: muito bonito então né? você ai falando que a sua agência digital é pioneira em estratégias não convencionais, que a sua equipe, muito jovem, entende como ninguém das técnicas virais, vendidas falaciosamente como não só a mais nova mas a única arma que funciona em tempos hodiernos para aquele blá blá blá todo das redes sociais. não passam de tretas autopromocionais falastronas. verdadeira meleca produzida por quem acha que criar burburinho é a mesma coisa que efetivamente modificar(para o bem e o mal) comportamentos de consumo, que são"contabilizados na contabilidade contábil das empresas". todo o mais é masturbação que freud ou mesmo a trip explica.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

digamos que eu tenho a quem puxar(ainda bem que não é o saco)

dizem que ofendo as pessoas. é um erro. trato as pessoas como adultas. critico-as. é tão incumum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. crítica não é raiva. é crítica. às vezes é estúpida. o leitor que julgue. acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. meu tom às vezes é sarcástico. pode ser desagradável. mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado.  paulo francis

terça-feira, fevereiro 14, 2012

podiam cortar os 95% ridículos e deixar os 5% de boa

Publicidade não é um custo, é um investimento

Apesar da crise atual, uma marca cortar na própria publicidade é "completamente ridículo". Quem o diz é Bob Kuperman, antigo CEO da DDB Nova Iorque e um dos publicitários que mais trabalhou a marca Volkswagen.

"A publicidade não deve ser vista como um custo mas antes como um investimento", diz ao Briefing Bob Kuperman, referindo que algumas marcas ainda não perceberam muito bem o poder da publicidade. O importante para as insígnias é que falem delas e se for por um motivo positivo, melhor ainda. É neste sentido que Kuperman aponta a "impressão" que as pessoas têm das marcas como um fator importante. Assim, se mesmo perante a crise uma insígnia continuar a ser publicitada, tal causa "uma boa impressão" perante o público, afirma.

Quando perguntamos se as pessoas acreditam na publicidade, Bob responde sem hesitar: "Não. As pessoas acham que é só alguém a promover-se a si próprio". Mas não deixa de salientar que "tudo depende da relação que se tem com a marca": "Se houver 'afinidade' com ela [insígnia], é mais fácil acreditar-se na publicidade. É como as relações pessoais; se eu gostar mais de uma pessoa e menos de outra, é-me mais fácil acreditar naquela de que gosto mais".

Kuperman reconhece que ainda hoje muita gente não gosta de publicidade. "As pessoas acham que não é inteligente", justifica. Mas salienta o facto de "cinco por cento da publicidade que se faz a nível mundial ser boa" e dessa o público gostar.

Contudo, o "guru da publicidade" aponta que a geração atual é mais "aberta à publicidade do que a dos seus pais". Talvez por terem crescido num ambiente rodeado de publicidade – a televisão, a rádio, a internet -, podendo escolher o canal pelo qual pretendem ser "contactados" pela mesma; ao contrário da geração anterior, onde esta lhe era simplesmente imposta.

Na publicidade desde 1963 – logo, um dos últimos "MadMen" em atividade -, Bob Kuperman assistiu a enormes mudanças na construção e linguagem das marcas. Mas desde os seus tempos primórdios no mundo da publicidade até aos dias de hoje, Kuperman aponta os media como a grande mudança. "Criar as ideias continua a ser igual. Vem de nós", a forma de "espalhar a mensagem" é que é diferente: "Antigamente não havia telemóvel, internet, Facebook... não havia tecnologia".

Para o publicitário, o digital não veio reformular o modo de se fazer publicidade, mas antes a maneira como a mesma é entregue. Hoje em dia, é mais fácil alcançar um maior número de pessoas de forma mais rápida, o que "tem um lado bom e um lado mau". "É bom porque atinge mais gente num curto espaço de tempo. É mau porque se se faz alguma coisa que não é boa, as pessoas vêem-na logo", conclui rindo da sua afirmação. É que, como adianta, "se no passado a forma de comunicação tinha apenas um sentido [da marca para o público], agora tem dois. O consumidor 'responde' à marca", critica.

Ainda assim, Kuperman confessa ao Briefing que preferia mais fazer publicidade antigamente do que nos dias que correm por ser mais simples: "Hoje é mais difícil controlar a mensagem que se pretende transmitir".

Na perspetiva do antigo CEO da DDB Nova Iorque, a publicidade "é essencial na comunicação de uma marca" mas, sobretudo, para comunicar os seus valores e não os produtos. "Ao contrário de antes, hoje os produtos das marcas são muito semelhantes. Quando aparece uma coisa nova, em poucos dias é criada outra idêntica"; por isso, o que vai diferenciar as insígnias são os valores que detêm. É em torno deles que as marcas devem apostar no momento de comunicar. O que interessa "não é o que pensas [enquanto marca], é o que pensam de ti", completa.

O "guru da publicidade" veio pela primeira vez a Lisboa para falar de como "Se faz um anúncio publicitário da Volkswagen", no espaço Pop Up! Store da marca, na Avenida da Liberdade. E como se faz um anúncio desta insígnia? Refletindo o que o carro é. Na publicidade há que ser "simples e manter a mensagem simples". "Devemos ser originais mas não devemos dizer muitas coisas. As pessoas cansam-se e acabam por não se lembrar", realça. Ao Briefing menciona o que diz sempre aos seus alunos: para se fazer boa publicidade deve-se "estudar a vida, as experiências. Não é através dos livros que tiramos ideias".

 (da Catarina Caldeira Baguinho, para o  briefing, portugal.)

(misterwalk não resiste e comenta: agora vá dizer isto aos empresários de um país que está pela bola sete pra se tornar a nova grécia do pedaço(podre) da zona euro. eles simplesmente vão cortar 95% da publicidade, incluindo a boa, e deixar os 5% mais ruins do que nunca. e cá pra nós, estamos, gurus ou não, sempre a repetir isto sobre o corte sem convencer ninguém. neste ponto a nossa propaganda é um fracasso total. simplesmente não sabemos como convencer os clientes a não fazer merda. e aí, a maioria das agêncais simplesmente ajuda a fazê-la. e aí a coisa fede como nunca, para o nosso lado principalmente)

sábado, fevereiro 11, 2012

black ninja? chapolin colorado faz melhor

não contavam com minha astúcia;)
há algo de podre no reino da dinamarca que é o do business de marketing, propaganda e vá lá branding - alguém sabe realmente o que é isto? porquê tem muita gente confundindo branding com identidade visual(e ainda cobrando caro pela confusão:).

quando a função se vicia na forma do anúncio de lançamento de página dupla - ninjutsu não tem como característica primal a quase invisibilidade, a sutileza da violência letal no ataque do sub-reptício nas últimas anunciado? - já está tudo dito. mas como quase ninguém presta atenção nisto, todo mundo vestindo a fantasia do ave ninja lambe-cu, o que não é coincidência por ser carnaval, vamos nós dar um empy nesta pulhice toda, porque eu nunca vi tanto shaken jogado fora.

a patetada se torna patente quando ao examinar forma e conteúdo do lançamento de uma agência potentada descobre-se de fora o fiofó. são contradições de fazer qualquer ninja de subúrbio se cagar de rir. contradições estas, que revelam-se pelo próprio discurso trabalhado justamente no cerne daquilo tratado no quantitativo quando deveria ser tour de force o qualitativo como diferencial, já que no fundo é o que interessa numa agência: o tamanho da idéia e não da agência. aliás não se deveria confundir nunca uma grande agência com uma agência grande, muito embora o negócio esteja hoje formatado pelo tamanho: ou seja, não importa se o pau não sobe. ele tem de ser é grande. e a maioria das agências tem tamanho de pau tão grande que não exibe libido criativa para o serviço. valoriza-se o visual(instalações,tamanho da equipe, premiações de numerário)coisa do imaginário brasileiro e quase nunca a performance. é assim mesmo?. parece, já foi decretada a morte - no anúncio - dos cavaleiros da ordem do pau pequeno. textualmente afirmam que tamanho só não é documento para quem não tem(sic!). então vejamos, enquanto eu corro pra pegar a fita-métrica.


um anúncio de página dupla que já se rasga ao veicular num veículo de massa um conteúdo que não interessa a mais de uma duzia e meia de marcas, vá lá de empresas, com os quais, pode-se falar através de outros medias, ainda mais sendo" tão treinada e diferenciada", mesmo convencionais ou não. o velho custo por mil ainda vale. ao menos para se deduzir que é desperdício falar pros seu tinocozinhos do corrego do abacaxi - e quantos tantos mais, já que a agência se proclama do nordeste,deve ter se anunciado- por este meio? noutras praças ou não? - que a black ninja vem ai( e ainda corre o risco de ele pensar que é mais um título de filme pornô - e é mesmo) até porque ele não é alvo dos ninjas. afinal tinocozinhos não são opinions makers para este negócio, e certamente não vai contribuir para o share of heart do ninja. mas não vamos verticalizar. presumivelmente, o alvo não vai além da demonstração de poderio(uns chamam a isto mídia política) e olha aí o tal pau grande que não sobe, porque o anúncio é velho, quadrado, igual a duzias que já foram feitos, e não traz nada de novo além das mentiras(sinceras?) de sempre. de novo, sublinhamos, anúncio de página dupla para ninjas? nem se fosse a agência do hulk- tanto o verde como o do narigão que comeu aquela pinta de perna - teria uma certa analogia(olha o tamanho de novo)que, se criativo fosse, não deveria ficar só no tamanho, nem no rasgado splash(aquela coisa meteu o nariz, inchou e rebentou o jornal, coisas manés do tipo).


o título bate - de novo - no tamanho. fala-se numa agência no nordeste do tamanho de um novo brasil. há um novo brasil - eu escuto isto desde menino na década de 60 - mas vá lá que seja. depois monta-se uma inverdade econômica: a de que pernambuco cresce acima da média nacional e o brasil, acima da média dos países. relativizar os números sempre foi uma arma ninja? dos economistas. afinal, existem diversas variáveis para se medir o crescimento, tanto a favor como contra, de modo que se possa apresentar resultados com botox. ninja usa botox?


o segundo parágrafo sustenta a apologia do tamanho. maior e ainda mais ninja( daqui a pouco os gennin quedam-se lutadores de sumô) informando a união da rga e mci duas grandes agencias(na verdade agencias grandes, e isso já com uma certa licença decimal) que cresciam acima da média, que se tornaram ninjas black feitas por gente que não se contenta com pouco. eu, findo o parágrafo, já levantei as mãos(e esvaziei os bolsos).


depois, novamente, segue-se o maior e mais criativa. tenham dó. pode se dizer com justiça de que as agências, agora ninjas, desenvolviam um grande trabalho de bastidores, tinham e tem um grande lobby político -e familiar- que lhes permitiu abocanhar sem maiores estratégias diferenciadas contas ditas polpudas e coisa e tal. agora criativas, refresquem-me a memória, de qual campanha por elas assinadas tornou-se assim-assim um bordão popular por sua anunciada criatividade? aliás em recife, ninguém,ninja,capoeira ou passista tesourado, conseguiu fazer mais bordões do que um certo carol, que nem o mais chic das alices conseguiu. da mci e rca se ouviu falar mais das sedes - e durante um certo tempo, no caso da mci, dos salários. agora criatividade nasceram e foram embora devendo. só para dar um exemplo recente,que nem é dos melhores, quando de seus primóridos, a mart-pet, fez mais pela criatividade do que elas não fizeram uma pela outra e, duvido muito, farão agora.


de novo o maior, e a velha promessa do maior envolvimento . alguém tem que dizer a quem faz texto de anúncio de agência que é preciso um certo conhecimento do negócio(que não tem a ver com tamanho) para dizer a mesma coisa que todas dizem desde o começo dos tempos, de forma a parecer novo e credível. sabe-se - e os clientes mais do que ninguém - que estruturas muito grandes o que menos fazem é envolver-se por razões óbvias para não dizer logísticas. o "paugrande" atrai muitas amantes e como ele não sobe o resultado é canhestro. aliás, eis o grande problema do crescimento em  hot-shops que logo partem para o atacado tacanho e abandonam o envolvimento emocional com as contas que lhe permitiram crescer junto com a criatividade, criatividade que agora passa a ser empregada apenas como discurso para engrupar os clientes. são os tais pipocos do trovão.


o parágrafo final, não podia deixar de falar em tamanho. é maior e ainda mais conectada. e de novo o problema do texto velho. iniciar um texto sobre conectividade falando que jovem é outro papo, é um papo que de tão usado - e velho - não conecta mais. escrever que modelos que funcionavam 30,10,2 anos atrás já não dão o mesmo resultado, é tão rasteiro e déjà-vu que levantam-se as dúvidas se estes ninjas não estão no anúncio errado. ou, se com um empaco destes conseguem chegar ao telhado(ninjas, você sabe, isso é velho também, adora entrar telhado adentro). não existe uma agência hoje sequer - basta passar meia horita vasculhando sites, que não fale que contam com equipes de planejamento, pesquisa e estratégia(alguns chamam de central de inteligência - o resto da agência deve ser burra, presume-se) e que contam com profissionais treinados para utilizar armas digitais de guerrilha e abordagens não-convencionais. lembrem-se que sem o epíteto digital isso já foi uma praga durante e após a temporada de verão do al ries,jack trout, jay conrado robinson e outros generais de causas próprias. portanto, são modelos sim, de senão 30,10 anos, perto disto.  e muito menos pode se considerar que a referencia digital as torna diferentes e pós-modernas em atuação proposta. sem esquecer que há uma promessa de maiores resultados com menores recursos - fazendo anúncios de página dupla assim? -

aliás, uma grande verdade permanece escondida todo o tempo de modo a mistificar o domínio do universo digital por algumas agências que se querem diferentes e antenadas,y,geeks e nerds pela juventude que nelas trabalha e para quem dizem querer trabalhar, na procura de supervalorizar a sua competência: mudou a arma, o meio, não o objetivo(aliás ninjas não mudam as armas, nem os objetivos, quer dizer as vezes que podem ser todas: mugei-mumei-no-jts) que é a comunicação. e para usar com proficiência o universo digital não basta tão-somente dominar a sua linguagem e a tecnologia de arranque. antes, você tem de ser vivo o bastante para viver emocionalmente o suficiente para produzir a pegada digital. sem ela a comunicação para além das tendências e do modismo,broxa. a não ser que você se contente nos meneios, xaveco e masturbações tipo encontradas no facebook(profissionais de comunicação devem fazer um pouco mais. não é assim com os do sexo?)


ousada, criativa e feita por um time de especialistas treinado para fazer o que ninguém faz, arremata a ninjada. e eu não duvido, apesar de todo o malfadado, do sucesso da agência - sucesso não é algo muito criterioso hoje em dia. e não por conta da ousadia ou da criatividade ou do time de especialistas. mas, porque como diz em seu anúncio de página dupla, vai fazer o que ninguém faz. ou melhor: não fazia com tanto negror.


se isto é bom para o negócio no seu todo, os homens de negro, e os demais homens de negro das outras agências e do mercado devem lá saber. 

quanto a mim, não gosto da propaganda de luto, que é como ela se anuncia. 
universo digital ou não, minha arma é o bodoque. afinal,eu nunca usei canhão pra matar passarinho. até porque gosto deles "avoando", mesmo que sejam urubus.

in tempo: não é uma merda quando depois de tanto estardalhaço constata-se de quem nem o nome da agência é original(cade a criatividade?) pois já existe(m), desde 2008, inclusive? mesmo não sendo agência de propaganda? afora o black ninja, sexy happy(antes conhecido como ninja explosivo;) é so googar que o cheiro sobe.



sexta-feira, fevereiro 10, 2012

furo na bolsa do cangurú

o grande problema deste post - um trabalho do "estúdio" elitivia,austrália(graphic design, multimedia, video production, web programming, business management and marketing) - é não levar em consideração os caras de cu que tem job as pampas e que são uma caralhada sem fim de ass holes a desperdiçar a chance de fazer algo notável e não de fazer a merda esborrar pelo ralo acima até as suas caras de, caras de ass hole, ora zoster! não é mesmo? 
aqui é que reside o busílis do problema. alguém se arrisca a fazer um poster para quem desperdiça chances para as quais muita gente não tem oportunidade para além dos fantasmas com cara de cu?

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

eleições 2012, desligue-se da cidadania que o reality show vai começar

kátia telles: a nacional kid do guia eleitoral; edílson: o meia centena de centelha dúbia; numeriano: o malba than que não sabe multiplicar. estes foram os três cavaleiros do pré-calypso em eleições passadas. três candidatos considerados do baixo clero que pergunta-se: darão novamente o colorido opaco a um guia eleitoral onde o único brilho foi o da não inteligência?