o blog que dá crise renal em quem não tem crise de consciência. comunicação, marketing, publicidade, jornalismo, política. crítica de cultura e idéias. assuntos quentes tratados sem assopro. bem vindo, mas cuidado para não se queimar. em último caso, bom humor é sempre melhor do que pomada de cacau.
quinta-feira, fevereiro 27, 2014
os locais, e a linguagem, são portugueses. mas o maria-vai-com-as-outras também é praticado pelos brasileiros com ou sem sotaque
sábado, fevereiro 11, 2012
black ninja? chapolin colorado faz melhor
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| não contavam com minha astúcia;) |
quando a função se vicia na forma do anúncio de lançamento de página dupla - ninjutsu não tem como característica primal a quase invisibilidade, a sutileza da violência letal no ataque do sub-reptício nas últimas anunciado? - já está tudo dito. mas como quase ninguém presta atenção nisto, todo mundo vestindo a fantasia do ave ninja lambe-cu, o que não é coincidência por ser carnaval, vamos nós dar um empy nesta pulhice toda, porque eu nunca vi tanto shaken jogado fora.
a patetada se torna patente quando ao examinar forma e conteúdo do lançamento de uma agência potentada descobre-se de fora o fiofó. são contradições de fazer qualquer ninja de subúrbio se cagar de rir. contradições estas, que revelam-se pelo próprio discurso trabalhado justamente no cerne daquilo tratado no quantitativo quando deveria ser tour de force o qualitativo como diferencial, já que no fundo é o que interessa numa agência: o tamanho da idéia e não da agência. aliás não se deveria confundir nunca uma grande agência com uma agência grande, muito embora o negócio esteja hoje formatado pelo tamanho: ou seja, não importa se o pau não sobe. ele tem de ser é grande. e a maioria das agências tem tamanho de pau tão grande que não exibe libido criativa para o serviço. valoriza-se o visual(instalações,tamanho da equipe, premiações de numerário)coisa do imaginário brasileiro e quase nunca a performance. é assim mesmo?. parece, já foi decretada a morte - no anúncio - dos cavaleiros da ordem do pau pequeno. textualmente afirmam que tamanho só não é documento para quem não tem(sic!). então vejamos, enquanto eu corro pra pegar a fita-métrica.
um anúncio de página dupla que já se rasga ao veicular num veículo de massa um conteúdo que não interessa a mais de uma duzia e meia de marcas, vá lá de empresas, com os quais, pode-se falar através de outros medias, ainda mais sendo" tão treinada e diferenciada", mesmo convencionais ou não. o velho custo por mil ainda vale. ao menos para se deduzir que é desperdício falar pros seu tinocozinhos do corrego do abacaxi - e quantos tantos mais, já que a agência se proclama do nordeste,deve ter se anunciado- por este meio? noutras praças ou não? - que a black ninja vem ai( e ainda corre o risco de ele pensar que é mais um título de filme pornô - e é mesmo) até porque ele não é alvo dos ninjas. afinal tinocozinhos não são opinions makers para este negócio, e certamente não vai contribuir para o share of heart do ninja. mas não vamos verticalizar. presumivelmente, o alvo não vai além da demonstração de poderio(uns chamam a isto mídia política) e olha aí o tal pau grande que não sobe, porque o anúncio é velho, quadrado, igual a duzias que já foram feitos, e não traz nada de novo além das mentiras(sinceras?) de sempre. de novo, sublinhamos, anúncio de página dupla para ninjas? nem se fosse a agência do hulk- tanto o verde como o do narigão que comeu aquela pinta de perna - teria uma certa analogia(olha o tamanho de novo)que, se criativo fosse, não deveria ficar só no tamanho, nem no rasgado splash(aquela coisa meteu o nariz, inchou e rebentou o jornal, coisas manés do tipo).
o título bate - de novo - no tamanho. fala-se numa agência no nordeste do tamanho de um novo brasil. há um novo brasil - eu escuto isto desde menino na década de 60 - mas vá lá que seja. depois monta-se uma inverdade econômica: a de que pernambuco cresce acima da média nacional e o brasil, acima da média dos países. relativizar os números sempre foi uma arma ninja? dos economistas. afinal, existem diversas variáveis para se medir o crescimento, tanto a favor como contra, de modo que se possa apresentar resultados com botox. ninja usa botox?
o segundo parágrafo sustenta a apologia do tamanho. maior e ainda mais ninja( daqui a pouco os gennin quedam-se lutadores de sumô) informando a união da rga e mci duas grandes agencias(na verdade agencias grandes, e isso já com uma certa licença decimal) que cresciam acima da média, que se tornaram ninjas black feitas por gente que não se contenta com pouco. eu, findo o parágrafo, já levantei as mãos(e esvaziei os bolsos).
depois, novamente, segue-se o maior e mais criativa. tenham dó. pode se dizer com justiça de que as agências, agora ninjas, desenvolviam um grande trabalho de bastidores, tinham e tem um grande lobby político -e familiar- que lhes permitiu abocanhar sem maiores estratégias diferenciadas contas ditas polpudas e coisa e tal. agora criativas, refresquem-me a memória, de qual campanha por elas assinadas tornou-se assim-assim um bordão popular por sua anunciada criatividade? aliás em recife, ninguém,ninja,capoeira ou passista tesourado, conseguiu fazer mais bordões do que um certo carol, que nem o mais chic das alices conseguiu. da mci e rca se ouviu falar mais das sedes - e durante um certo tempo, no caso da mci, dos salários. agora criatividade nasceram e foram embora devendo. só para dar um exemplo recente,que nem é dos melhores, quando de seus primóridos, a mart-pet, fez mais pela criatividade do que elas não fizeram uma pela outra e, duvido muito, farão agora.
de novo o maior, e a velha promessa do maior envolvimento . alguém tem que dizer a quem faz texto de anúncio de agência que é preciso um certo conhecimento do negócio(que não tem a ver com tamanho) para dizer a mesma coisa que todas dizem desde o começo dos tempos, de forma a parecer novo e credível. sabe-se - e os clientes mais do que ninguém - que estruturas muito grandes o que menos fazem é envolver-se por razões óbvias para não dizer logísticas. o "paugrande" atrai muitas amantes e como ele não sobe o resultado é canhestro. aliás, eis o grande problema do crescimento em hot-shops que logo partem para o atacado tacanho e abandonam o envolvimento emocional com as contas que lhe permitiram crescer junto com a criatividade, criatividade que agora passa a ser empregada apenas como discurso para engrupar os clientes. são os tais pipocos do trovão.
o parágrafo final, não podia deixar de falar em tamanho. é maior e ainda mais conectada. e de novo o problema do texto velho. iniciar um texto sobre conectividade falando que jovem é outro papo, é um papo que de tão usado - e velho - não conecta mais. escrever que modelos que funcionavam 30,10,2 anos atrás já não dão o mesmo resultado, é tão rasteiro e déjà-vu que levantam-se as dúvidas se estes ninjas não estão no anúncio errado. ou, se com um empaco destes conseguem chegar ao telhado(ninjas, você sabe, isso é velho também, adora entrar telhado adentro). não existe uma agência hoje sequer - basta passar meia horita vasculhando sites, que não fale que contam com equipes de planejamento, pesquisa e estratégia(alguns chamam de central de inteligência - o resto da agência deve ser burra, presume-se) e que contam com profissionais treinados para utilizar armas digitais de guerrilha e abordagens não-convencionais. lembrem-se que sem o epíteto digital isso já foi uma praga durante e após a temporada de verão do al ries,jack trout, jay conrado robinson e outros generais de causas próprias. portanto, são modelos sim, de senão 30,10 anos, perto disto. e muito menos pode se considerar que a referencia digital as torna diferentes e pós-modernas em atuação proposta. sem esquecer que há uma promessa de maiores resultados com menores recursos - fazendo anúncios de página dupla assim? -
aliás, uma grande verdade permanece escondida todo o tempo de modo a mistificar o domínio do universo digital por algumas agências que se querem diferentes e antenadas,y,geeks e nerds pela juventude que nelas trabalha e para quem dizem querer trabalhar, na procura de supervalorizar a sua competência: mudou a arma, o meio, não o objetivo(aliás ninjas não mudam as armas, nem os objetivos, quer dizer as vezes que podem ser todas: mugei-mumei-no-jts) que é a comunicação. e para usar com proficiência o universo digital não basta tão-somente dominar a sua linguagem e a tecnologia de arranque. antes, você tem de ser vivo o bastante para viver emocionalmente o suficiente para produzir a pegada digital. sem ela a comunicação para além das tendências e do modismo,broxa. a não ser que você se contente nos meneios, xaveco e masturbações tipo encontradas no facebook(profissionais de comunicação devem fazer um pouco mais. não é assim com os do sexo?)
ousada, criativa e feita por um time de especialistas treinado para fazer o que ninguém faz, arremata a ninjada. e eu não duvido, apesar de todo o malfadado, do sucesso da agência - sucesso não é algo muito criterioso hoje em dia. e não por conta da ousadia ou da criatividade ou do time de especialistas. mas, porque como diz em seu anúncio de página dupla, vai fazer o que ninguém faz. ou melhor: não fazia com tanto negror.
se isto é bom para o negócio no seu todo, os homens de negro, e os demais homens de negro das outras agências e do mercado devem lá saber.
quanto a mim, não gosto da propaganda de luto, que é como ela se anuncia.
universo digital ou não, minha arma é o bodoque. afinal,eu nunca usei canhão pra matar passarinho. até porque gosto deles "avoando", mesmo que sejam urubus.
in tempo: não é uma merda quando depois de tanto estardalhaço constata-se de quem nem o nome da agência é original(cade a criatividade?) pois já existe(m), desde 2008, inclusive? mesmo não sendo agência de propaganda? afora o black ninja, sexy happy(antes conhecido como ninja explosivo;) é so googar que o cheiro sobe.
domingo, abril 19, 2009
sacrificado em praça pública, que ainda por cima levava o seu nome
Gestão da Marca ou Branding é uma disciplina acadêmica nova, mas seus fundamentos sempre foram praticados. Ícones como Harley Davidson ou Coca-cola, Wikipedia ou Greenpeace, exercem impacto imediato em nossas mentes, são logomarcas tatuadas na cabeça de milhões de pessoas!
O valor deste reconhecimento ou brand awareness é incomparável com lojas de tijolo e cimento ou outros assets off-line. A novidade, hoje, é a organização desta matéria de forma sistemática, sendo incluída em bons cursos de graduação em Marketing, Design e Administração de Empresas, ou como especialização.
Um ponto que chama atenção é a franca oposição com grande parte das práticas tradicionais da publicidade, são visões bem diferentes e pouco entendidas.
A boa notícia é que: Branding is Free!* Não custa nada! E o tempo de implantação pode ser, assim, imediato!
Como em qualquer relacionamento entre pessoas, pode ser amor à primeira vista tipo: I-Phone e Twitter ou pode durar gerações como Intel ou a cidade de Paris.
Uma Marca adquire valor e conquista seu espaço na medida que se posiciona com clareza, diz a que veio, e assume esta identidade, tem um posicionamento firme ao longo do tempo e suas ações reforçam esta visão.
O oposto disto é o imediatismo, a promoção vazia, a repetição, a interrupção, que empurra preço baixo e crediário, sempre com seus benefícios mágicos, tudo feito para se vender uma única vez, mas, sem entregar valor real o cliente não volta, não se cria um ciclo produtivo positivo, são só mais coisas ou serviços empurrados goela abaixo do mercado.
Empresas com produtos ou serviços de valor precisam se destacar em seu ramo, devem ser lembradas pelos clientes, e o Branding bem implantado pode ser o meio de conquistar este lugar merecido, é a premiação do SER no lugar de apenas APARECER.
* O sucesso na implantação da Gestão de Marcas deve muito aos conceitos e práticas da Gestão da Qualidade de Phillip Crosby, do "Quality is Free".
(branding is free, do luiz pryzant - imasters)
e por falar em branding, quanto você acha que custaria fazer de um logradouro público, com nome centenário, o nome da sua marca/produto? eu não estou falando daquelas ações de aparecer, como fazem algumas agências da cidade - a especialidade delas é mesmo o auto-aparecimento, e não o acontecimento ou o ser dos clientes que atendem - que patrocinam a manutenção de praças sem a menor importância, junto daquela que ganhou o nome de um produto pela boca do povo que refletiu o momento histórico da denominação em algum momento que consciente ou inconscientemente batizou o logradouro.
estou falando da praça da república que para sempre?, agora não se sabe mais, será a pracinha(de plus ainda o diminutivo carinhoso) do diário. quanto isto custaria para se fazer à vera com qualquer marca desta cidade? jogado fora,conquistado que foi de "graça", pela graça e vênia de toda uma cidade, para não dizer de um estado.
bom, para os brand strategists do diário, isso não deve valer nada, pois abandonaram à sorte a sede que é um marco-espelho do seu produto incrustado no emocional sensorial,geográfico e porque não dizer, racional orientativo da cidade. vão dizer que operacionalmente a saída foi determinada por circunstâncias que na verdade revelam apenas a mentalidade do capitalismo burro de gestão de custos e operação, que nesta hora, para um veículo que diz praticar o marketing moderno, vai para as cucuias. troca da sede do diário na pracinha do diário pelas instalações da cruz cabugá foi a troca da "cabeça de praia" pela guarita da modorra, onde os novos recrutas vigiam o general de pijama fazendo xixi no próprio.
qual o custo maior? manter a sede do diário na pracinha, como guardião do pedaço e de pedaço e um todo de séculos,uma redação de projetos especiais ou perdê-la em nome da lucratividade bolha de sabão habitando uma sede sem marca e com nome de cruz?
a história das marcas está cheia delas em cemitérios(apesar de toda verba gasta e ou economias feitas) e muito poucas, ou quase nenhuma, erguida em praça pública pela mente apaixonada e reverente dos consumidores de maneira free.
esse valor diário é o valor do seculae seculorum que os gestores do diário trocaram por tostões, ou pior ainda, feijões.
Now playing: suba - antroprófagos via FoxyTunes
quarta-feira, setembro 17, 2008
febeape ou festival de besteiras que assolam a publicidade pernambucana
o texto diz literalmente: sorria. e cita o nome da nova construtora que está se instalando na cidade;
frase e meia, canto a canto, de puro blá-blá-blá - o diretor de arte deve ter reclamado: quatro linhas é texto pra carai! tá ligado? esse texto é bull-shit. dessa vez ele teve razão. mas o leiaute é uma cagada só(e não é de touro);
pensei: ?seria o calor(ainda não estou na andropausa) ??devo acreditar no que estou vendo até que se confirme a trombada? vade retro busão;
?por que raios devo sorrir com a instalação de uma construtora, que ainda mais tem nome de cola de sola de sapato, e que muito provavelmente - ela não disse a que veio em nenhuma das peças que vi - vai construir aqueles apartamentos com quartos, onde sexo só mesmo virtual. e olhe lá pros bem dotados e similares siliconadas ou siliconados como queiram? ?é motivo de sorriso por acaso?
sorria por quê ? porque não há conceito, não há persona de marca, não há strategic branding ways? não há sequer uma peça vazia de conteúdo mais esteticamente trabalhado? sorrir porque não há um grama de reboco que seja de constructo-objeto-objetivo elaborado, para informar que seja, o porque de e do fato, do sorriso que motiva uma construtora, que afirma, não atesta, ser uma das maiores do país, a inaugurar a pedra fundamental da sua comunicação sem nenhuma cimentação mais consistente?
se assim é, tenho tudo para estar morrendo de rir. mas não tenho a mínima vontade. se fosse otimista diria que até mesmo quem fatura com isto deve estar sorrindo amarelo;
é sorrindo assim que vamos matando o respeito e uma certa dignidade que esta profissão já teve um dia quando o valor do riso ainda era seriamente empregado.
Now playing: Cafe Tacuba - Cierto o falso
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