sábado, fevereiro 11, 2012

black ninja? chapolin colorado faz melhor

não contavam com minha astúcia;)
há algo de podre no reino da dinamarca que é o do business de marketing, propaganda e vá lá branding - alguém sabe realmente o que é isto? porquê tem muita gente confundindo branding com identidade visual(e ainda cobrando caro pela confusão:).

quando a função se vicia na forma do anúncio de lançamento de página dupla - ninjutsu não tem como característica primal a quase invisibilidade, a sutileza da violência letal no ataque do sub-reptício nas últimas anunciado? - já está tudo dito. mas como quase ninguém presta atenção nisto, todo mundo vestindo a fantasia do ave ninja lambe-cu, o que não é coincidência por ser carnaval, vamos nós dar um empy nesta pulhice toda, porque eu nunca vi tanto shaken jogado fora.

a patetada se torna patente quando ao examinar forma e conteúdo do lançamento de uma agência potentada descobre-se de fora o fiofó. são contradições de fazer qualquer ninja de subúrbio se cagar de rir. contradições estas, que revelam-se pelo próprio discurso trabalhado justamente no cerne daquilo tratado no quantitativo quando deveria ser tour de force o qualitativo como diferencial, já que no fundo é o que interessa numa agência: o tamanho da idéia e não da agência. aliás não se deveria confundir nunca uma grande agência com uma agência grande, muito embora o negócio esteja hoje formatado pelo tamanho: ou seja, não importa se o pau não sobe. ele tem de ser é grande. e a maioria das agências tem tamanho de pau tão grande que não exibe libido criativa para o serviço. valoriza-se o visual(instalações,tamanho da equipe, premiações de numerário)coisa do imaginário brasileiro e quase nunca a performance. é assim mesmo?. parece, já foi decretada a morte - no anúncio - dos cavaleiros da ordem do pau pequeno. textualmente afirmam que tamanho só não é documento para quem não tem(sic!). então vejamos, enquanto eu corro pra pegar a fita-métrica.


um anúncio de página dupla que já se rasga ao veicular num veículo de massa um conteúdo que não interessa a mais de uma duzia e meia de marcas, vá lá de empresas, com os quais, pode-se falar através de outros medias, ainda mais sendo" tão treinada e diferenciada", mesmo convencionais ou não. o velho custo por mil ainda vale. ao menos para se deduzir que é desperdício falar pros seu tinocozinhos do corrego do abacaxi - e quantos tantos mais, já que a agência se proclama do nordeste,deve ter se anunciado- por este meio? noutras praças ou não? - que a black ninja vem ai( e ainda corre o risco de ele pensar que é mais um título de filme pornô - e é mesmo) até porque ele não é alvo dos ninjas. afinal tinocozinhos não são opinions makers para este negócio, e certamente não vai contribuir para o share of heart do ninja. mas não vamos verticalizar. presumivelmente, o alvo não vai além da demonstração de poderio(uns chamam a isto mídia política) e olha aí o tal pau grande que não sobe, porque o anúncio é velho, quadrado, igual a duzias que já foram feitos, e não traz nada de novo além das mentiras(sinceras?) de sempre. de novo, sublinhamos, anúncio de página dupla para ninjas? nem se fosse a agência do hulk- tanto o verde como o do narigão que comeu aquela pinta de perna - teria uma certa analogia(olha o tamanho de novo)que, se criativo fosse, não deveria ficar só no tamanho, nem no rasgado splash(aquela coisa meteu o nariz, inchou e rebentou o jornal, coisas manés do tipo).


o título bate - de novo - no tamanho. fala-se numa agência no nordeste do tamanho de um novo brasil. há um novo brasil - eu escuto isto desde menino na década de 60 - mas vá lá que seja. depois monta-se uma inverdade econômica: a de que pernambuco cresce acima da média nacional e o brasil, acima da média dos países. relativizar os números sempre foi uma arma ninja? dos economistas. afinal, existem diversas variáveis para se medir o crescimento, tanto a favor como contra, de modo que se possa apresentar resultados com botox. ninja usa botox?


o segundo parágrafo sustenta a apologia do tamanho. maior e ainda mais ninja( daqui a pouco os gennin quedam-se lutadores de sumô) informando a união da rga e mci duas grandes agencias(na verdade agencias grandes, e isso já com uma certa licença decimal) que cresciam acima da média, que se tornaram ninjas black feitas por gente que não se contenta com pouco. eu, findo o parágrafo, já levantei as mãos(e esvaziei os bolsos).


depois, novamente, segue-se o maior e mais criativa. tenham dó. pode se dizer com justiça de que as agências, agora ninjas, desenvolviam um grande trabalho de bastidores, tinham e tem um grande lobby político -e familiar- que lhes permitiu abocanhar sem maiores estratégias diferenciadas contas ditas polpudas e coisa e tal. agora criativas, refresquem-me a memória, de qual campanha por elas assinadas tornou-se assim-assim um bordão popular por sua anunciada criatividade? aliás em recife, ninguém,ninja,capoeira ou passista tesourado, conseguiu fazer mais bordões do que um certo carol, que nem o mais chic das alices conseguiu. da mci e rca se ouviu falar mais das sedes - e durante um certo tempo, no caso da mci, dos salários. agora criatividade nasceram e foram embora devendo. só para dar um exemplo recente,que nem é dos melhores, quando de seus primóridos, a mart-pet, fez mais pela criatividade do que elas não fizeram uma pela outra e, duvido muito, farão agora.


de novo o maior, e a velha promessa do maior envolvimento . alguém tem que dizer a quem faz texto de anúncio de agência que é preciso um certo conhecimento do negócio(que não tem a ver com tamanho) para dizer a mesma coisa que todas dizem desde o começo dos tempos, de forma a parecer novo e credível. sabe-se - e os clientes mais do que ninguém - que estruturas muito grandes o que menos fazem é envolver-se por razões óbvias para não dizer logísticas. o "paugrande" atrai muitas amantes e como ele não sobe o resultado é canhestro. aliás, eis o grande problema do crescimento em  hot-shops que logo partem para o atacado tacanho e abandonam o envolvimento emocional com as contas que lhe permitiram crescer junto com a criatividade, criatividade que agora passa a ser empregada apenas como discurso para engrupar os clientes. são os tais pipocos do trovão.


o parágrafo final, não podia deixar de falar em tamanho. é maior e ainda mais conectada. e de novo o problema do texto velho. iniciar um texto sobre conectividade falando que jovem é outro papo, é um papo que de tão usado - e velho - não conecta mais. escrever que modelos que funcionavam 30,10,2 anos atrás já não dão o mesmo resultado, é tão rasteiro e déjà-vu que levantam-se as dúvidas se estes ninjas não estão no anúncio errado. ou, se com um empaco destes conseguem chegar ao telhado(ninjas, você sabe, isso é velho também, adora entrar telhado adentro). não existe uma agência hoje sequer - basta passar meia horita vasculhando sites, que não fale que contam com equipes de planejamento, pesquisa e estratégia(alguns chamam de central de inteligência - o resto da agência deve ser burra, presume-se) e que contam com profissionais treinados para utilizar armas digitais de guerrilha e abordagens não-convencionais. lembrem-se que sem o epíteto digital isso já foi uma praga durante e após a temporada de verão do al ries,jack trout, jay conrado robinson e outros generais de causas próprias. portanto, são modelos sim, de senão 30,10 anos, perto disto.  e muito menos pode se considerar que a referencia digital as torna diferentes e pós-modernas em atuação proposta. sem esquecer que há uma promessa de maiores resultados com menores recursos - fazendo anúncios de página dupla assim? -

aliás, uma grande verdade permanece escondida todo o tempo de modo a mistificar o domínio do universo digital por algumas agências que se querem diferentes e antenadas,y,geeks e nerds pela juventude que nelas trabalha e para quem dizem querer trabalhar, na procura de supervalorizar a sua competência: mudou a arma, o meio, não o objetivo(aliás ninjas não mudam as armas, nem os objetivos, quer dizer as vezes que podem ser todas: mugei-mumei-no-jts) que é a comunicação. e para usar com proficiência o universo digital não basta tão-somente dominar a sua linguagem e a tecnologia de arranque. antes, você tem de ser vivo o bastante para viver emocionalmente o suficiente para produzir a pegada digital. sem ela a comunicação para além das tendências e do modismo,broxa. a não ser que você se contente nos meneios, xaveco e masturbações tipo encontradas no facebook(profissionais de comunicação devem fazer um pouco mais. não é assim com os do sexo?)


ousada, criativa e feita por um time de especialistas treinado para fazer o que ninguém faz, arremata a ninjada. e eu não duvido, apesar de todo o malfadado, do sucesso da agência - sucesso não é algo muito criterioso hoje em dia. e não por conta da ousadia ou da criatividade ou do time de especialistas. mas, porque como diz em seu anúncio de página dupla, vai fazer o que ninguém faz. ou melhor: não fazia com tanto negror.


se isto é bom para o negócio no seu todo, os homens de negro, e os demais homens de negro das outras agências e do mercado devem lá saber. 

quanto a mim, não gosto da propaganda de luto, que é como ela se anuncia. 
universo digital ou não, minha arma é o bodoque. afinal,eu nunca usei canhão pra matar passarinho. até porque gosto deles "avoando", mesmo que sejam urubus.

in tempo: não é uma merda quando depois de tanto estardalhaço constata-se de quem nem o nome da agência é original(cade a criatividade?) pois já existe(m), desde 2008, inclusive? mesmo não sendo agência de propaganda? afora o black ninja, sexy happy(antes conhecido como ninja explosivo;) é so googar que o cheiro sobe.



sexta-feira, fevereiro 10, 2012

furo na bolsa do cangurú

o grande problema deste post - um trabalho do "estúdio" elitivia,austrália(graphic design, multimedia, video production, web programming, business management and marketing) - é não levar em consideração os caras de cu que tem job as pampas e que são uma caralhada sem fim de ass holes a desperdiçar a chance de fazer algo notável e não de fazer a merda esborrar pelo ralo acima até as suas caras de, caras de ass hole, ora zoster! não é mesmo? 
aqui é que reside o busílis do problema. alguém se arrisca a fazer um poster para quem desperdiça chances para as quais muita gente não tem oportunidade para além dos fantasmas com cara de cu?

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

eleições 2012, desligue-se da cidadania que o reality show vai começar

kátia telles: a nacional kid do guia eleitoral; edílson: o meia centena de centelha dúbia; numeriano: o malba than que não sabe multiplicar. estes foram os três cavaleiros do pré-calypso em eleições passadas. três candidatos considerados do baixo clero que pergunta-se: darão novamente o colorido opaco a um guia eleitoral onde o único brilho foi o da não inteligência?


domingo, fevereiro 05, 2012

tirem o celular do cu ou cacete dos celulares*



o paraibano celso furtado, enfim um ministro da economia que não furtava ninguém, nem a sí próprio, de dizer o que era realmente necessário, afirmou certa vez que o brasileiro tenta compensar o complexo de sub tentando ou querendo ser super - já viu? por exemplo, os aumentativos nos nomes dos nossos estádios? no nordeste então é uma graça. e na sua paraíba? que ainda tem aquela excrescência de ginásio chamada de ronaldão,contígua ao almeidão? porca miséria! é mesmo muito ão pra pouco chão de uma paraiba(joão pessoa)que pelo preço dos imóveis clava a parescença com florianópolis, mas lugar de cancão onde governantes cujos se autoclassificaram gigantes através destes aumentativos ginasiais desqualificados.


pois bem, a nossa superlatividade está anunciada e associada hoje ao numero de celulares no país(o celular é o esmegma do nosso subdesenvolvimento). são mais de duzentos e vinte milhões, ou quase. portanto, há mais celulares do que brasileiros. e se a coisa vai do jeito que desanda, vão ser mais celulares chineses do que brasileiros. e aí o esmegma, que já toca da geral a cobertura vai melar de vez a boca, os ouvidos, os olhos e os cus dos brasileiros. afinal, a maioria carrega o celular no bolso de trás, uma espécie de fetiche para os meninos e meninas. ou seja: o celular substituiu a "coca-cola" nas braguilhas masculinas e nos cózes femininos. se a radiação os faz brocha é outro viral.


deixando o esmega de lado, ou melhor ficando ao lado dele, passemos ao tópico de hoje. alardeamos então o número, a quantidade(qualidade não há em porra nenhuma, seja aparelho, serviço, conexão e o caralho a quatro) o que configuraria a nossa entrada no mundo digital da telefonia móvel, onde o 3G, por exemplo, na internet, dá saudades da net discada.


mas isso ainda não é o cerne da questão. a questão é: se há mais celulares do que brasileiros, a ejaculação precoce da nossa digitalidade não é suficiente para que o cidadão brasileiro, por exemplo, seja atendido nos 0800, caso não disponha de um fixo. seja nas concessionárias de água, luz, ou secretárias da fazenda, para não descer o caudatório sem fim das siglas que compôem a burocracia democrata no brasil, que por isso mesmo é restritiva em quase tudo que se vê ou ouve, melhor dizendo, fala, tornando-se portanto um problema da fala que não tem recurso só discurso de mal ouvidos.


se acaso o portentado possuidor de celular, seja pré ou pós, vai preencher um formulário de crédito em uma loja - até mesmo se contratar um serviço de 3G, por exemplo - vão lhe pedir um número de fixo, o que não deixa de ser uma estocada no piloro da nossa vã idade digital( o sujeito tem um celular da claro, por exemplo mas é pedido um fixo, pois celular não vale. bom, muito bom isso, vai ser conectado assim na casa do cacete, não é mesmo?).


se necessita, por exemplo saber porque está faltando água ou energia na sua rua ou bairro, e ligar de um celular, fodeu! aquela voz de tia no cio vai lhe dizer que o serviço só está disponível para números fixos ou coisa que o valha.  


então de que vale ter-mos duzentos e cacetada de mihões de celulares? se eles só servem para você metê-los no cu? tá bom, tá bom, vou manerar os "maneirismos", no bolso da calça de trás, e não cumprem a função de prover comunicação móvel para cima, para baixo e para os lados, num mundo digital onde a pressa, a imediaticidade de perguntas e respostas é quase tão necessária quanto o ar que se respira? eis outra piada de mal-assombro que as teles fazem conosco, e que é cobrada, tantas como as outras de baixa qualidade que são oferecidas.( aliás se o rafinha é processado por piadas de "mau gosto", porque as teles não?)


é de se imaginar então que o ministério das telecomunicações comunga com esta operação de compra casada, sim. afinal, se você tem um celular e precisa de um fixo para isso e para aquilo, serviço que pode ser feito pelo celular, e está sendo obrigado a comprar dois serviços, quando na verdade não precisa de um deles, pois ainda por cima a minutagem para fixo vem de brinde nos celulares(será por isso?) numa quantidade tal que deixa qualquer maroca papudaça mui preocupada em arranjar assunto para gastar tantos minutos à borla.


já os serviços de internet deveriam se chamar de serviços de telefonia fixa vip(very important pato). afinal, eu quero comprar internet e não uma linha fixa com um pacote de 11 mil minutos para falar o que? com quem? se eu tenho celular e facebook,twitter, e tudo o mais que me é anunciado como upa-upa! cavalinho da internet? como é que eu vou ser digital com um peso analogico destes? se para ter internet tenho de ter um fixo. só mesmo em país subdesenvolvido metido a super(nos preços cobrados).

mas aí ,sim, você diria: -  se não quer telefone associado ao serviço de internet, compre uma ligação 3G. sim, aquela que diz que a velocidade é de 1 giga, mas que só lhe assegura 10% da velocidade contratada, e que o tempo todo arrega para a seara do 2G, a 1% e olhe lá, isto quando não fica parada no engarrafamento de clientes demais suporte de menos- tal como em nossas cidades -  o que só serve para atiçar as mensagens do firefox ou google, por exemplo, a nos sacanear com o texto do " achamos que você está em uma conexão lenta por esta razão recomendamos " e aí nos convida a ir para o básico da nossa realidade chinfrim que é a de internet sub no serviço e, repetindo, super-super no preço. haja bunda larga, lordose, escoliose, bico de papagaio, trombose, flebite, e saco varicocélico.


200 milhões de aparelhos vendidos e coisa e tal. não vou falar dos problemas de entrega para quem compra pela internet, de assistência para quem compra nas insinuantes da sangalo, dos magazines da luiza, etc,etc, da espera de jó para entrar no labirinto das centrais de atendimento, e de tudo o mais que certamente, você como eu, que fazemos parte destes 200 milhões de brasileiros, não só metidos mas, tornados bestas pelas bestialização de ações de marketing que nos leva ao consumo do que não queremos, vendidos por quem nem isto pode ou quer oferecer. é o virtual tal e qual o real: nada funciona como deveria. a merda, como sempre, tresanda na terra de ninguém. no país dos zés alçados a plataforma móvel, na qual andam de salto alto mas logo apeiam tamanho o calo de pedregulhos na linha - que antes fosse a velocidade de jeg e não de tartarugas, já que é para bater nos cascos mesmo.


onde então a fiscalização, onde o serviço prometido e o tal respeito ao consumidor, onde o ministério público, o conar, o procom, o ministro(este não se sabe se ainda vai ou está lá)?( é parecença? ou só sabem sabem dar entrevistas pra ficar bem nas redes? não tiram os seus cus rosas, pretos, roxos ou nem por isso, da cadeira, assumindo o papel passivo de saber o que acontece, deixando o  consumidor ser empalado, e num item que também lhes toca, uma vez também vitimados já que estão na lista dos 200 milhões? ou não?-  e não me venham falar em soluções de conciliação. conciliação é o celular da sua mãe entalado bem perto do lugar onde você nasceu. aliás, é por conta de conciliação que somos tratados como vacas de presépio).


por isso não vou lhe dizer onde está o respeito, nem aonde estão os desrespeitados portadores de supositórios digitais, para não me acusarem de chulo ao atacado. mas se não agora, já já você vai sentir alguma coisa, que pensa você ser o celular, vibrando no bolso do seu cós. mas lamento informar que a vibração é um sinal também de outra ligação terra: aquela que certamente pela alegria de contactar mais um orifício por onde entra a onda e sai a grana, afanada pelo estupro que é praticado contra o consumidor, a cada toque retal que levamos de forma analógica, por um serviço que se diz digital e móvel mas que é viciado, paradão mesmo num fixo, o que não deixa, ao fim e ao cabo, de ser uma fixação só. 

*originalmente publicado no elixirparegorico.blogspot.com





domingo, janeiro 29, 2012

certezas da dúvida


houve tempo em que não duvidei de que o talento era insumo de alguma importancia para a publicidade. enfim, para a atividade de comunicação. fosse ela de marketing ou não, era fundamental, tive esta certeza.

hoje, tenho a certeza de que não. o talento é minimamente necessário e olhe lá quem o vir, pedir, empregar ou o possuir. basta a atitude para você passar de ano. e por média, sem dúvida.

tudo que o talento faz hoje, quando há - é raro, mas sobrevive, em guetos e outras periferias, afetado que seja -  é para face-bookear tão-somente o seu "talento de atitude" (ou seria altitude?), performance que difere muito, mais muito mesmo, e bota muito nisto, do talento visceral, que se manifesta na penumbra dos jobs, sem as vaidades dos ciclos e do círculo de atitudes( e altitudes) cuja relação final com a qualidade resulta em fuga pela escada de incêndio quando ela se torna necessária no cotidiano para além dos paradigmas dos prêmios.

a atitude de um talento propriamente dito, é vista agora como ultrapassada e não só: é também romântica, burra e portanto não se encaixa.incomoda até. onde já se viu isto? só porque tem talento, pensa que pode sair do chão? e assim ficou trancado no poço do elevador ou rolou escada abaixo empurrado, decerto, por algum estagiário mais preocupado com o visual de seu novo tablet, que é como demonstra in loco para a chefia, o seu mais desta atitude sem latitude da qual falamos(só não pode ter um tablet melhor do que o da chefia, porque ai, se fudeu!) sim, o talento falso, lambe-cu como ninguém. é mestre de bastidores, encenações e futricas, urdidas nem sempre com o mesmo talento de totem.

já o talento nato, ainda só não desapareceu porque alguns prédios, talvez por serem antigos,onde funcionam algumas agências de publicidade e comunicação, tem ainda a figura do zelador, aquele que mal vemos e cumprimentamos, tamanha a azáfama de sua insignificância, inserida em  macacões escuros, sanduicheira, chaves e vassouras nas mãos, sempre ocupadas com anúncios rabiscados dos jornais de ontem ou caderninhos de palavras cruzadas do amanhã. e que sem medo da existência do que quer que seja, socorre e liberta o verdadeiro talento(quem já não ouviu falar em histórias de fantasmas em prédios velhos e vozes e gritos saídos do poço do elevador?) senão rumo ao topo, para outros becos sem saída, que agora se chamam tendências. uma denominação assaz talentosa - que assim se insinua -  para modismos do nada e outros mamados memes à bordo, para os quais o talento real não se imola.


sexta-feira, janeiro 27, 2012

social, até certo ponto

fui almoçar com um amigo, publicitário, que há bastante tempo não via. 
almoço agradável. se fosse um ser publicitário como os outros, diria agradabilíssimo. publicitário, não sei se você sabe, adora os superlativos e hipérboles - principalmente no que diz respeito ao seu talento e seu salário. referência sempre maior ao talento do que ao dim-dim propriamente dito.aliás quanto menor o talento, maior a hipérbole sobre o excesso de e nunca sobre a falta de, isto em sua auto-crítica. não posso dizer que seria assim inversamente proporcional, porque existem realmente os talentosos, que ainda assim, ou talvez por causa disso mesmo, não dispensam a hipérbole. deve ser por isso que durante muito tempo falou-se que o melhor negócio do mercado era comprar um publicitário(ou homem de marketing, primo filho de casamento entre primos de primeiro grau) pelo preço que ele vale e vendê-lo pelo preço que ele acha que vale. os poucos publicitários modestos que conheci, traziam a modéstia no sobrenome de família ou no apelido, na maioria das vezes jocoso. e os que realmente eram, não o são mais: ou porque morreram ou porque deixaram a profissão. quanto a mim, a modéstia me impede de fazer qualquer comentário. quanto a ele, deixemos por conta da sobremesa que ficou para outro dia, quem sabe daqui a mais um ano.

mas voltemos ao almoço. agradável como disse. e talvez porque o ambiente nos lembrava um país que tanto gostamos, e onde trabalhamos por parte significativa de nossas vidas, não foi um almoço cusco. traduzindo o termo : onde não ficamos a dizer mal de ninguém(quer dizer não tão mal); a coscuvilhar a vida dos outros, a sexual principalmente; não nos deixamos levar pelas futricas e baixios de uma profissão que cada vez mais se presta a comentários, digamos assim, desniveladamente construtivos, tal o alto-nível baixo praticado à sorrelfa, e a descoberto, num exercício de auto-combustão que é hoje a atividade. publicitário adora falar mal de publicitário. isto não é novidade, o falar mal, em nenhum tipo de atividade. mas publicitário, claro, adora falar mal pensando que só ele faz isso. e que ninguém faz tal melhor do que ele. estando em pernambuco, deve-se acrescentar: ninguém no mundo melhor do que ele.

voltando mais uma vez ao almoço, além das recordações e saudades sinceras da terrinha, incluindo principalmente as gastronômicas e paisagísticas, servidas com os comentários entristecidos sobre a definhada economia portuguesa, que já do nosso tempo era franzina, apesar das loas - na época - a entrada do portugal claudicante e suplicante a comunidade européia, o que quase já nos faz mais portugueses do que os joaquins e manueles e nos quases-quases mais do que o dono do restaurante, por aqui há décadas. a ponto de já ter-se tornado por demais brasileiro. o que sentimos no sotaque, não da língua, mas no verdadeiro calão( sim, calão é gíria ou palavrão, lembram da expressão luso-brasileira, palavras de baixo-calão?)que é transformar o outrora bolinho de bacalhau referencia em batatatau por excelência, no que deixamos recado ao próprio e não a ementa, quer dizer no cardápio. isto acabou por render reminiscências também sem lágrimas de parte-a-parte, e boas risadas que apesar de boas não as deixamos barato a preencher a falta de bacalhau nos bolinhos - se tívessemos visto a conta antes, com certeza não nos ririamos tanto. e já agora, mais uma vez, entendemos porque ele se ria bastante mais do que nós, e da nossa autêntica bestialidade em contar anedotas onde os parvos são eles, os portugueses, e não nós, que sempre achamos sempre e sempre que estamos sempre a levar vantagem, até sobre nós mesmos, quando a história mostra que não é bem assim, mesmo hoje quando portugal embica a proa - não se esqueçam que quem é do mar não enjoa.

isto posto, falamos sobre o futuro, o que com certeza também nos diferenciou da malta do presente que tem uma certa experiência no só ficar no passado pra trás. e como o futuro a zeus pertentece, hora do batente, para ele, pra mim do dormente, nos despedimos. e o almoço só não foi completo porque não finalizamos com um bom expresso - que não há em recife, por mais que se vangloriem as deltas de cá - e um moscatel, que é coisa de quem sabe que o vinho do porto só vai até certo ponto da garganta em seco.

abraços sinceros e uma despedida onde improviso provocativo: voltei recife, foi a desgraça que me trouxe pelo braço( a truca só vale para quem conhece o hino da volta ao recife, argh!) gargalhamos e assim como começamos o almoço, nos despedimos com a amizade preservada até o próximo almoço que quanto mais distante melhor.

almoçassemos nós todos os dias e seríamos inimigos, sequer cordiais. a natureza humana do publicitário não vai além disto.


quarta-feira, janeiro 25, 2012

o buraco de woody allen é mais em cima. o nosso, nem acima nem abaixo: de tão arrombado foi tapado

nos anos dourados da publicidade. coisa dos anos sessenta. um famoso publicitário, da área de atendimento, inclusive, ousou dizer, e há controvérsias que fosse em tom de facécia, ou chiste, como queiram, que a propaganda até que era um bom negócio, o que atrapalhava era o cliente.

muito tempo depois e muita água idem, rolada  por baixo e por cima  da ponte, já que agora somos o país das enchentes e como não somos dos diques, holandeses, graças a nossa eterna mania de tapar buracos com as mãos grandes e não resolver os problemas como se deve, o  mercado parece finalmente ter evoluído ou melhor dizendo mudado o papel dos atores.  

agora, publicitários não precisam mais se preocupar com o atrapalho dos clientes. são eles mesmo que atrapalham - e como!. aliás ninguém atrapalha mais que os publicitários. finalmente aconteceu o que ninguém jamais pensou ser possível, nem em brief para estagiário,  publicitários todos unidos. e olhe que publicitário unido era algo impensável até em filme da sessão da tarde, fazendo a coisa como não se deve: ninguém a favor da boa propaganda e  todos a favor da derrição do negócio. um roteiro de woody allen não faria melhor.

aliás, a grande falha de meia noite em paris é que não tem um buraco para o contigente em defeso, e indefeso, mui pequetito diga-se de, e por esta passagem, de publicitários não derricidas. de modo - e não de moda - a que nele se metessem para sair do buraco que estamos, reaparecendo nos tais anos dourados , lá  onde se podia deixar a causa dos problemas aos clientes, como sempre foi, e para nós o papel da solução.

como tal não acontece, ficamos então batendo cabeças, e também na parede, literalmente.
tal e qual batedores de carteira no metro, a espera de novos incautos da composição seguinte. frustrados - mas sem perder a pose, ó a pose de publicitário, jamais perdida, mulheres ricas perdem feio - por aquilo que julgávamos ser e ter de mais esperto e especial  do, e de quem quer que fosse, sem saber que estavámos transformando nosso negócio na pescadinha que morde o rabo, loop que simboliza o nosso flop, o que ninguém imaginou por mais inteligente e chico-esperto que fosse que aconteceria, e em tão pouco tempo.

pois bem: dizem alguns que isto é simbolo de renovação( bicho que come o próprio rabo, eu hein!)para os chineses, principalmente. não dúvido, pois está sendo. mas para nós e o nosso negócio, permitam-me duvidar de todo e qualquer tapado que quer cavar um buraco apenas para se esconder enquanto torce para que a onda passe, enquanto outros simplesmente aproveitam a desgraça para intrujar o butim.

não há nada de zen nesta onda. é o trem descarrilhado passando ai bem ao teu lado, se não em cima do teu próprio rabo, neste momento que está enfiado até o gargalo na tua boca.





sábado, janeiro 21, 2012

luisa é uma moeda de duas faces: a cara do momento é fake. a verdadeira é a coroa.

luisa rabello
luiza helena trajano
memes são como eletrons fujões. e na esmagadora maioria estão a serviço de uma movimentação ideológica que intensifica o contágio da estupidificação e idiotia que grassa na sociedade brasileira neste momento.

dirão alguns que uns raros desafetos estão tratando o tema com demasiado rigor. atribuirão inveja, azedume, neurose, ausência de sense of humor. mas o momento não está para brincadeiras. ainda mais quando o meme em causa, é um avatar virótico que invade o senso comum e destrói valores que já andam de mal a pior no brasil, a saber: a cultura ( a erudita ou popular verdadeira ), o senso estético refinado, e os valores éticos e de honorabilidade em relação ao valor da inteligência e tenacidade para com o trabalho em qualquer atividade.

luisa que está no canadá tornou-se um hit  gerado pura e simplesmente através da manifestação da imponderabilidade, cujo start deu-se a partir da conjunção, sempre malévola, da mediocridade com o arrivismo, da jequice absoluta com o société empertigado(temos aqui um pleonasmo, pois não?) mas que não foram reunidos por acaso, dado o histórico dos envolvidos. sejam cliente, agência, e os personagens.

para quem tem uma vivência mínima da paraíba, ,joão pessoa no caso,sabe muito bem que o contexto em que urdiu-se o "menos a luisa que está no canadá" não é o de pura e simplesmente justificativa en passant da ausência de um membro da família para manter a  "unidade lógica do roteiro do comercial". e as negativas de que a frase soou pedante mas que assim não o era para ser, é tão risível - e perigosa - quanto o comercial. luisa, agora todos sabem, é filha do colunista social gerardo rabello. e o colunismo social, para não perder a viagem, e suas páginas, como alguém já disse, é o que está mais perto da página policial. na paraíba então, o colunismo social acerba a simbiose colunáveis-colunistas com uma característica bem peculiar ao nordeste. ao contrário de outras cidades, lá os maiores alpinistas sociais são justamente os colunistas e não as pretensas socialites que a todo custo querem se auto-promover. o que não significa que isto também lá não exista. colunistas, dos mais enganalados aos menos cotados - colunista  é o que não falta para uma boca livre seja do que for -  são artífices do comercio leviano, para além do comércio gerado pelas aparências em suas colunas, e criam os mais diversos "produtos de "marketing" para dar sustentabilidade e visibilidade a vida de regalos - fúteis, mas regalos - que de outra maneira não conseguiriam ter. basta acessar os sites e ver as manobras utilizadas para tal. portanto o meme originou-se sim a partir da pretensa afirmação de distinção social  pelo fato de ter uma filha estudando no estrangeiro. assim como  a auto-promoção do aniversario do colunista comemorado em paris e sua auto-documentação na coluna o que se coaduna com o conceito exclusivo do " altiplano nobre".

mas a questão maior não é esta. tampouco o é a má qualidade do comercial. isto para não falar que apartamentos a este preço não necessitam de midia de massa para sua comercialização. mas isso seria acabar com a boquinha dos veiculos que "dão" um lustro na vaidade do cliente(eh! joão pessoa!) que ainda por cima aprova comerciais de maquete. a versão estrelada pela luisa então, não passaria por quem tenha o mínimo de senso profissional. só confirma a jequice indisfarçável da qual todos querem tirar partido e sua contribuição aética ao país do "não importa como, todo mundo quer comer e se dar bem". e aqui reside o busílis da questão: a fomentação sob a tônica da sorte do ideário do sucesso pela via da "famosidade" na qual agora todos concentram seus esforços(entenda-se por esforço, o rosto bonitinho, a bunda apetitosa, o tórax sarado, a gag rasteira e por aí vai). intelecto pra quê ? foda-se então o foco no trabalho. foda-se a obstinação pela busca do melhor, foda-se ,e bota foda nisto, a qualidade. e por conta disto foi subvertido o guide line: o único lugar onde a palavra sucesso vem antes do trabalho é  no dicionário. para muitos, isto é uma conquista. para a sociedade no seu todo, é uma tara suicida.

luisa, ainda que seja um fenômeno passageiro - no futuro todos teremos os tais 15 minutos de lama, ad eternun( é lama mesmo. e não fama) - assomou o universo virtual de uma maneira avassaladora para os que se tornaram vassalos para sempre da risota que os mantém ajoelhados. aqueles que tem como objetivo de vida a riqueza ou o sucesso, escuso que seja, acontecido em um clique, que é o que vai se injetando no cerebelo da sociedade cada vez que tal acontece. e para isto os argumentos e práticas são\vão, do aparentemente non sense inocente, as teses pseudo fundamentadas. tal como expressas no caso do fenômeno da vez passada, quando um colunista de um famoso portal(confira no post a fama pelos fundos, aqui no cemgraus) justificou como queixumes do complexo vira-lata o repúdio a qualidade musical do michel teló. justificando que o medianeiro havia conquistado o mundo anglo-saxão, coisa que nem o rei roberto havia conseguido. o que é ainda mais perigoso, pois alimenta o ciclo combustivo de rebaixamento e esgarçamento de valores estéticos, de memória, do que realmente tem qualidade e o que não passa de lixo, ainda por cima com inverdades históricas e espirituais. e para arrematar os que já gostam de tirar o pé no chão, e desestabilizar a memória, é bom lembrar que hoje exportamos michel teló. mas antes, exportamos carmem miranda, bola sete, tom jobim, joão gilberto, e a bossa nova, que a partir do célebre conserto no carnegie hall conquistaram não só o mundo anglo-saxão como o mundo todo, e para sempre, sem esquecer sérgio mendes, almir deodato, flora purin-e até mesmo sivuca a dar aquele plus na discografia de paul simon. agora michel teló: tenha dó.como bem o disse o nascimento, não o capitão, o apresentador, nós já fomos mais inteligentes.

a luisa de agora representa o fake, a ilusão delusiva dos rabello - até no gap entre as fotos montadas e a aparência atual, tsk!tsk! é a antítese da luiza helena trajano. a luiza do magazine luiza; que começou a trabalhar aos 12 anos como balconista(a loja ainda se chamava a cristaleira, fundada em 1957 em franca, são paulo);que se tornou um case de marketing inovador e internacional, estudado por pesquisadores mundo afora; que foi convidada para ser ministra de dilma; que opera desde 1992 sem nenhum tipo de prejuizo; que foi pioneira na operação de lojas virtuais;que dá emprego a mais de 21 mil pessoas em mais de 600 lojas e que chegou ao nordeste e a  paraíba através da compra das lojas maia)

esta é a outra face da moeda e da história que passa desapercebida para a maioria da vassalagem memética da luisa fake. apesar de em quase toda grande cidade - e não só - dos livros, e das dezenas e dezenas de reportagens, e do seu nome estar nas fachadas sob a forma de magazine. esta sim é uma história de trabalho, de esforço, de obstinação, de foco, de inteligência aplicada, de muito trabalho para a quase chegada ao topo (a quarta maior rede de varejo do brasil, prestes a se tornar a terceira). e isto não caiu a tiracolo dos bordões estéreis. aconteceu com base nos fundamentos do trabalho. fundamentos que são hoje desprezados pela esmagadora maioria de um povo que se masturba em memes e que caracteriza cada vez mais o trabalho como burrice, minando a força da realização que só o trabalho possibilita. e que é o que faz a diferença entre uma grande nação e uma nação grande.

a nossa esperteza deixou de ser inteligente no momento em o que mal feito, a cagada, seja ela acidental ou intencional, tornou-se risível pela paródia  que somos hoje e que pensamos jamais ser um dia de verdade já sendo no entanto.

a luisa  fake não se sustenta para além do espirro, pum ou pura diarréia. vai pro ralo tão logo acabe a ressaca dos memes espumantes.

e viva o carlos nascimento!.

in tempo: blog do magazine luisa, parece também ter sido vitimado pelo senso de oportunismo que atingiu a todos no afã de querer faturar, aparecer, resultar fácil, com a fake, criando uma promoção(até que orgânica ao contrário das tuias que foram feitas por ai) que utiliza o meme. mas o que diria luiza, a do magazine disto? que agora já são duas moedas que tem a mesma face?



quinta-feira, janeiro 19, 2012

esqueceram de mim ou: tá todo mundo aqui,inclusive a luiza, menos a marca que foi pro cafundó

a construção de marcas objetivando diferenciação e através dela a consolidação de produtos, bens ou serviços, ou delas mesmas é, ou deveria ser, o objetivo de toda ação de comunicação de marketing(publicidade, r.p., assessoria de imprensa,ativação, e por aí vai) seja tradicional, digital e os escambau.

contudo, isso parece ser o que menos importa. principalmente quando equívocos como o "menos a luisa que está no canadá" são alçados pelo lado cafuçu da internet a hit do momento.

não se trata de uma visão cristalizada de marketing. se assim o fosse diria que quem teria de virar meme seria o nome do empreendimento, a construtora, o agente de vendas, e para muito além deste lançamento em si, configurando à marca um aumento significativo de share: of mind,market e heart. desculpem a pronúncia, mas se um marketeer não fala assim ninguém respeita, não é verdade? mas alguém respeita um marketeer? (ainda mais na paraíba?).

ao que tudo indica, o comercial bombou e babou justamente quem não deveria aparecer para além da sua função de escada: luisa e gerardo rabelo,  o que aconteceu ainda mais na esteira da ação a partir do "youentubas". 

gerardo, que já é um mestre sem cerimônias em aparecer, tipico do colunismo social que se pratica na paraiba, aquele que faz de um tudo para manter-se em evidência - lá isso é opção existencial e meio de vida -  é que acaba sendo o grande beneficiado do comercial e da repercussão, ainda que passageira. e justiça seja feita: não se pode dizer que isto foi arquitetado por ele deliberadamente. era este o objetivo? alçar a mídia nacional e sabe-se mais o quê, gerardo e luisa? se foi, foi um golpe de mestre. se não, apenas um golpe de sorte ou apenas mais um golpe. pode-se argumentar que o frenesi gerado por acaso - se alguém me provar que foi intencional nem assim eu acredito -  levaria por indução à procura - o que necessariamente não se traduz em venda - e muito menos ainda em valor agregado a produto, marcas e empresas envolvidas no lançamento. mais pobres ainda foram os anúncios ditos de oportunidade,mas que não passam de oportunistas, corroborando como é rasa a temporada de veraneio da publicidade paraibana(e não só). ninguém foi capaz de aproveitar o tema, de cometer a paródia, sem ser também vitima da chiste, do complexo paraíba, que ao fim e ao cabo é o que é - e não passa disto - o hashtag da hora.

o que é mais sem graça disto tudo, em meio a risota geral - tá todo mundo rindo de você e não com você  - o que não é apenas um detalhe sórdido é muito mais -  é a chamada markeopia, a míopia de marketing, que está achando e alçando tudo isto a um máximo, quando na verdade a repercussão deve-se a falta do senso do ridículo na construção da situação e no arquetipo utilizado para a realização do comercial, que assina em baixo a jequice social que é uma das marcas, esta sim, bem posicionada dos colunistas e colunáveis da sociedade local - alguém reparou no "achado" de guetificaçao do comercial criando um altiplano nobre ? para um bairro de tradições outras? e que agora pretende-se que seja o endereço perfeito para a sociedade paraibana? que efeito demolidor. é a consumação das açoes para a ocupação vertical do bairro que durante anos foram interditadas(ou tentou-se). mas a nobreza venceu. isso é que é nobre, não é mesmo? bota nobreza nisto. e quando a nobreza vence, sai de baixo que lá vem, mais, literalmente e simbólicamente falando, merda.

o mercado paraibano, e certamente quem criou o comercial deve estar em frenesi. mas a falsa modéstia os alijou desbragadamente do youtuba? ou de quaisquer outras motores de fusca? nada de trending topic sobre os rapazes ou moçoilas da ficha técnica? ninguém fala da agência ou dos criadores, o que é sempre suspeitíssimo em publicidade(este digamos low profile não reativo) e confirma as suspeitas de que o tiro saiu pela culatra ou no mínimo atiraram no que viram e acertaram no que não viram. afinal, a genialidade da publicidade "paraibana" extrapolou as fronteiras de bayeux e santa rita, obtendo visibilidade ímpar mas que não chega a 0,5 % dos rabello. ainda assim não é pouca água, pois o ribombo até então não foi alcançado por ninguém. mesmo passando o chapéu de couro a ouro, com jurados mais famosos que os trabalhos inscritos, programados para dar mais visibilidade(credibilidade é outra coisa) aos resultados. agora fala sério: é deste(mau) jeito pelo qual o mercado e seus players quer ser reconhecido? publicitários estes? nunca serão senhores, jamais serão.

resta um consolo. como todo material desta ordem, não dura o tempo de se roer um pirulito. por mais delicia que seja a lulu, vai ser bom não foi?o michel teló que o diga, já foi!(tarde).

assim será com mais este hit. luisa volta, volta luisa, volta pro canada. e volta logo antes que o rafinha bastos te comente.

in tempo: se você é dos a favor( eu sou dos contra muito pelo contrário) pegue seu passaporte e adira ao facebook do movimento, liderado pelo mano - família ê, família á - para a recepção a luisa no aeroporto castro pinto, pequeno, por sinal, para o tamanho da repercussão da menina. cafuçus 2012 já tem musa. quem sabe em bloco vão pro canadá.















quarta-feira, janeiro 18, 2012

toda revolução é romântica. mas nem toda(ou todo) romântica é revolucionária.


“não é o que você diz que estimula as pessoas, é como você diz”. bill bernbach.


bernbach não inventou a publicidade, ele a reposicionou(ele não iria gostar nem um pouco deste termo, desculpa bill). um visionário,ainda há quem o desdenhe, estigma com o qual sempre se atacha aqueles que saem do lugar comum. principalmente os falhados, o que não é o caso dele. muito em contrário.

bill, não se encaixava na pasmaceira publicitária da sua época - da nossa então, xííííí. com argumentos de força(muito presunçosos diriam outros tantos) peitou o mercado e dentro dele clientes e os próprios publicitários, pois não se conformava com a mediocridade. e assim sendo causou a revolução criativa que marcou a década de 60, principalmente com os trabalhos realizados para a volkswagen, entre eles aqueles que você certamente conhece e que são reconhecidos como a melhor campanha do século XX. sim, provavelmente você deve, se conhece algo para além dos controles do seu ipad,ipod,iphone, achá-los coisa de museu. praticamente só tem texto. mas responda cá, na lata: você conhece alguma campanha de automovéis atuais que tenha pelo menos metade da sagacidade( você sabe o que significa sagacidade não sabe? eu sou otimista e assim espero que o tio google lhe ajude) das dita cujas bernbachianas? ah! sim, muito visual, photoshop a dar com pau,efeitos especiais de fazer inveja a bollywood? mas eu tô falando de idéias, conceitos,? bom deixa pra lá, porque só temos campanhas de merda mesmo. ao que parece os publicitários de hoje eles entendem o think small do bill na forma literal, afinal, publicitário de hoje em dia não sabe conceituar. só photoshopar e chamar quem pensa de desantenado com as tendências da hora.

“A verdade não é verdade até que as pessoas acreditem em você e as pessoas não acreditarão em você se elas não souberem o que você está dizendo, e elas não saberão o que você está dizendo se elas não ouvirem você, e elas não ouvirão você se você não for interessante, e você não será interessante a menos que você diga coisas imaginativas, originais e frescas.”

"muita gente concorda que a década de 60 foi a década de ouro da publicidade. Mas pouca gente sabe que a década de 70 não. marketing estratégico com suas pilhas de números foi, por um longo tempo, rival da publicidade. a chegada do conceito “posicionamento” criada por al ries levou a publicidade das empresas de volta a sem graceira da década de 50. empresas testavam campanhas antes de veicular, realizavam pesquisas e mais pesquisas na tentativa de posicionar o produto e deixaram de usar uma publicidade adequada. os comerciais haviam perdido sua graça. um exemplo do embate entre estratégia X publicidade é o do refrigerante 7UP: na era das colas, ao invés dele ser posicionado como refrigerante claro com sabor de limão, ele automaticamente se tornou conhecido como “o não-cola”. isso foi antes de ries e seu conceito, a publicidade havia conseguido posicionar o 7UP com muito menos ou quase nenhum número.  

e o que isso tem a ver com bill? uma década antes do termo posicionamento ser escrito pela 1ª vez, bill disse: “você pode dizer a coisa certa sobre o produto e ninguém irá ouvir”. e bateu de frente contra a pesquisas e dados dizendo “quanto mais intelectual você fica, mais você perde as habilidades intuitivas que realmente tocam as pessoas”.

"bill bernbach reiventou a publicidade, ensinou publicitários a ser mais do que meros vendedores anônimos. “a boa publicidade aumenta vendas, a grande publicidade constrói fábricas”. há cinquenta anos atrás bill trombava como mercado afirmando que publicidade meramente vendedora e sem brilho era ruim para o cliente e para o mercado como um todo." (o homem era o júlio verne da propaganda, não deu outra).( ah! eu sempre me esqueço do quociente intelectual da geração publicitária atual: júlio verne, corre logo para o google, era escritor francês de ficção científica no século XIX(19)(viagem ao centro da terra, vinte mil léguas submarinas) previu com uma margem de trezentos metros o local onde o homem viria pousar na lua, chute? c´est possible mes amis. mas,a boa publicidade também se faz com alguns bons chutes, mas como o futebol hoje também deixa a desejar o resultado de tanta bola fora tai mesmo)

parece que todos concordamos que "esse mal provavelmente nunca vai acabar, mas bill parece ter deixado um legado contra a propaganda do “melhor e mais barato” e “ofertas imperdíveis”. 

resta saber quem será " românticamente revolucionário" para tornar este legado um legado padrão para além das leituras* e salas de estudos.

afinal, por menos que pareça,"consumidores são espertos. siga o exemplo deles".


* boa parte deste artigo,incluindo as citações e alguns trechos, foi copidescado a partir do blog pequeno guru, que afirma textualmente que é apenas um entusiasta do marketing e não o que quer dizer o nome, assim disse sylvio ribeiro, o que talvez soe pretensamente humilde para além da conta. .


(1) medíocres e famosos, sejam do ramo ou não, incluindo os professores, ah! os "professores" de publicidade, gostam muito de citar o bill mas sempre ressalvando que ele fez isso no tempo em que a propaganda era uma atividade romântica. caberia aqui o calão e mal-dizer que romântica é o caralho?

(2) outra coisa, ia me esquecendo. atentem para o visual do bill. imagem não é tudo. não é porque o cara era da criação que teria de se vestir como o james dean. as idéias dele e que estavam vestidas assim. e isso foi o que fez a diferença.

terça-feira, janeiro 17, 2012

só dói quando nós rimos

durante muito tempo circulava uma tirada gaiata que dizia ser o salário de publicitário, os valores obviamente, a segunda maior mentira do mundo - a primeira, naquele tempo, década de 80, era a sexista  "só vou botar a cabecinha".

evoluimos. somos mais abertos, somos? não fazemos mais afirmações de sentido e salário duvidoso.  salário de publicitário agora é salário de trabalhador escravo(da carga horária as chicotadas das pressões) se disser-mos que é um dos, ou o segundo pior do mundo, não vai ser mais visto nem como a primeira ou segunda maior mentira do mundo. podem acreditar que é a mais pura verdade. e a verdade, como diria o filósofo, dói, ou melhor dizendo, como exprime-se a rafaméia: arromba. isso para quem ainda ganha salário. pois cada vez mais e mais  na profissão ganha-se menos em espécie e mais em experiência. o que por si só já é uma - entre tantas - péssima experiência.
agora os donos de agência - não confunda dono de agência com publicitário - continuam contando mentiras cada vez maiores, principalmente para o pessoal da criação.e estas estão entre as primeiras ou segundas maiores do mundo, globalizado que seja.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

na falta de perspectiva

a homenagem, eu não discuto a justeza. afinal, vivemos num pais onde no panteão de heróis nacionais tem um duque matador de criancinhas e sabe-lá mais o que fizeram nossos barões, princesas e marquesas, tão homenageados que foram, até em dinheiro, moeda que vai onde pessoas de certas qualidades não deveriam estar.
agora que o resultado construído da arquitetura do parque dona lindú é de fazer corar o neymar, quer dizer o niemeyer, isso não há como negar. ´e um estampido na cara. só de helicóptero o prédio adquire algum volume estético aos olhos. aliás, perspectiva não é algo que os arquitetos estudam? não se pode ter uma visão com os pés na terra do parque, quer dizer de parque não há nada, das construções, porque só de dentro d´água se alcança a distância mínima para " volumar" o que de perto mais se parece com duas manilhas gigantes(sem a serventia delas).
falo isso agora porque querem fechar o centro niemeyer em espanha. que fechem estão o lindu e levem a velha senhora para nominar o centro. e fica o mal feito pelo bem feito e pronto.

p.s. eu nunca vi algo inacabado ser inaugurado tantas vezes como foi o parque dona lindu. a cara de pau dos inauguradores de plantão superou as expectativas desta vez.

domingo, janeiro 15, 2012

paralaxe

é voz corrente que publicitário gosta de aparecer - até fizeram anúncio, ruim, sobre isso.
mas trata-se evidentemente de uma injustiça. aparecer? só? qual nada. publicitário gosta mesmo é de parecer. e, os melhores, fazem disso a vida toda.
o a foi simplesmente um erro de revisão.

sábado, janeiro 14, 2012

ledo engano

anunciamos para breve ser a quarta economia do mundo e nosso "maior" produto de exportação do momento é o michel teló.

anunciamos para breve ser o quarto mercado automobilístico do mundo e por aqui são vendidos como extra - ou apresentados com ofertaço - bancos de couro, ar condicionado, ou até mesmo jantes de liga leve e os acionadores elétricos de vidros e travas e outros babilaques mais que até carro chinês oferece em dobro, enquanto os itens de segurança são menosprezados tanto como a qualidade da nossa gasolina.

e no negócio do marketing e da propaganda, frente a estas possibilidades, anunciamos que vamos crescer em milhões ou bilhões ( há aqui muito de fraude nestas contas estejam elas acima ou abaixo das aparências) que se espera- sejam movimentados com este crescimento de quarta,  afinal partem da premissa do trabalho escravo de estagiotário, e publiciotários idem, que são remunerados em condições iguais ou piores do que os terceirizados da zara.

mas quem se importa com isto? o importante é manter o negócios como está.de anúncios que não se sustentam, business que vive cada vez mais de aparências e dormências, que se repetem nas notícias de contas conquistadas e daqueles que dão as cartas - e as  caras -  em festas onde também tudo é aparentado.

a hipertrofia do nosso subdesenvolvimento nos leva a um crescimento cada vez mais relativo e esvaziado.e se assim o é movimentado por aqueles que se dizem experts em marcas e alavancas que seria de nós se assim não o fosse ?

sexta-feira, janeiro 13, 2012

não é marketing. é marketing puro

A Edwin foi fundada no Japão em 1947 pelo Sr. Tsunemi, um apaixonado por denim (tecido do jeans), que inspirou a importá-los diretamente dos Estados Unidos já que não era fabricado no Japão naquela época. A partir de 1951 o denim passou a ser fabricado pela primeira vez no Japão, mas sua qualidade era muito ruim além de caro, sendo assim, Sr. Tsunemi resolveu colocar a mão na massa e produzir seus próprios denins. Em 1961 fez seu primeiro par de jeans com a MARCA EDWIN, que na verdade significa uma inversão nas letras que compõem a palavra denim e invertendo o M que virou um W.
Recentemente, até como uma forma de buscar a essência do Japão mediante seu inacreditável poder de resiliência, produziu um vídeo absolutamente maravilhoso em todos os sentidos que mostra um dia na vida da EDWIN e o seguinte texto manifesto:

“Por 35 anos, Edwin Japão tem trabalhado na melhoria da eficiência, qualidade de construção, métodos e lavagem estudando as máquinas utilizadas no processo de fabricação de denim.
É impossível melhorar o que se faz sem gastar o tempo diário, transformando a profissão em um ofício. Os técnicos em denim Edwin são artesãos de verdade, seu empenho e atenção no produto é o que torna o produto Edwin melhor do que os demais disponíveis no mercado hoje.

Eles são ‘engenheiros’. Cada pessoa é responsável por manter e melhorar suas máquinas. Isto significa que cada máquina é personalizada para criar formas únicas de fazer denim. Mesmo dentro das  fábricas de jeans mais reconhecidas ao redor do mundo, você não verá o nível de perosnalização e atenção das máquinas que se pode ver nas fábricas da Edwin no Japão.

A maioria dos técnicos nas fábricas e lavanderia Edwin trabalham na empresa desde o seu início. Isso significa que eles têm uma compreensão total da sua máquina.  As máquinas da EDWIN JAPAN são exclusivas, o que define sua força enquanto fabricante mundial de denim. Não há uma única máquina que não tenha sido personalizada pelos técnicos.
Os novos técnicos são treinados por dois anos com um veterano antes que esse se aposente. Isso garante consistência absoluta na qualidade. Há muitos elementos únicos de fabricação para EDWIN, que infelizmente não podemos mostrar para preservar o sigilo dos processos.

Estes elementos estão em vigor há muitos anos, e nunca se falou sobre utilizá-los como uma ferramenta de marketing. Para a Edwin esse é um processo padrão.”
(no blog do fábio madia)

veja o vídeo http://vimeo.com/edwineurope/japan

misterwalk sugere à colocação em prática junto as equipes de uma agência de propaganda na formação de núcleos no atendimento as marcas e produtos dos clientes e também no núcleo de marketing e produçã do cliente.  mas vou avisando logo. eu tentei e não consegui. decerto porque sobrou marketing na(s) agências( e no cliente) e faltou o puro, para o qual é necessário o exercício diário da humildade, determinação e acima de tudo a vergonha na cara de se contentar com todo o tipo de porcaria e empobrecer ou enriquecer por conta disto.
mas quem sabe na próxima descarnação conseguimos.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

não é só a publicidade que diz que fez o que não fez


o jornalismo da globo, todo mundo sabe como é - ou deveria saber. acreditar nele é como acreditar em papai noel( e bonzinho ainda por cima), em gnomos, e naquelas que dizem trazer a pessoa amada em três dias. depois de internautas acusarem o fantástico de copiar matéria, o jornal nacional dá créditos à band, por conta da matéria exibida como inédita pelo fantástico -  inéditas são as desculpas, pressionadas goela abaixo, sem deixar de perder o sotaque global que logo,  para não perder a má compostura, afirmou que um repórter seu já havia pincelado o tema. (o texto abaixo é do site comunique-se. a ilustração do blog jornalista de araque que faz menos araque e mais jornalismo do que muita empresa por ai).

No último domingo, 8, o ‘Fantástico’ anunciou que exibiria uma matéria inédita sobre fraude em postos de combustíveis. Mas quando a reportagem foi ao ar, as críticas à Globo infestaram a internet. 
Telespectadores e internautas acusavam a emissora de ter copiado uma matéria exibida pela Band em fevereiro de 2011. O material exibido pela Globo apresentava imagens muito semelhantes ao conteúdo da concorrência, que reprisou a reportagem duas semanas atrás.
Para justificar, o ‘Jornal Nacional’ mostrou uma nova reportagem na edição desta segunda-feira, 9, dando os créditos da matéria para a Band, mas apontou diferenças entre as produções, além de pontuar que em 2008 o repórter global César Tralli já havia explorado o tema.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

a fama pelos fundos

sim, o brasil já foi notícia no mundo, em século passado, pelo seu fio dental. o  biquíni, que muitos do "posto sete" chamavam de cepacol: aquele que vai fundo aonde o fio dental não alcança(que horror!, a descrição,  já que alguns cus até que valem a menta, sim senhor).

mas para não ficar-mos assim-assim tão, tão, escatológicos, que assim não seja, é bom lembrar que o brasil também fez sucesso mundial pela frente, com seus modelitos de depilação dos pelos pubianos, aquilo que os não pentecostais costumam chamar de pentelhos, e que costumam ser o terror das dentaduras de outras bocas, se é que me entendem os maiores de 50, que certa vez tiveram pesadelos com a nudez frontal de uma certa atriz global que parecia estar fazendo campanha contra o desmatamento da amazônia exibindo-a como seria  em sua versão original antes do homem - e das depiladoras - meterem a mão, ou seria a cêra ou a serra?

agora, o brasil volta a ser cu de novo, mundialmente, para desassosego do nosso complexo vira lata de plantão segundo o colunista do yahoo, pedro alexandre sanches, que afirma ipsis literis que michel teló resgata a sanfona de luiz gonzaga, para júbilo da memória do rei pernambucano da sanfona.
segundo o sanchez, o nosso complexo de vira-latas, ironia da ironias, é alçado como pegada da fama pela "prestigiosa forbes"( "Have you heard of Brazilian country music phenomenon Michel Teló yet? You will"")por um vira-latas autêntico, no caso o michel. mas, ironia da ironia das ironias, não seria este nosso maior complexo de vira-latas? valorar,qualificar ou quantificar, precisamente porque a forbes fez a tal matéria sobre o tal artista medianeiro(outra ironia das ironias, nascido em medianeira, cuja etimologia traz imiscuída a pegada da raiz do medíocre?

o pedro não faz por pouco e tece loas e cambalhotas argumentando que o mesmo "mundo anglo-saxão em que roberto carlos jamais conseguiu emplacar, talvez por soar banalmente não-brasileiro, desta vez caiu na lábia de um caubói genérico que poderia ter vindo do Arizona, mas veio do (não-)eixo Paraná-Pantanal. A música brasileira capaz de mover os quadris gringos desta vez não é do Rio de Janeiro nem da Bahia. Brotou do interiorzão de um país que é muito maior que sua (extensa) faixa litorânea.".

e nos entreatos do texto ainda refere que "quem até ontem zombava do fiasco perpétuo da cultura brasileira diante dos olhos do chamado Primeiro Mundo hoje argumenta que o michel teló só faz sucesso porque o brasil está moda e não porque mereça". Ou seja, continua fazendo muxoxo, mas ao menos começa a admitir que, sim, o Bra$il está escandalosamente "na moda" lá fora."

isto posto tem-se a desdita da confirmação de que o brasil está vocacionado para o sucesso cu - e aí de quem fizer muxoxo ou não comer da bosta - pois o que interessa é bombar na mídia, mesmo que a bomba nos entre piloro adentro e nada mais seja que isso: a bomba ou pomba, embalando e empalando a cultura de um povo ao som de algo que  nem sequer é pum. mas que agora representa o fim do tal  fiasco perpétuo(sic) suadamente catapultado por muito mais de cem milhões de acessos ao youentuba.

assim, se já temos a imagem de um povinho cu, de mulheres de grande cu, de politicos cu, de nacionalidade cu, de educação cu, michel teló por fim está nos levando às alturas, fazendo os gringos dançarem ao som de um refrão que levado ou não do pé da letra prega este mesmo cu como gênio da raça, matreira em sua hipertrofia calipígia, preferencia nacional incutida no meneio das nossas mulheres(e homens) desde criança para fazê-lo passaporte ao sucesso cu agora moeda também na forbes.

e graças a ele, o teló -e ao pedro - até o gonzagão, mesmo na cova tomou no cu,  que o dos brasileiros, segundo o colunista é algo parecido assim mesmo com um fole agora tornado sanfona.

domingo, janeiro 08, 2012

em casa de ferreiro, mister cafeteira cara de pau

joão dória, o janota do marketing em questão, é mais um dos mistérios do marketing que consagra os aprendizes do faça mais do mesmo tudo errado que um dia acaba dando tudo certo - para a maioria dos incompetentes dá mesmo, dá emprego inclusive, onde ele tem a oportunidade de foder os outros que não se comprazem em fazer mais do mesmo.

o dandi empelotado apresenta-se como supra-sumo do marketing afetado, que o faz o queridinho de algumas fortunas do país e que o levou a dar lições - que não aprendeu - aos infelizes aprendizes que se submetem a lógica genuflexória de um dos programas mais rasteiros que a televisão, esta sim mestra em rasteiragem, nos impingiu "zóio" a dentro.

a esta altura o leitor acidental, viciado ou que não tendo mais o que fazer, parou por aqui, deve estar pensando que eu devo ter algum problema doriano, para além das saturas da margarina.afinal, o homem faz a vez de personalidade reconhecida a frente de uma empresa que alavanca tudo- dizem- do tricô a caspa antinuclear, com faturamento, relacionamento e reconhecimento que nunca vou alcançar, felizmente honestamente para mim, e não tanto para os que acreditam mesmo que a dor de cotovêlo é o que nos move. of course not my dears. contudo, confesso as minhas preferências: entre o trinta e o dória, sou mais o joão que  é capaz de uma obra prima destas( "eu nunca fico preocupado, eu me ocupo logo antes"). coisa que o dória não conseguiria engendrar dada a sua weltaanschaung(visão de vida) envernizada.

isto posto, some-se que sou velha escola que antes de deitar cuspe fora e aplaudir os aplaudíveis da hora, observa o cotidiano e traz dele as lições que os mba´s são mestres em esconder. o tal joão sedoso mantém no horário das olheiras um programa de entrevistas onde ele consegue apartar mais para demonstrar seu conhecimento "pró-fundo" do que jô soares no dele. com a diferença que ele se leva mesmo a sério e o soares permite-se gagar dele mesmo, às vezes(mas só às vezes).

pois bem, como é que um homem de marketing diferenciado, cabeça afiada para além da brilhantina, se permite e se compraz a saia justa de oferecer a convidados diferenciados - pelo cargo, experiência, na maioria das vezes em mercados que não o do subdesenvolvido brasil(sexta economia do mundo! pois sim mas com hábitos e práticas de fim de fila)para além dos salários diferenciados, babilaques do tipo cafeteiras da nestlé e netbooks da itautec?!?!ora, para quem é tão refinado e que se monta em pinçar o que de melhor há das práticas do bom marketing, chega a ser constrangedor, e isso fica claro na fisionomia de alguns entrevistados - quando são submetidos a estrelas de um merchandising de produtos que decidamente não correspondem ao hálito acanforado sobre idéias ali explanadas e tão pouco aos gifts oferecidos que mais parecem saidos de um sacola paraguaia.cafeteiras, há as dezenas, infinitamente superiores, a começar do design, assim como itautec decidamente não é referência nos mundo dos babilaques netbookquianos.mas é a tal coisa, e assim funciona, o brasil. por cá o mau marketing dos bem sucedidos se faz as contas do escambo. e a moeda de troca é o jabaculê onde em troca de tal,  anunciante,mídia,entrevistador, convivas e convidados, aceitam - de bom e de mau grado(mas aceitam), máquinas de fazer café expresso mal passadas - em forma e conteúdo - e netbooks que somar-se-ão a suas indefectíveis coleções de chaveirinhos.
e assim o mentor dos aprendizes vive sua vida de rei, que tem lá suas cortes em campos do jordão, uma jequice muito chic, como diria o próprio sobre sí mesmo?

sábado, janeiro 07, 2012

tico-tico no fubá

sob a ótica de tico santa cruz, teló é um fenômeno de aproveitamento da internet. by the way, beira-mar seria então um business master?
(misterwalk´s twitter: @misterwalk)

segunda-feira, janeiro 02, 2012

diploma para quem precisa de diploma

“O diploma é o inimigo mortal da cultura”.
PAUL VALÉRY

O mundo permanece estarrecido e perplexo diante de instituições de ensino que excluem de seu quadro de professores os únicos que, “se formaram” para estar lá: OS PRÁTICOS. Que não tiveram muito tempo para se preocuparem com mestrados e doutorados porque estavam atolados no barro do mercado, com suas roupas sujas de graxa, com a barriga marcada pelo balcão. Os únicos a deterem, verdadeiramente, O CONHECIMENTO. Os que estudaram na melhor de todas as universidades: a vida.
Assim, foi com alegria e emoção que os que acreditam que SÓ PODE ENSINAR QUEM SABE FAZER, como orientou o maior dos mestres, PETER DRUCKER, que testemunhamos há quatro anos a centenária UNIVERSIDADE DE HARVARD, diplomar, como um de seus melhores alunos de todos os tempos, um dos que optou pelo trabalho em detrimento dos livros: BILL GATES. Cursou apenas o primeiro ano, jogou os livros para cima, e foi cuidar da vida.
NADA CONTRA OS DIPLOMAS. Tudo a favor da PRÁTICA; tão simples quanto. O mesmo espírito que sempre prevaleceu nas velhas e sábias corporações de ofício. Onde, em torno de uma mesma bancada, se sentavam para APRENDER, TRABALHANDO, o mestre e seus discípulos. ESSA, EM MEU ENTENDIMENTO, CONTINUA SENDO A VERDADEIRA ESCOLA; A ÚNICA ESCOLA. A maneira como começou há décadas, na rua sete de abril na cidade de São Paulo, a Escola Superior de Propaganda.
Ao lado de BILL GATES, na relação dos SEM DIPLOMAS, figuram AMADOR AGUIAR, SAMUEL KLEIN, WASHINGTON OLIVETTO, LUIZ SEABRA, ABRAÃO KASINSKI, STEVE JOBS, MARK ZUCKERBERG e centenas e centenas de vencedores. Que entre assistir aulas de grandes mestres que se formaram nos ambientes insípidos, inodoros, irrelevantes e improdutivos das universidades optaram por utilizar o mesmo tempo nos chãos de fábrica da vida e da realidade, corpo a corpo com os operários da e em construção.
Recentemente, em entrevista ao THE WALL STREET JOURNAL, WILLIAM GATES pai, falou sobre BILL, WILLIAM GATES filho. Hoje os dois trabalham lado a lado na FUNDAÇÃO BILL e MELINDA GATES: “Jamais poderia imaginar que meu filho, um garoto respondão, e em quem um dia joguei um copa d´agua na mesa de refeição para que ficasse quieto e parasse de brigar com a mãe, que morou na minha casa, comeu da minha comida, usa meu nome, fosse ser meu patrão”… .“Um dia ele nos comunicou que desistira de HARVARD e das escolas para se concentrar em seu projeto empresarial, em Albuquerque, Novo México, uma empresa que batizou de MICROSOFT; disse que não tinha mais tempo a perder…”.
Tudo o mais é história.
Quem vos escreve, além de colaborador de importantes publicações há 40 anos, FRANCISCO ALBERTO MADIA DE SOUZA, é diretor presidente do MADIAMUNDOMARKETING, presidente da ACADEMIA BRASILEIRA DE MARKETING, e com muito orgulho e maior felicidade, fundador de uma escola LIVRE PARA ENSINAR, a MADIAMARKETINGSCHOOL, onde todos os professores são diplomados pela vida, dão aulas de macacão sujo de graxa, com botas gastas e cheias de barro, e a cintura marcada por anos de balcão.
(os sem diploma, título original do artigo)

sábado, dezembro 31, 2011

o país do pib do michel teló e do gustavo lima

O anúncio feito por alguns jornais londrinos e, mais tarde, pelo mundo, de que o PIB do Brasil superou o da Inglaterra, talvez tenha estremecido o corações patriótico de alguns brasileiros. O inglês Eric J. Hobsbawm afirmava que a proeminência econômica de certos países nem sempre lhes garantia uma maior relevância cultural. Dava, como exemplo, a Rússia do século XIX: era um país atrasado se comparado aos EUA – que já, na época, ensaiava tornar-se a nação mais poderoso do planeta. E concluía, com toda a razão, que a Rússia, mesmo mais pobre, era culturalmente muito mais avançada. E citava, sem necessariamente escolher autores americanos, os russos Tolstoi, Dostoievsky, Gógol, além dos músicos, como Rimsky Korsakov, Tchaikowsky e Mussorgsky.

Parece não ser necessário, nem conveniente, aliás, os brasileiros querermos emular os ingleses neste item. Museus como a Tate Gallery ou o British Museum, sem falar do Convent Garden, entre muitas outras instituições culturais, impõem a certeza de que o Brasil ainda tem um mundo a construir. Não é apenas uma questão de PIB.

Talvez alguém avente ser difícil mesmo, que o Brasil, a essas alturas, tente qualquer roteiro de pirataria que, bem ou mal, foi um dos fatores de enriquecimento da Inglaterra; ou que nos mobilizemos para nos tornarmos tão bons colonizadores quanto nos permitam nossas forças navais – que não temos - ou nossa vocação belicista - que igualmente nos falta.

Ademais, sem retornar no tempo, teríamos de levar em consideração que já no século XVII, a Inglaterra emergia como o futuro berço da burguesia industrial hegemônica do planeta, enquanto nós, na atualidade, até nos contentamos se tivermos uma indústria de tablets. São considerações às quais os economistas e historiadores acrescentariam certamente um mundo. Pois a isso deveríamos cuidar que emergissem talentos múltiplos como os de Shakespeare, Marlowe, Kipling, Virginia Wolf, Joyce e toda uma infinidade mais.

Ao ser questionado certa vez sobre o futuro dos vinhos californianos, um sommelier francês famoso, avaliou que só uma coisa faltava aos norte-americanos para a sua vinicultura crescer: algumas centenas de anos de cultura.

Digamos, a propósito, que o tamanho de nosso PIB, por mais desmesurado que venha a ser, jamais será suficientemente grande, a curto prazo, para gerar escritores, pintores ou músicos como os ingleses. Se é que o PIB conte alguma coisa a mais, para este tipo de mister.

Na verdade, não são questões que sequer possam ser postas na mesa. A Inglaterra não se fez ontem, nem seus artistas e intelectuais montaram seu grande teatro, sua pintura ou a sua portentosa literatura em cima apenas de cifrões; ou de uma hora pra outra, em condições não muito especiais.

Neste ponto a cultura é seletiva e, sob certos aspectos, extremamente avara. John Constable (1776-1837), grande paisagista inglês- um elo entre a Inglaterra e a França já que muitos pintores franceses se deixaram influenciar por ele, principalmente durante o período impressionista – não tinha fórmulas acabadas para as suas magníficas paisagens. Mas anotava que o céu é que determinava as cores da terra e não o contrário. A ser válida essa formulação, haveria que definir a cor do céu brasileiro; ou estabelecer como fundamentais as formações das nuvens, em cachos, não raro borrascosos, como na Grã-Bretanha. Muitos brasileiros talvez não saibam o que seja isso – mas grande parte dos britânicos não só sabe – tem, como razão inquestionável para se orgulharem do que são, a certeza de que, sem algumas dezenas ou centenas de anos, não se constroem civilizações.

Evidentemente as coisas são relativas. Não fosse o verde esplêndido e quase pastoso, os ingleses não teriam impulsionado a pintura do outro lado do canal da Mancha. E presumivelmente a pintura mundial. Sem a predominância da marinha inglesa, os relatos marítimos que fizeram um escritor polonês, como Conrad tornar-se um dos maiores romancistas da língua inglesa do século XX, seria impensável, assim como Defoe, Stevenson, e sabe-se lá quantos mais, . Nada de comparações, portanto – mesmo porque não foi tanto o Brasil que viu aumentado o seu Produto Interno Bruto, mas a Inglaterra que viu decair o seu; e por obra e graça de uma crise assustadora que ameaça a existência do euro e do mundo. No entanto, questões do tipo, dão o que pensar.

Na área cultural, que é o que interessa, o Brasil talvez precisasse menos de um PIB alto, do que de uma melhor distribuição da sua riqueza cultural. Machado de Assis admirava a literatura inglesa. Laurence Sterne. Defoe, e Fielding, entre outros, foram marcantes na sua literatura. Um de seus críticos mais categorizados, Roberto Schwartz, chega a incluir Machado no que ficou conhecido como “literatura vitoriana” – numa clara referência à era que recebeu o nome da longeva soberana inglesa e que marca o apogeu do Império Britânico. Difícil, a rigor, dimensionar o PIB com outro produto não tão bruto, como o cultural – aquilo que seria o nosso Produto Interno Cultural – o PIC (se isso existisse como tal) – e o quanto o nossa razoável condição econômica deve ao algo combalido Império Britânico.

Não é uma dívida gratuita. A Inglaterra impôs-se ao mundo tanto com suas canhoneiras bem assestadas, para destruir qualquer país, quanto com a sua língua, para desmilingüir qualquer cultura.

Numa certa medida, as coisas sempre se confundiram. E quando faltasse uma coisa ou outra, era comum os ingleses, literal e simplesmente varrerem certos países do mapa. Um dos episódios mais derrisórios desta situação se deu quando a rainha Vitória soube dos ultrajes recebidos por um embaixador inglês na Bolívia. O homem teria sido explicitamente espancado; e quando a soberana tomou conhecimento do fato, não hesitou em mobilizar o alto almirantado britânico. Queria porque queria dar uma lição ao país latino-americano. Em seus planos, deveria certamente pensar num bombardeio ou coisa que o valha. A pobre Bolívia saberia com quem estava lidando. Ocorre que só a caro custo os militares ingleses conseguiram convencer a rainha de que punir a Bolívia, era quase impossível. E a razão simplória é que, sem mar, era praticamente inadmissível atravessar outros países soberanos com um exército – fosse o Chile ou o Peru – até chegar a qualquer cidade boliviana, no altiplano. Além disso, como bombardear, desde navios, um país insular? Foi quando a rainha pediu um mapa. E se deparou então com a realidade que ela não queria admitir. Foi-lhe bastante, entretanto, ter uma carta geográfica a sua frente: com uma pena ou coisa que o valha, riscou a Bolívia e declarou-a “inexistente” para o Império Inglês. A Bolívia, enfim, só viria a reaparecer, anos mais tarde, quando, então, a rainha Vitória já tinha desaparecido. E a Bolívia voltou, quase que gratuitamente, a constar do planeta terra.

Claro, termos um PIB maior que o da Inglaterra nos estimula em nossa auto-estima, assim como nos faz repensar nossos complexos de vira-latas. Mas continuamos a ostentar índices de pobreza alarmantes, a ter uma mídia assustadoramente medíocre e a não conseguirmos nos alçar culturalmente acima de outras muitas nações, que não têm o mesmo PIB que o nosso.

Certa vez, um crítico de música brasileiro perguntou a um compositor inglês, quantas orquestra sinfônicas existiam em Londres. Ele citou, sem pestanejar: “cinco”. E quando o crítico insistiu sobre a qualidade delas, qual seria a melhor, qual a mais homogênea, essas coisas, ele não hesitou, de novo: não sabia. É que todas eram excelentes.

Talvez seja essa a questão: ela não se mede por qualquer PIB, mas são, afinal, juntamente bibliotecas, movimentos culturais, menos analfabetismo grande música ,etc. etc. o que realmente importa. Neste caso, porém...

*artigo, com o título original de o brasil tem um pib maior do que o da inglaterra: e daí? do enio squeff, jornalista e artista plástico. e se você tem alguma dúvida sobre a qualidade do pib do nosso país, basta ver as atrações musicais dos shows da virada. como alguém já disse, mesmo na merda, portugal, que é um dos países mais à rasca da europa(antes, durante e "depois" do euro) é culturalmente, civilizadamente, muito melhor do que o brasil. e ainda há quem duvide disto?" ai se eu te pego" .

quinta-feira, dezembro 29, 2011

como matar um publicitário famoso ou torná-lo estéril( o que dá no mesmo)

basta ler o epitáfio na camiseta.

mas você também pode matar uma agência inteira, dita criativa de uma vez, o que se aplica hoje(ontem) com melhor propriedade  a sra.rushmore(de há muito que parece ser a especialidade da mccann: matar agências criativas - aconteceu também em portugal com a markimage, quando ela conseguiu reunir um time do porte de anselmo ramos, cássio moron, jorge barrote, fred saldanha) já que a w andava mais para vê dabliu do que para a produtora das ideias diferenciadas que fizeram do uóshington modelo de uma geração que hoje é tratada como romântica e fora dos patterns do business atual. mas que porra de business é esse que mata o espírito daquilo que vende, quer dizer que deveria, pelo menos em teoria.
e assim a publicidade criativa, feita por iconoclastas,provocateurs, adotou o no change the rules com a consequente perda da individualidade, sufocada ao peso das fusões aos brasões de holdings que fazem o controle dos cérebros mutando agências inquietas em cemitério de elefantes, ou se preferir, de leões, desdentados, apesar de os ter todos na boca.