quinta-feira, junho 11, 2015

se para o novalfem dismenorreia não passa de mi-m-mi não tem analgésico que cure agora a sua dor de cotovêlo

preta gil: ela mesmo um mi-mi-mi de equivoco sem fim na vida e na propaganda 
- na música então, é batida de prostaglandina que nem morfina dá jeito 




















"com certeza" você já deve ter lido, ou visto, o comercial em que a (argh!) 
preta mi-mi-mi gil (o argh não é racista não senhor, leia o porquê mais abaixo) com seu jeito despachado - leia-se escrachado, a única coisa que tem de "diferencial", já que não herdou nada, além do sobrenome de gil que tem neste mister o seu padecer de ministério -) apregoa que quem padece do mal está " fazendo beicinho" em vez de aproveitar a vida: e tome música da preta que é para aumentar a dor e a sacanagem - intencional? - do comercial para com as mulheres.

o produto anunciado pela é o analgésico novalfem, da sanofi,  na 
campanha # semmimimi, albergada pela publicis, que muitos "orgãos" da 
imprensa creditam como uma das mais criativas do mundo, como se isto 
fosse impedimento a uma crise da cólica mental que levou a cagada 
mimetizada a se pretender em sacada da hora. 


não vou tergiversar sobre o assunto, que é para não dar cólica também, para 
além das que produzo no ofício. mas a impressão que fica é que alguém na 
ânsia de aproveitar o zum-zum-zum do mi-mi-mi no momento - sapecou o 
conceito na boca de quem muita gente julga tem o poder de gancho para 
minimizar uma das dores mais cascudas que há - tem razão a crítica sobre o 
machismo do comercial: quem o fez sequer imagina ou perguntou, nem que
seja a irmã, prima, namorada, tia, a devastação que a cólica, permitam-me 
cometer o pleonasmo, da dismenorreia, também conhecida como menstruação 
difícil ou dolorosa, causa, deste os tempos dos conselhos do " deita de 
barriga pra cima", bolsa de água quente, sementes de abóbora, e dezenas de 
buscopans, atroverans da vida, e outras mezinhas que ao fim e ao cabo não 
resultam em nada pois a prostaglandina está se cagar(não torçam nariz, 
estou no clima vocabular mi-mi-mi preta gil) para tudo isto, principalmente 
para publicitários e anunciantes que confundem dor de verdade com 
propaganda de mentirinhas, metendo uma mentira maior - preta gil - como se 
seu mi-mi-mi tivesse um poder, se tal, de " sense of humour" a ponto de 
neutralizar toda a carga psicológica que a fisiológica produz quando o 
assunto é cólica menstrual originada da dismenorreia primaria - ou secundária.


convenhamos, extrair sense of humor de quem não tem sequer sense, no 
caso a preta gil* é algo ainda mais difícil do que convencer uma mulher de 
que analgésico, seja qual for, "cura" a cólica, a tal ponto que ela saia 
saracoteando por ai.

nos bons tempos, anunciantes, agências e envolvidos no projeto, na hora de anunciar seja o que for, faziam o dever de casa, teórico e prático( não confunda isto com pesquisa e pre-teste bunda) o que é básico, e por isso mesmo fulcral e etapa a não ser pulada, antes de por qualquer ideia na rua, motivando muitas vezes demissões voluntárias, principalmente quando o produto era supositório. e não fique achando que estou a querer fazer gracinhas.

para não deixar no ar: mas como um homem pode sentir alguma coisa parecida com cólica menstrual,? já que a "patera"(redatora da campanha) não tem? - se tem e participou disto, minha nossa - é muito fácil: bata de quina com os testículos, e depois ouça alguém dizer que isso é mi-mi-mi, enquanto o solta som da preta gil corre solto.

com certeza você vai ter a mesma vontade de mandar a puta que os pariu os da ficha técnica abaixo. e olhe, que me dizem as coleguinhas, a tal dismenorreia é ainda pior, pois não vai ao ápice e baixa a intensidade em segundos. é coisa de horas, dias, constante e martelante, tenho de repetir, dolorosamente, como a música do comercial. 

digo-lhes já que só para assistir tomei logo um tramal. mesmo assim temeroso, temeroso. sabe como é, homem tem menos resistência a dores. e dito e feito: eita comercialzinho "chute nos ovos", na inteligência, no conhecimento, e na sensibilidade, tudo o que a filha de gil, e seus adoradores e contratantes, teimam em desprezar. 




abaixo os mis-mis-mis em bando e as tais justificativas - sempre piores do que a merda feita.




"A marca de analgésico Novalfem lança a campanha "#SemMimimi", com o objetivo de fortalecer seu vínculo com a mulher moderna e prática, que não precisa deixar sensações desconfortáveis interferirem na sua rotina.

A ideia é fazer uma releitura da sensação de desconforto que as dores causam nas mulheres, por meio do termo "Mimimi", bastante usado nas redes sociais e em diversas situações do cotidiano.

Apostamos em uma linguagem descontraída para falar com uma mulher que é conectada, informada e inteligente”, comenta Natalia Ramos, gerente de produto da marca Novalfem, da Sanofi.

Segundo pesquisa encomendada pela Sanofi ao Conectaí, empresa do Ibope Inteligência, cólica menstrual, dor de cabeça e enxaqueca têm forte impacto no bem-estar das mulheres: 75% delas dizem deixar de cumprir obrigações e 58% afirmam abrir mão de algo que gostam de fazer por causa desses incômodos.

A campanha é composta por um clipe para internet (assista aqui), protagonizado pela cantora e apresentadora Preta Gile com direção de Kondzilla, além de site e ativações em redes sociais, comerciais para TV aberta regional, jingle para rádio e material para PDV.

A escolha da Preta Gil tem tudo a ver não só com o tema da campanha mas com a forte popularidade que ela tem nesse ambiente virtual, acredita Kevin Zung, diretor-executivo da Publicis.

Ficha Técnica (filme):


Cliente: Sanofi
Produto: Novalfem
Agência: Publicis Brasil
Título: #SemMiMIMI
Direção de criação: Hugo Rodrigues e Kevin Zung
Direção de arte: Daniel Schiavon, Laercio Lopo e João Morgan
Redação: Juliana Patera
Atendimento: Gabriela Borges, Giuliana Macedo e Adriana Bertoni
Planejamento: Juliana Laporta, Diana Santos, Olívia Moraes e Leonardo Andrade
Mídia: Valéria Brasil, Marcela Isa, Nany Porciuncula e Fabiana Gava
Tráfego: Rose Ramalho
RTVC: Tato Bono e Cayan Lobo
Art Buyer: Selma Momosse
Equipe Digital: Sylvio Lindenberg, Andre Lembo, Katia Mazzo e Tarsila Rolim
Fotógrafo: Bob Wolfenson
Produtora: Partizan Brasil
Direção do filme: Konrad Dantas "KondZilla"
Produtor Executivo: Douglas Costa
Direção de fotografia: Felipe Hermini
Pós-Produção: Partizan - Guilherme Mendes
Finalização: Psico look
Produtora de áudio: Play It Again
Produtor Executivo Audio: Tula Minnassian
Atendimento Audio: Kiki Eisenbraun
Produtor Audio: Pedro Jaguaribe
Maestro: Bruno E
Aprovação do cliente: Patrícia Macedo, Marly Simões, Natália Ramos, Tayara Sousa e Debora Pimenta



quarta-feira, junho 10, 2015

quando até meio&mensagem incentiva a coragem é porque temos cristalizados um meio e mensagens acovardados até o piloro

Desde que assumi a chefia da redação de Meio & Mensagem, tenho 

cumprido uma extensa e produtiva agenda de encontros de relacionamento 

com os líderes de boa parte das maiores agências do País. Tais almoços e 

visitas têm rendido conversas tão valorosas que dariam assuntos para 

diversos editoriais. Certamente muitos desses temas ainda serão abordados 

futuramente neste editorial.


Um de meus bate-papos mais peculiares deu-se no escritório da Talent, numa 

manhã dessas, quando fui recebido para um café da manhã pelo CEO José 

Eustachio e o executivo-chefe de operação e criação João Livi. Prosa vai, 

prosa vem, a pauta se encaminhou para o acirramento do debate político 

social e a consequência desse cenário de maior intolerância para a 

comunicação das empresas — que, tradicionalmente, relutam em se 

posicionar firmemente quando uma polêmica esquenta os ânimos de 

diferentes grupos, em maior ou menor escala.

As marcas, em geral e historicamente, sempre tiveram medo de opinião”, 

afirmou Eustachio. “Mas, cada vez mais, estar antenado com a cultura 

contemporânea, o que é primordial para as marcas, exige um 

posicionamento consistente. Precisamos ler mais romances e os clássicos 

da antropologia sociologia e menos os manuais de marketing.”


Ao que parece, mais pessoas que compartilham da visão humana de 

Eustachio estão tomando as decisões nas áreas de marketing de grandes 

companhias. Pouco a pouco, tem aumentado o número de marcas que 

assumem uma posição contundente diante de temas considerados tabus. 

Ainda mais importante do que isso é fincar o pé se existe a convicção do 

caminho escolhido quando o conceito das campanhas foi definido — e não 

ficar à deriva, ao sabor dos humores dos ventos que sopram ora para cá, ora 

para lá.


Foi essa linha que O Boticário seguiu, na semana passada, ao permanecer 

fiel à ideia original do filme “Casais”, criado pela AlmapBBDO para promover 

Dia dos Namorados. Incomodadas com o teor do vídeo, que mostra casais 

homossexuais (e heterossexuais) trocando presentes, duas dezenas de 

consumidores registraram queixas na plataforma Reclame Aqui. O caso 

chegou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O 

julgamento acontecerá em julho.

"Boticário acredita na beleza das relações,presente em toda 

sua comunicação. A campanha aborda, com respeito e sensibilidade, a 

ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor,

independentemente de idade, raça,gênero ou orientação sexual”, justificou a 

companhia, em defesa de suascrenças corporativas.


Anteriormente, com menor ênfase, a Natura tomou postura similar, 

declarando que “acolhe a pluralidade de pontos de vista e valoriza a 

tolerância”. A maior concorrente de O Boticário foi criticada por suas 

inserções comerciais na novela global Babilônia, na qual o relacionamento 

homossexual entre as personagens de Fernanda Montenegro e Nathalia 

Timberg causou furor na ala conservadora dentre os telespectadores.


Assim como na vida, também na comunicação é impossível abster-se de 

prováveis desconfortos quando se assume uma postura singular diante 

de assuntos aos quais a concordância é um ser estranho. Não dá para 

agradar a todos. A boa notícia é que ninguém precisa ser unanimidade — 

nem mesmo as marcas.


O segredo da estratégia bem-sucedida passa, sim, por alinhar as ideias a 

serem propagadas com o propósito maior que determina a relevância da 

própria existência de uma empresa. Evitar assuntos polêmicos e buscar a 

neutralidade seguindo a cartilha das pesquisas de opinião é uma fórmula 

certeira rumo à mediocridade — um estágio imediatamente anterior ao da 

irrelevância.


( jonas furtado no editorial, da edição 1663, do m&m em 08 de junho de 

2015_.


sexta-feira, maio 29, 2015

quando o futebol passou a ser um jogo de bolso e não de coração ou vá lá que seja de amor a camisa

a lama que se abate sobre nosso futebol é outra *
Fossem 7 os golaços. Sem frango, sem impedimento. 7 que não nos fariam vexame.

1- Caísse de vez não apenas Marin, o delator parceiro da ditadura, o que roubou até medalhas de juniores ao vivo na mão grande. Mas também cada presidente de federação, seja de país que lota decisões ou de qualquer estado das arenas monumentais sem time pra pisar no gramado e nem torcida pra pular no alambrado. E caísse cada cartola antigo ou atual dono do casarão, que brinda seu whisky arrotando na nossa idiotice e em nosso vício. Que caíssem e gemessem as cãibras de um repuxo eterno, removidos os distintos pra fora dos estádios até o ano 3.000.
Aos presidentes de clubes e aos cartolas que levam sua porcentagem nas vendas de campeonatos e de craques, nas compras de jogos de camisa e de pernas-de-pau. Aos que fintam entre bilhões e amontoam dívidas de trilhões, aos que miram suas eleições, reeleições e carreiras políticas como um guri na várzea sonha com um gol na final…
A estes, que a luva de um arqueiro, após a ponte do ano, voe e voe e voe até encontrar seus focinhos nas cadeiras numeradas, grudando em seus ranhos e tapando o ar pros seus pulmões.

2- Fosse expulso cada empresário que vampiriza a mulecada desde os primeiros chutes e dibrinhas, cada dono de passe e de escolinha mandrake, cada gerente carrapato de fraldinhas e veteranos. Cada um destes sinhôzinhos que babam dólares e reviram as categorias dos meninos que, antes de jogarem um ou dois campeonatos nos seus primeiros times, já deixam o terrão com chuteiras blindadas rumo qualquer campo sintético do exterior.
A cada abutre que engorda sua poupança com as caneladas e chapéus dos guris, e também a cada marqueteiro que remexe na convocação das seleções para expor seus pupilos na vitrine…
Que entalasse a goela com suas douradas moedas multinacionais e se sufocasse na papelada dos contratos assinados com as digitais de seus boleiros.
Que na volta do intervalo (às onze da noite de uma quarta-feira!) os holofotes lhes tostassem o colarinho branco e secassem suas gargantas.

3- Aos agentes que bancam propinas pra fatiar a propaganda do jogo e vender apartamento, isotônico, barbeador e cerveja durante as transmissões. Aos magnatas da TV que impõem centenas de jogos capengas por temporada, ditando que o apito inicie a peleja às dez da noite num dia de semana.
Que a estes, os tais ‘executivos do esporte’, o bico da caneta fina se voltasse contra os próprios pulsos no ato das assinaturas brindadas nos restaurantes chiques. E apavorados corressem ao jogo onde um bandeirinha atrapalhado marcasse impedimento lhes dando com o bastão na fuça.

4- A cada torcedor modinha que gasta suas altas mesadas pra frequentar as agora pálidas arquibancadas, num revertério que torna de novo o futebol daqui um esporte de grã-finos. A cada torcedor com sua coleção milionária de camisas e blusões dos times que largam na primeira seca de títulos, times do qual não conhecem nada da história, dos sofrimentos, das viradas e das glórias. E também a cada ameba uniformizada que espanca e mata ou morre na mão do seu irmão de cor ou mano de quebrada, aquele que veste outro agasalho e pinta outros bandeirões…
Que uma cegueira lhes rasgasse a vista bem na hora do gol aos 44 do segundo tempo. E que as arquibancadas e as almofadas de camarotes que eles avacalham criassem um buraco no cimento ou na poltrona fofa, pra suas quedas num caldeirão sem fundo.

5- A cada meia-esquerda que diante de toda essa fuleiragem, do racismo e da escancarada homofobia se cala; A cada beque que aceita ser driblado e humilhado pelos assassinos mentais dos gabinetes e azucrinado pelo passe torto dos nazistas das torcidas; A cada artilheiro que sente nos poros o esporro nazista nas canchas latinas ou nos vestiários europeus, mas que segue limitado às suas embaixadinhas, de bico fechado diante do estorvo que lhes marca cerrado e que também não desgarra de sua gente nos becos.
A toda cambada de discípulos do Edson Arantes do Nascimento e que nem resvalam em futebol de Pelé; a todos que recebem milhões mensais num país onde professores ganham centavos… que bolhas lhe comessem o calcanhar e uma unha encravada lhes benzesse o mindinho, bem ali onde a costura da chuteira pega.

6- Aos narradores que celebram o patriotismo besta e o tosco machismo piadista, aos comentaristas que por ibope berram ser mau-caráter quem perdeu o pênalti e covarde quem errou o lançamento, aos repórteres que inventam escândalos sobre a roupa ou o beijo de um jogador e aos que coroam goleiros conforme a cifra que lhes cabe pelo elogio pré-agendado com o empresário. Aos locutores que migalham presença em salões e apagam no cinzeiro as maracutaias que sabem e que pareiam. Aos fofoqueiros que são vendidos como ex-craques e que aceitam ser papagaios e hienas em troca de audiência.
A cada um destes ‘jornalistas esportivos’, que o microfone inchasse e se enfiasse em seu nariz. Que o petardo torto de um ponta-esquerda ganhasse altura e lhes nocauteasse na cabine, a bola um torpedo que estoura nas testas.

7- A cada técnico que tem a retranca como religião e o medo de perder como sol de cada dia. A cada técnico mancomunado com os chupins de gabinete, vendedor de escalação e de convocação. A cada treinador com seus milhões mensais e farto cachê pra palestrar aqui no país da fome e da cela. A cada ‘professor” que trava e castiga o improviso do craque, cada técnico que come na mão dos cartolas e disfarçado de padre, de intelectual ou de mafioso concede as entrevistas exclusivas ao canal mandante da pataquada toda.
Que no jogo o carrinho afoito de algum lateral grosso lhe atropelasse no banco de reservas e ele desabasse com os dentes cravados na grama, pra nunca mais preleção nem distribuição de camisas.
Ou, no treino, suas pernas se enganchassem na rede e dali não se desvencilhassem. Pra daqui anos, já caveiroso, esfarelar no gramado vendido a uma empresa de jazigos, nos tempos dos estádios cemitérios.

( 7 golaços e um pouco de rancor - a queda dos vampiros do futebol, do allan da rosa na forum)

* legenda de misterwalk


quinta-feira, maio 28, 2015

agora é a hemobrás chupando sangue*






técnicas samurais adicionais seriam o quê? sanguessugas não são tão mais explícitos como antes ?

* fonte: gogojob, o território dos vampiros.

quarta-feira, maio 27, 2015

hoje, nem paris escapa *



Quando cheguei ao Brasil, a nossa cultura olhava para Paris, os filhos dos senhores haviam estudado na França, embora os pais viajassem para Marselha em companhia de vacas leiteiras, a garantir a qualidade do café da manhã. Logo nos entregamos ao exemplo dos Estados Unidos, e com esta escolha erguemos uma caricatura. Foi o primeiro passo da desgraça, estética, se quiserem, a qual não é de modo algum secundária, a alimentar e fecundar provincianismo, ignorância, insensibilidade, mau gosto, arrogância, bem como inúmeros recalques. (O momento que atravessávamos não é inútil, ao menos é revelador.)

excerto de "meu pai se enganou" http://bit.ly/1SyczxM  do mino carta, em editorial para a carta capital, que vale a pena ler por inteiro. 
* originalmente publicado no misterwalk.blogspot.com

sexta-feira, maio 22, 2015

a granola da pinóquio

legendar pra quê? se nem ela disfarça o "nojo" ?





















na boa: periga que a ideia de usar famoso, seja qual for a sua atividade, até a de não fazer chongas como a galisteu(ah! mas ela é apresentadora, tá bom, fica combinado assim) para endorsment(testemunhal), ser mais velha do que a história do pinóquio. mas fazer o quê? não fui eu que fiz este aporte.

mas eis que alguém do planejamento: pra que serve mesmo a quase esmagadora maioria dos catataus do planejamento, para não dizer catatônicos? para dar sustentação a conceitos e ideias(agora dizem-se estratégias, eles nunca falam táticas) vazias ou no popular para fundamentar a merda ou a coisa nenhuma com mais merda - fractou que: se a são braz está de olho no segmento fitness o famoso da vez - ou seria o nariz ? - é a adriana, que anda a fazer programas caseiros do como receber alguém na mariola, junto com o maridão griffe de griffe, em regabofes emperequitados com ares de descontração e dedos lambidos à chef de guardanapo.

porra! como alguém já disse - desculpem-me os animalófilos politicamente corretos - há mais de uma maneira de se esfolar um gato. ou seja: se é o caso de tratar o lançamento com um pensamento de marketeer e comunicação com um mínimo aporte de inteligência e conceito, com alguma sustança, o caminho escolhido decididamente só vai dar em peido, para não dizer cagada, ainda que a escolha da dita cuja leve a algum zum-zum-zum, fotos de bastidores e alguma notícia de coluna social comprada( se é isto que o cliente ou a agência? quer, quem liga para o resto, não é mesmo?, o consumidor é que não vai. o financeiro, talvez.)

portanto, se você é da turma que acha que estou aqui só para expurgar os meus fracassos(ou os meus acertos) sem que a bota bata com a perdigota, que não passa de um azinhavrado à bordo do meu teclado giratório, devolvo-lhe: na sua mais rasteira mediocridade - você publicitário e você consumidor(levo mais fé no consumidor)  acha mesmo que alguém acredita ou vai consumir granola são braz porque acha que a adriana galisteu está ou a vai consumir ? logo ela, com aquela cara de fuinha que tanto faz como tanto fez em termos de credibilidade ? e que por isso mesmo seu testemunhal- ou imagem vá lá - não terá mais empuxo que a energia dos gases que a granola(umas mais outras menos, depende da composição/qualidade dos ingredientes) possibilitaria para dar o start-up significativo ao produto e a marca no segmento? logo vindo de alguém cuja credibilidade cu exacerbou-se ao máximo restrita a certa resposta ao gentili: comigo não: aqui por onde sai não entra(referindo-se ao sexo anal)?

ah! então tá bom. estamos quites. segue abaixo a ficha técnica dos gepetos e d´outros que seguem à risca o mundanismo subdesenvolvido das fotografias nos sets com a desapropriada(os selfies devem ter ficado para as redes insociais (argh!)e todo aquele ritual de publicitário de província que não perde os ares filmando aqui ou lá, no território sem sotaque.

agora, granolas à parte, deixe-me gozar meu caviar e minha champagnota, que meu nariz e meu paladar são refinados demais para outros cheiros - dizendo isto sinto-me assim tão credível quanto a galisteu e as promessas da agência( às vezes cola, não comigo, mas como se vê com muita gente cola).

p.s. ia me esquecendo de desenhar(as vezes esqueço que também escrevo para publicitários) pinóquio tinha o nariz crescido a cada mentira. algo leva-me a crer que a galisteu desta vez vai recorrer ao bisturi).





Diretor de Criação: Betinho Montenegro e Juliana Lisboa
Direção de arte: Betinho Montenegro
Redator: Marcela Egito
RTVC: Marília Gouveia
Mídia: Maria Denis e Fred Teixeira
Atendimento: Gabriella Gonnelli
Aprovação: Carlos Frederico Dominguez
Produtora de áudio – Falante
Produtora de vídeo – Ateliê
Diretor do filme – Leandro Alves
Diretor de fotografia – Beto Martins


terça-feira, maio 12, 2015

há 15 anos denunciei isto em entrevista ao meios & publicidade(portugal). fui execrado pelos coleguinhas. ao dizer isto hoje aqui estaria padecendo do mesmo oportunismo dos que produzem ações assim ?

Grupo indiano satiriza agências que só pensam em açoes sociais para ganhar Leao. Filmado em comunidades pobres da Índia, com depoimentos de locais, esse vídeo da iCongo (Conferaçao Indiana de ONGs) critica, de forma irônica, o súbito interesse dos publicitários em açoes humanitárias nos meses que antecedem o Cannes Lions. “No ano passado, de março a junho, ganhávamos comida todos os dias”. “No mês de abril, começamos a aprender inglês”. “Em abril do ano passado eles tiveram uma ideia e nos disseram para usar um boné durante o dia que nos daria luz durante a noite”. O que essas 3 açoes têm em comum? Todas foram subitamente interrompidas ali por junho, julho, justamente depois de terem – ou nao – ganhado um Leao. E aí vem a pergunta – por que esses trabalhos humanitários nao continuam depois de Cannes? Por que o mundo só pode ser um lugar melhor e mais justo durante 3 meses do ano? Em carta ao chairman do Festival de Criatividade de Cannes, o fundador da iCongo – Jeroninio Almeida – levanta essas questoes e afirma que eles inclusive já pensaram numa soluçao – ao invés de 1, organizar 4 Cannes Lions por ano. ;-) Ironia fina que faz pensar. Via Campaign. Obrigado ao Cassio Sader pela dica. (extraido do blue bus)