genial, dizem alguns - aquela salgalhada de publicitários que padecem de colonialismo funcional e que de tanta ejaculação precoce já tem verrugas ao pé do tesão.
os entendidos, dizem que boa, a peça até é. mas que não é real. no real o efeito difuso da luz teria outra forma ou não a deixaria tão perfeita.
não se diz que sim, não se diz que não. não há provas da realidade e as referências não o confirmam. mas também não a provas do fantasma - aliás, quando o fantasma é bom, é fantasma, pois não? não deixa rastros, deixa marcas(ih! mas isto é copy de anúncio antigo). caso deste aqui?
contudo, há que se frisar uma coisa: todo fantasma se acha esperto, quando não genial. e quanto mais fake, mais micho. este, pelo menos, é uma ideia a ser considerada. se difusa a luz, perde o brilho, mas que se o faça impresso. teria ainda luminosidade maior que a maioria dos fantasmas e um sol para a realidade nublada dos reais.
ah! o outdoor é para o mcdonald´s. não é que eu esteja subestimando a sua perspicácia e ou inteligência caro leitor. mas isso aqui, embora raramente, é lido por publicitários. e quando se fala com publicitários, sabe como é: tem-se de usar os mesmos códigos que facilitam a vida dos analfabetos funcionais, apesar de não haver quase nada escrito. assim é a vida com a nova geração que está no poder - ou seria a nos foder?
o blog que dá crise renal em quem não tem crise de consciência. comunicação, marketing, publicidade, jornalismo, política. crítica de cultura e idéias. assuntos quentes tratados sem assopro. bem vindo, mas cuidado para não se queimar. em último caso, bom humor é sempre melhor do que pomada de cacau.
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quarta-feira, julho 11, 2012
quinta-feira, setembro 10, 2009
a tv que você diz que não vê
Será lançado no dia 17 de setembro, às 20 horas, em Brasília, o livro “TV, poder e substância: a espiral da intriga”, de Luís Carlos Lopes. O evento ocorrerá no Restaurante Carpe Diem, localizado no SCLS 104, Bl. D, Loja 1. A obra analisa vários aspectos da existência da TV aberta no Brasil. É fruto de centenas de horas de pesquisa sobre os seus conteúdos e significados, constituindo-se em um esforço de interpretação deste meio de comunicação fundamental e hegemônico do conjunto das mídias técnicas brasileiras. A obra parte do princípio que só se pode falar desse meio, considerando suas imbricações com a vida política e cultural do país. O trecho, abaixo reproduzido, dá algumas pistas do que esperar do seu conteúdo. O livro estará proximamente disponível nas boas casas do ramo.“A veiculação dos artefatos publicitários está na origem da TV brasileira, concebida como a mais eficiente máquina de vender produtos e idéias, jamais imaginada. Ao contrário do que os sensos comuns dizem, a programação usual é o intervalo dos reclames cada vez mais sofisticados e capazes de atrair milhões de consumidores. Esta máquina ainda não foi superada pelas mais recentes, no que se refere a sua capacidade de vender e convencer. Por isto, nela se concentram investimentos massivos que estão longe de optar pelo seu abandono ou substituição. Este processo vem sendo continuado na TV por assinatura e experimentado, com características similares, pela Internet. A TV, portanto, teve que desenvolver parâmetros de sintonização com as culturas pré-existentes, antes de ser a principal entidade produtora da cultura nacional. Absorveu o que existia, devolvendo ao público uma programação compreensível e capaz de atrair o gosto popular, sem se desgastar junto aos interesses políticos e publicitários a que estava e ainda está ligada. Hoje, no mundo da cultura das mídias, ela já pode se autorreproduzir, citando a si próprio repetidamente e de modo incansável. Desenvolveu-se de modo monstruoso e sem muitas possibilidades de autocrítica, devido seu imenso sucesso empresarial e sua forte ligação com inúmeras fontes de poder.”
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