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sábado, maio 12, 2012

pela bola sete

não me falem na palavra estratégico. seguida por planejamento então, é tinhoso. é pior que palavrão, que ofensa, que anátema. 

e porque esta ladainha toda? por quê ninguém é estratégico no brasil: aqui o sujeito/empresa ou é cagado ou é oportunista (sequer oportuno). é bafejado pela sorte ou pela maresia e diz que a sua estratégia foi pensada de acordo com um planejamento minucioso. planejamento minucioso no brasil só se for  aquele dos cercos para assédio sexual e olhe lá.por que o useiro e vezeiro é mão na bunda e a aquela cara de ou dá ou desce.

mostrem ai um case sequer de algo que tenha sido planejado estrategicamente e deu certo? mas não vale aqueles cases que ganham prêmios de associação. quero ver é aquele planejamento tal e qual fez e faz o jogador(deveria dizer player?) de sinuca: bola quatro na caçapa sete. e assim o faz. planejamento bambo não vale.

planejamento estratégico, pois sim. se a vida permitisse que o planejamento estratégico funcionasse como dizem que funciona a raça humana já teria acabado antes do planejado.

segunda-feira, novembro 29, 2010

quando a decadência empata com a insurgência

Tivessem realmente empenhados na defesa do modelo brasileiro de propaganda, os arautos do apocalipse que combatem as agências de mídia combateriam, com igual vigor, as agências de planejamento.
Chamadas de consultoria de branding e planejamento para despistar o policialesco sistema brasileiro de controle sobre a livre iniciativa no setor de comunicação, essas empresas se multiplicam abastecidas por profissionais de inquestionável competência, optantes por dar à propaganda brasileira novos ares.
Sufocados por um sistema hegemônico que demoniza as iniciativas de alinhar o Brasil ao que há de mais moderno no mundo, como a adoção de outros modelos que não suportam a ineficiência das agências full service, esses publicitários conseguem empreender seus negócios por conta da miopia dos veículos controladores da mídia no Brasil.
É bem verdade que devemos esse cochilo ao Ministro Franklin Martins, atual alvo de preocupação das poderosas empresas de comunicação que perseguem o fantasma do controle da mídia representado pelo jornalista. Empenhados nessa inócua tarefa, os verdadeiros controladores da mídia no Brasil esquecem que as agências de planejamento representam ao modelo da propaganda brasileira o mesmo “risco” que as agências de mídia. Mas como não há risco algum em nenhuma das iniciativas e as agências de mídia só são vetadas no sistema brasileiro para que a hegemonia dos meios se perpetue, deixem os “meninos do planejamento” montarem suas estruturas.
As agências full service não dão mais conta do recado. São gigantescos birôs de mídia, travestidos de outros serviços e que agora não contam mais com a excelência do planejamento, cansado de ser coadjuvante em um cenário onde, verdadeiramente, só se pensa em mídia e incentivos. BV`s para os iniciados.
Se de fato conseguirem aproveitar o sono do gigante e prosperarem em seu objetivo de conferir aos anunciantes brasileiros um planejamento de qualidade desvinculado das estruturas de mídia em que se transformaram as chamadas agências convencionais, o mercado brasileiro da propaganda terá dado um grande passo para romper o preconceito.
Diante dessa perspectiva é estimulante prever que a proibição de funcionamento de birôs de mídia no Brasil provoca um fenômeno na contramão da história, mas de impacto similar: serviços como o planejamento e a criação tendem a migrar para estruturas autônomas e independentes, transformando as atuais estruturas em agências exclusivamente de mídia.
É a decadência do modelo brasileiro de propaganda. Ainda bem!


( a decadência do modelo brasileiro de propaganda, do andré porto alegre ).


como de decadência eu entendo mais do que muita gente decaída, reafirmo que é preferível o "velho modelo" full agency, tocado obviamente por gestores de talentos do que a fragmentação de planejamento e coisas do tipo 360 que não passam de muita merdance pra piniquinhos de mba´s. a questão não é o modelo. é a falta de caráter e consistência de quem desafina o modelo por questões outras que também são a atividade de traficância de espaço.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

mostarda no dos outros(a falta)é refresco, para eles

- todo ano, depois do final de ano, falta mostarda, saracoteia o encarregado da secção, no hiperbompreço de olinda.
- mas nem pra remédio? balbucio, arriscando-me a levar com resposta cuja acidez não vai trazer sabor aos pratos pensados.
então isto é o primor do marketing brasileiro? a ausência sequer do menos cacuete de bandeja - cuja palavra mais requentada e em falta na prática das prateleiras chama-se planejamento - da produção a distribuição - que só azeda ainda mais se acrescida do afixo estratégico.
meu cacete! se todo o fim de ano falta mostarda - mas não falta salsicha, linguiças e outros enchidos, que disputam com os pães formatos fálicos, ardidos com ou sem mostarda - porque raios não se planeja a produção para suprir a tal da demanda? onde os tais cérebros privilegiados que sentam na mostarda com seus mbas de planejamento, e que talvez por isso mesmo, para janeiro sem mostarda é como se fosse um vácuo destinado a enfiar para lember os dedos sem o com, de condimento, of course.
e assim, lá se vão quase 25 dias sem reposição de estoque. e viva a ausência da mostarda verde coco de bêbe ou marrom cor da diarréia dos excessos e das faltas dos dezembros janeiros onde a falta revela isto mesmo: o excesso de bull-shit de homens de marketing que ao fim e ao cabo são tal e qual a mostarda que falta evidenciando as faltas de tempero em profissionais cujo planejamento é ausência própria da prática que a prateleira vazia teima em exibir como vazio discurso.