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segunda-feira, outubro 30, 2006

rescaldo de campanha ou quem não tem colírio usa óculos escuros

dizem que um homem, conhece-se mais pelo que é na derrota, do que na vitória.

pois bem, mendonça filho, ao atribuir à vitória de eduardo apenasmente a determinância do desejo da população de ter um candidato alinhado com o presidente(sic) disse bem a que veio.
além de ser um candidato de boca babosa, osso duro para qualquer profissional de comunicação trabalhar a imagem – duro e sem saboria alguma, aliás quando resolve demonstrar qualquer atitude a emenda é pior que o soneto – não tem o brilho que costuma acompanhar os grandes homens na vitória ou na derrota e desta dir-se-à foi mais do bem feito. foi castigo pisado àquele que cuja obra feita de que tanto fala não foi suficiente enfunar uma candidatura que lançou mão da sordidez renitente e persistente nas denúncias oportunistas como foi a sua candidatura.

vitória acachapante sobre mendonça afundou jarbas na cadeira até as olheiras durante o pronunciamento do reconhecimento “forçado” da derrota. triste imagem de um vencedor ao senado mas novamente perdedor ao apadrihar dois queixos, apesar de cheios de pose(cadoca e mendonça), de vidro. nem jarbas nem seus pupilos parecem ter aprendido que não é porque o bule traz bom café que vai se engolir as broas de milho com igual apetência.

o fato marcante dessa vitória com gosto de virada, foi o resgate do hino do bloco madeiras do rosarinho, que sobrepujou o hino de pernambuco. ainda que cantado em comemoração contenha alguma contradição, afinal, os juizes corroboraram a vitória do bloco.

idéia resgatada por ariano, presume-se com certo traço de espontaneidade, botou no bolso os jingles de plástico asantanados e embandeirados de falsa pernambucaneidade, comprada a preço de ocasião. e no coração, o sentimento de que o voto de virada não deixa de justiçar os eternamente injustiçados, e assim parece ter sido sentidamente cantado no que deve ter doído mais que ouvidos o brio dos enfunados noutra melodia.

para mendonça resta por ora, o consolo-castigo da governança até o dia 31.

para eduardo o prêmio da noite não-dormida, a qual deve se acostumar se realmente quiser cumprir todas as suas promessas. como diria o velho ditado popular, agora mais do que nunca, cochilou o cachimbo cai.
é isso, muito mais a partir de agora, que vela o sono dos derrotados.
eduardo já está a caminho das olheiras de jarbas. se as deixar cobrir aqueles olhinhos estará irremediavelmente condenado a sofrer o que infligiu.

quinta-feira, outubro 19, 2006

rapidinhas mas profundinhas, quase ditirâmbicas

paralaxe

é uma locadora de vídeo e chama-se focco, com dois cês, pra começar o embaço.
seu nome não está na fachada. mas sim numa lateral, numa faixa com letras à la imitação de grafitados. todas elas, tremidaças, com leitura dificultada até para quem portador de infravermelhos, afinal logo mais a noite é que é.

é mole ou quer coisa mais fora, de foco?

calibrando o monitor

não o rgb mas sim a rga. campanha de cerveja choca. se após tão ilustres nomes reunidos a pensar o que resulta é uma campanha cujo aproach é o está pensando em quê?

noutra cerveja, só podemos. que esta, a julgar pela propaganda não me passa nem em pensamento tomar.

qualidade em cerveja? começa por sua comunicação. caso contrário estamos todos bêbados de copos vazios ou tomando porres de criatividade de espuma.

garota de programa

o mendoncinha bafo de jarbas, assim transformado por um “marketing eleitoral” dos mais estúpidos dos últimos tempos – quem quer ser governado por um segundo de jarbas, eterno vice? pela mão de quem o chicote não respeita? - colocou na boca de uma garôta de cacheados, voz da intempérie e da inquisição à eduardo.

elementar psicologia. acusações de pêso pedem alguém de peso para serem porta-voz da verdade ou da leviandade.

a garota não passa disso. de programa e só. aí, santa paciência, eduardo deita e rola, no sentido vertical da construção antes que alguém pense na horizontal.

o secretário de quem mesmo?

ternurinha para jarbas vasconcelos o secretário da cidade alternou o doutor jarbas ao jarbas do cozido, revelando a receita do político cujo cozinho só se dá para quarenta pessoas, porque para menos não sabe fazer, peculiaridade senatória ?

com senso de justiça, decretado pela lei eleitoral, samir anuncia ao fim do programa que dia seguinte é dia do outro candidato, neste confronto indireto, amanhã representado por ana arraes. mãe de eduardo campos. em contraponto a jarbas. para o qual me falta vocabulário para dizer o que ele é de mendonça.

acontece que, muito embora ana seja mulher cujo patrimônio ainda dê um caldo, não é páreo para o cozido de jarbas. cujas panelas estão repletas de ingredientes para uma receita de muitos comensais, como ele mesmo afirmou que gosta. e que não discutem a qualidade do chef, principalmente quando sentados à mesa do poder, para o qual as panelas estão sempre cheias.

o peso de jarbas, adquirido a cozido, mostra que em matéria de eleição, ninguém respeita a dieta da equidistância por grama. muito menos o samir.

cultura da repetição

primeiro o povão pensava que precatório era palavrão.
aprendeu que não era.
tanto que até se deu ao luxo de gravar uns “instantâneos de cobrança” - não se sabe por quanto - do “adonde está o dinheiro eduardo”? atarrachados de indignação peripatética, tal o dito na forma das frases feitas, que não cabem no vocabulário dos tipos que o marquetingui mostra mais fyber de cidadãos que os cidadãos de fibra de verdade. aqueles para quem o discurso de este dinheiro é nosso soa mais falso do que se o dinheiro fosse.

repetição a exaustão, parentes próximos do candidato devem precaver-se. pois já tem curriola de gente na cidade que só de ouvir falar em precatório manda enfiá-lo no precatório da mãe, ainda não se sabe de quem , mas presume-se, também, no precatório dos integrantes do núcleo publicitáirio da campanha.

acrescentando páginas ao dossiê

primeiro estoirou como manobra sanguesulfa para estancar o serra e favorecer o aloísio mercadante. agora já é para prejudicar o geraldo, mas que até agora no raso só prejudicou o lula. o que quer dizer, notoriamente, que estes caras do dossiê, além de fazerem a merda que fizeram, ainda por cima não sabem pra onde gira o ventilador que ainda acabou fazendo ligação no nariz do ignácio que virou tomada de porco.

mas se eles são os vilões, deles não mais se espera. agora, o que dizer de um candidato, que opus-dei se diz anti-vilão, mas que permite que seu marketing de campanha faça disto a única bandeira pra ganhar uma eleição ?

será preciso um outro dossiê pra explicar mais isto?