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quinta-feira, outubro 03, 2013

quem não desenha, desdenha



não acredito em diretores de arte que não saibam desenhar(até hoje não contrato). e quando digo desenhar não necessariamente tem de ser obras primas, como eram, por exemplo, os "story " de kurosawa. sempre disse isso. num tempo de manipulação -e não só de imagens - isso pode soar ultrapassado. como ultrapassado é manipular imagens. mas o ultra-passado, ainda que em garatujos como estes, está ai mesmo: eternizado. quem o fará manipulando?

sábado, abril 07, 2012

separados pelo talento

era um diretor de arte tão bom que escondia o redator que habitava nele, e que era melhor ainda nos copys do que nos leiautes. e por ser tão bom, o redator, e só talvez por isto mesmo, não quis mais importunar o diretor de arte com seu talento, deixando-o seguir a carreira sem complexos. e, muito principalmente, depois que ninguém quis lhe pagar dois salários, quando executava a dupla função com igual brilho, e por isto mesmo um achado muito justo.

não se sabe por onde anda o redator. o diretor de arte ainda anda por ai, floripacabando, cuidando dos filhos gerados fora dos mac, cada vez mais decepcionado com a profissão. também pudera! se para gente de um talento só, e olhe lá, o mercado é frustante, imagine para gente de dois talentos em uma só direção.

em nossa atividade é um um mau costume ser assim; quando há um bom casamento, geralmente vem o dono da agência ou outra parte do medíocre e estraga tudo. talento e felicidade juntos nem pensar. podem causar um reboliço incontrolável e desviar os holofotes do auto-foco digestor.

mas isto não é privilégio só da publicidade. é da vida, em geral e nos particulares.