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barra da tijuca, rio de janeiro. anos 80. centro de pilotagem defensiva da honda. com uma CB 400 II debaixo dos culhões, e sabedor de que diariamente enfrentaria 40 km de liquidicador até o centro, convinha, já que me meti a andar de grandona, fazer um curso para melhorar minha performance de auto-didata que iniciado numa jawa.
este curso, que provavelmente salvou a minha vida, mudou radicalmente a minha maneira de pensar e produzir propaganda, hoje comunicação estratégica de marca.
o curso além de algumas técnicas de pilotagem - frenagem, curvas, ultrapassagem e até como cair, item que nunca precisei utilizar, diga.se de passagem - basicamente ensinava " a ver à frente ". a não conduzir olhando apenas para a traseira do que está a frente.
isto posto, creio, diz tudo. no momento em que planejamento estrategico já se tornou clichê - todo mundo diz que cursa, faz ou tem, e muita pouca gente pratica, pensa ou faz, daí a quantidade de trombadas e mortes de marcas que se vê ao longo da estrada.
pensar estratégicamente e portanto, mas nem sempre, planejar, é sobretudo tem a capacidade de visualizar a frente. o que significa na prática aumentar as chances de optar pelos caminhos a serem seguidos, em função do tempo(planejamento e ação em si), combustível(verba), performance(estilo de condução do posicionamento) e intinerário(segmento, nicho a ser ocupado). no curso descobri que pilotar com carona pode ser ou não mais arriscado(depende mais dele do que de você) e que a postura defensiva nem sempre quer dizer adotar uma postura de seguir o fluxo ou manter a velocidade baixa.
o que o curso não previu, nisto não ajudou em nada, mas dele não me arrependo ou cobro, já que isso tornou-se aprendizado também, é que um mês depois seria assaltado em botafogo, ficando sem a moto, produzindo um figura ridícula de capacete e mochila no meio do tráfego, mais perdido que um et na são clemente.
a lição tirada é que: você não pode prever tudo, por melhor que seja sua pilotagem defensiva, ou melhor dizendo, o seu planejamento, estratégico ou não. portanto, além de descobrir que tal como algumas motos, certas ações realizadas não podem dar ré, o planejamento não é garantia de um destino certo, infalivel e irretorquível como querem alguns. se assim é feito, não é planejamento, muito menos estratégico, onde o risco, como nas motos, é intrínseco a natureza do veículo.
ainda bem. caso contrário, pilotar e fazer comunicação estrategica de marcas, não dariam esta sensação ímpar, misto de perigo, possibilidade de acerto ou fracasso, que só vive a fundo quem tem munheca para olhar mais a frente não para se acovardar mais sim para seguir,sempre, mais adiante.
(o clássico que ilustra o post hoje também não deixa de ser um guia de planejamento, neste caso sobre valores)
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