segunda-feira, maio 15, 2006

still live ou toc!toc!toc!

1)a todos que continuam prestigiando o cemgrauscelsius mais uma vez os agradecimentos. a pausa vai ser maior do que a prevista, portanto, um pouco mais de paciência. agora puta de uma sacanagem é descobrir que depois que parei de postar a audiência média não pára de crescer. com os canecos! assim vou ficar parecido com os publicitários de sucesso de agora, que crescem cada vez mais não fazendo nada ou fazendo de conta que estão fazendo. deve ser esse o sucesso de agora da profissão. por outro lado, definitivamente: lista de publicitário é um duodeno só. para não falar mal, dando ibobe a quem não merece, do ccpe ou ccnat, sugiro uma visitinha a lista dos comentários ao blog do flávio(presidente do ccrj)- você encontra através do www.janela.com.br - minha nossa! e pensar que tem gente ali que ganha mais do que dez estagiários juntos(e não é pau na nunda não, tampouco salário de faxineira) pra cometer uns estultícios daqueles achando-se engraçadinho, inteligente e pertinente!

2) já venho avisando a tempos. mas como sou eu que falo, todo mundo do rio grande do norte a pernambuco faz muxôxo. o mundo munda, as famílias mudam, mas o dia das mães continua a ser tratado como se filhos e pais fossem os mais completos imbecis. o júlio no blue bus de hoje, colocou o dedo na ferida. sinceramente, para ver minha mãe sendo homenageada com a propaganda que foi feita em 2006, melhor seria tratá-la como puta: porque puta não cai em conversa mole e exige ser tratada, no mínimo, com um certo respeito, sem abrir mão de carinho e afetividade, jamais se prestando ao papel de vacas prenheiras que se deixam levar por um celular de mimo. mãe? é tudo abaixo de puta a um real ? só se for a tua, a minha não.

3)quando voltar desdobro, o ainda à boca chiusa, imbróglio entre o derrapadas de marketing e o joão livi da talent. mas se você quiser adiantar, pode ir lá no derrapadas de marketing, do sílvio, que o fato explica-se por si só. meu personal head hunter, diz que seu eu continuar fazendo comentários assim nunca mais arranjo emprego. mas porra! eu quero fazer propaganda, anúncios que vendem com bom humor, uma certa ousadia, e uma perspicácia que não sufoque a inteligência que anda a masturbar-se, por ordem do pcc? só isso. eu não quero ser lambe cú para figurar em lista nenhuma, muito menos de clios goldos ou youngs cachumbas. fui sútil no meu recado? não? putz. eu juro que pensei estar sendo cool por conta da parada. quem sabe na volta então. até lá.

segunda-feira, maio 01, 2006

sexta-feira, abril 28, 2006

bota difícil nisso

suceso real em propaganda envolve três coisas muito difícéis: 1) entrar, 2) dar-se bem 3) cair fora (nesta eu sou o mais crasso exemplo do fracasso).

passaporte diplomático

stalimir vieira é tido como o enfant terrible de um tempo mais para terrible do que enfant(não por culpa dele, obviamente). saudado para além do talento, como alguém de princípios, que espera-se não tenham sido maculados desde que botou o pé na paraiba trazido pelas mãos de genival ribeiro,o que é sempre um risco de morte prematura de qualquer boa intenção. e se a empreitada é participar da política, a coisa fica-se pelo azedume do enxofre, por baixo.

em citações, stalimir é aquele cara que quando josé sarney visitou a dpz, sendo apresentando a todos os departamentos e integrantes,até que chegando a proximidade do stalimir, este sem tirar os olhos do teclado, estendeu a mão e a retirou secamente. no que valeu interpelação do duailibi sobre o porquê da falta de educação - stalimir é um cara educado, depreende-se - ao que teve como resposta: mas ele votou contra as diretas !. cai o pano, e nosso stalimir está nos lençóis subterrâneos da política paraibana, fazendo barba, cabelo e bigode, onde sarney e a gang maranhense, incluida a menina roseane - que foi musa de bons caldos - e o zezinho que anda a pavonear o PV -não teriam anticorpos para tanto.

isto posto, não sei se recomendar é mais um desserviço do que serviço, não pelas qualidades do autor, mas dadas as minhas. stalimir tem dois livros - este negócio de publicitário escrever livro tá virando negócio,e feio, o do peralta, por exemplo, é brochante(esta moçada paulista acha que vive aonde? no país do onde só nós(eles) existimos?), mas mesmo assim vamos lá:

raciocínio criativo na publicidade, edições loyola, na quarta edição,e marca: o que o coração não sente os olhos não vêem, loyola e puc editora, na segunda edição, trazem a oportunidade de a bons preços, fazerem-se umas boas reflexões sobre o que já foi a nossa atividade, o que está sendo, e onde vai terminar(se é que você não vai terminar antes dela. tudo isso a um custo de uma jantar de meia tigela que vale a pena você jejuar, se for o caso, para ter o livros. nalguns casos, é preciso insistir porque são raras as livrarias que os tem em estoque. não se acanhe e encomende, ou se emende, se assim o preferir.

pra ficar mais engraçado retire as lições de ambos, principalmente do marcas, que é um livro, sobretudo sobre ética no marketing e fora dele, e aplique ao próprio stalimir em mais esta temporada paraibana, se você é daqueles piores do que eu.
seja quais forem as suas conclusões, fique certo, que personagem ou não, são mui raros os publicitários de hoje capazes de fazer reflexões do tipo. deve ser porque tá todo mundo cada dia mais preocupado em aparecer antes de ser ou aparecer ser e só.

bom, bonito e não é bahia

tipos e grafias, da isabella perotta. senac rio e viana & mosley editora, 2005. não é só para diretor de arte desavisado não. qualquer publicitário com meia dúzia de prótons em atividade fara da obrigação um prazer. ideal para ler tomando um expresso e olhando a vista seja em que cidade você estiver.

é mais do que parece

não, eu não tomei a cerveja XO. como também não deve-se ao fato de um porre suspender as postagens diárias por um período que esperamos não seja maior que 15 dias. espero ter boas explicações para o acontecido na volta. a todos, muito obrigado pela audiênca, que com os canecos! triplicou a média do nosso primeiro ano.

não se fazem mais copys como antigamente.

como contribuição nossa para a segurança nas estradas, permitanos destacar que apreciadores da nossa cerveja jamais irão beber e dirigir, porque, depois da terceira, nenhum nem sequer se lembrará de onde deixou seu carro.
cerveja XO. beba-a deitado.
( a ilustração do anúncio é uma garrafa deitada da cerveja "XO", dando destaque para a informação no rótulo do alto teor alcóolico, com texto impresso em góticas, da antiga tipologia alemã)(extraido do copy criativo, do RMB)

quarta-feira, abril 26, 2006

don´t be cool

nunca adote uma idéia que não a assuste nem um pouco. KTG

o melhor classificado de todos os tempos

ilustração? nenhuma. quando, em 1900, foi publicitário que escreveu? não. teve retorno? um escândalo. produto fácil de vender? coisa pra loucos. argumentação positiva? porra nenhuna, totalmente negativa(como é que ficariam hoje a turma do não usa o não e o negativo ?)

"necessitam-se de homens para uma viagem perigosa. salários baixos, frio intenso,longos meses em completa escuridão, perigo constante, regresso duvidoso. honra e reconhecimento em caso de êxito".

comentário do autor: parecia que todos os homens da grã-bretanha estavam decididos a me acompanhar, tão esmagadora foi a resposta deste anúncio.
ernest shacketon, na busca de voluntários para exploração do polo sul. no copy criativo do roberto menna barreto, quality.

agora, manda um young creative escrever um anúncio desses(cai o pano).

big bang : uma explosão de marketing e publicidade

da linda kaplan thaler, com della marshal, da makrom books.lembram-se do memes, do jay ? pois bem, analogamente, a abordagem das meninas vai na mesma direção - jay foi mais esperto - que no fundo busca realçar a força da idéia criativa por mais non sense que ela pareça, reforçando o marketing button-up, para desespero e estertores do marketeiros arrggghh!mbas que pregam a disciplina férrea como linha de cós.

jutamente com robin koval, ambas da KTG, fizeram campanha literalmente memoráveis, como para a aflac, companhia de seguros que investiu milhões de dólares e não conseguia ter a marca memorável, até que nos estertores dos prazos, por uma sacanagem desta dos corredores, alguém peito e levou adiante - além de cinco conceitos " sérios " - a proposta de um pato que grasnava onomatopeicamente, digamos assim, o nome da marca.

patinho feito? desespero, bom o comercial dos velhinos que a beira de um lago, conversavam sobre seguros e a cada vez que mencionavam um problema e quem seria capaz de dar a solução, eram interrompidos pelo tal pato que af-lak, mostrou que muitas vezes quem fica com cara de pato leva.

o tal pato entrou para o american way of live, ainda mais tirando sarro do ben affleck (af-lek) mediante um sem número de comparações - verdadeiros sarros - que acabaram por cooptar até mesmo o tal bem que não podendo mais se livrar do tal pato, encarou legal, e passou a tirar partido.

durante muito tempo, em diversos programas de televisão, autoridades e celebridades, foram vistas grasnando.

problemas com campanhas para seguros ( uma das mais dificéis de fazer) pato já foi usado e deu certo. escolha outro bicho.

quase denorex

a ética da malandragem. parece mas não trata de publicidade. o livro de lúcio vaz. aborda o submudo do congresso nacional. da geração editorial, 2005, o livro fez-se daquelas histórias de não fazer boi dormir, tais como a do teledrogas que funciona no senado, do meninos do brasil - meninos que trabalham como garis e que no dia do pagamento para receber tem de masturbar o fazer surubas para deleite da nossa gloriosa elite política local. por menos do que isso a manada já ficaria em fúria e derrubaria tudo. mas o brasil, para além da amazônia, vai se tornando um imenso pasto onde nós - os bois e as vacas - vamos sendo, ora engordados, ora objetos de farristas, para além, dos nossos velhos conhecidos que pele e osso fornecem a únca água - a dos olhos - para as tanajuras da caatinga. e depois ficamos às loas por ter mandando alguém pro espaço ?

terça-feira, abril 25, 2006

filosofia de moto boy

recepção da f/nazca rio( member of saatchi&saatchi worldwide networking)o moto-boy substitui por alguns instantes a recepcionista e costura um papo com outro moto boy de fornecedor. o assunto é uma festa num tal sítio onde só dava baranga e já que era assim o remédio era tomar todas e agarrar o que dava pra agarrar.
matada final: nesta hora, a larva vira borboleta.

é meus filhos, agora não se enganem. publicidade ruim não deixa de ser larva nunca. nem você tomando todas.

deixa eu falar. deixar eu deixo, mas e eles ?

o livro do mês aqui recomendado ontem, na verdade é um capítulo que ganhou vida própria do " deixa eu falar", também do roberto menna barreto, da summus, 2006. deixa eu falar é um livro de ensaios diversos, ainda que com uma tônica na temporada passada pelo roberto em berlin. soltar o capítulo das engrenagens do negócio, foi inteligente, porque permite o acesso mais fácil ao ensaio que tem diversos méritos.

no entanto, na página 121, encontramos um ensaio que mais parecer um ajuste de contas. destes que todo mundo em propaganda tem ou gostaria de fazer - eu já fiz o meu em forma de ficção aqui no cemgraus e, talvez, só de sacanagem, faça como o roberto. pois se quer saber tô pouco me lixando se alguem ganhou leão com meu trabalho - fiquei puto é ver o sujeito falando da ironia do título, que era meu, que segundo o usurpador(dada as circustâncias, era um concurso de young creative, não seria usurpador se ficasse calado)nascido na terra do totem da ironia(eças meus filhos, redatores que não lêem porra nenhuma) continha blá,blá,blá, esquematizando como ele chegara ao que cheguei* com meia taça de vinho, e num piscar de olhos.

mas hoje a questão é do roberto: em o dia em que quase ganhei o prêmio pela criação do melhor comercial do século XX, mena barreto, acusa nizan guanaes, e seu então diretor de criação, washington, de chuparem o roteiro de hitler, publicado pela primeira vez em seu livro, criatividade em propaganda, editado seis anos antes, e manda ver textim por textim, a coisa toda, ora destilando desafios até judiciais, ora destilando fina ironia(ela sempre ela que seríamos de nós sem ela?) ao frisar que para quem devia tanto a ele, pelo menos esperava receber um recado com uma abraço se o comercial fosse escolhido o melhor do século XX. como não foi, diz roberto, deve ser por isso que não mandaram. (não há registro de resposta do nizan ou washington, nem no da toca dos leões, onde o assunto é pedra de toque).

bom, pelo menos, do diretor de arte, eu recebi o telefonema, reconhecendo e registrando que quando subiram para receber o prêmio (sim, eles foram os young creatives ouro do ano) só pensavam em mim. o redator, o tal, usurpador, meses depois, ainda perguntava ao diretor de arte, conto a história um dia, talvez: - e então, o cara é mesmo bom ?

pense em mim, chore por mim, não não chore por ele. bom, eu já vou somando dois leões que não são meus mais fui eu que fiz. andaria a inaugurar uma nova categoria ? a do idiota objetivo ?

* tim, tim, a sua indiferença. na peça aparece como um brinde a sua indiferença, porque o tal redator achou o título muito agressivo, para uma peça que tinha um esquálio africano, pele e osso, com um taça na mão, a ser enchida por um garrafa de espumante.

young maladie

se de uma coisa tenho certeza, é o mal que o young creatives faz a estas pobres cabecinhas, que de uma hora para outra se julgam catapultadas acima do bem e do mal.
a praga agora se alastrou do oiapoque ao chuí, quer dizer, quase. em mercados subvertidos e pervertidos, que não recebem o necessário investimento que deveria ser feito pelas agências, a coisa soa entre o caricato e o a sopa no mel. não mais do que de repente o mesmo carinha que não consegue ao menos melhorar a chamada - a mesma de sempre - do varejo automóvel - e o diretor de arte que não consegue ao menos diagramar a página - surgem como geniais criadores e, claro, como todos os que se julgam imortais, lá se vão para a croisette.
é certo que, tal como meca, um publicitário - vejam bem que eu disse publicitário e não criativo - deveria ir a cannes ao menos uma vez na vida. a descoberta mais importante fatalmente será a de testemunhar como a coisa fede, apesar de nem todo mundo tirar os sapatos altos. entre aquelas montanhas de peças que ninguém em sã consciência, forma física ou tara, consegue ver - até porque é pior que os jornais de domingo - a volta, não importa o resultado, é sempre triunfal. e aí reside a doença que nunca mais terá cura. a de que o trabalho não importa. o que importa é parecer mais importante do que ele realmente é, principalmente para os basbaquaras que aqui ficam chupando dedo. até 2007, até quando? enquanto isso, a atividade vai ficando cada vez mais juvenil e senilmente distorcida.

segunda-feira, abril 24, 2006

objetividade

melhor seria se pior fosse. mas infelizmente é muito melhor.

ora diréis ouvir delays

cemgrauscelsius vai sofrer alguns delays ou emagrecimento de postagens por conta do salvo-me se puder particular. em mais ou menos quinze dias, esperamos antes, deve se normalizar. se é que aqui alguma coisa é normal para os nossos leitores anormais ou vice-versa ou o contrário ou seja lá o que for. aos fiéis e infiéis as nossas desculpas. mas ainda assim, amanhã passamos o rodo nas mais novas contratações do mercado pernambucano,coisas das semana passada, urdidas bem antes.

o livro do mês

agência de propaganda e as engrenagens da história. roberto menna barreto, summus editorial. preço por volta dos 25 reais.

vem a calhar como diriam meus colegas ou melhor ex-colegas portugueses. no momento em que as ditas melhores cabeças pensantes, principalmente nordestinas, estão relinchando por conta dos young creatives, roberto menna barreto, numa estrutura quase acadêmica, mas com o texto do redator vendedor que foi - brilhante é coisa para esse pessoal que desafina por prêmios e engrossa na hora de pensar - faz uma abordagem sobre o desconhecimento das velhas e novas gerações sobre o dito nosso negócio, principalmente sobre o ar encausado que se abate sobre os publicitários quanto quistados a refletir sobre sua atividade. não deixa de ter um cariz sociológico - os sociólogos vão odiar-me por isso - mas sobretudo de ser um texto " folheto explicativo" para aqueles detalhes para os quais a maioria dos publicitários entra e sai na atividade(sim porque ela acaba, e para a maioria bem mais cedo do que eles pensam, jovens? pois sim!)sem ter a menor noção de suas profilaxias. no máximo, e algo assim intuitivamente das suas contradições que confundem com contraindicações.
a teoria marxista já se ocupara,ainda que não especificamente dos publicitários, ao contristá-los enquanto não categoria ou classe, mas apenas sub-empregados, dominantes na super-estrutura mais proletários enquanto condição de assalariados.
muito confuso ou detraqué pra você. leia o livro do roberto, ou aguente-se quando eu tiver saco de reproduzir aqui um pouco da tal análise marxista.

quanto mais eles rezam mais assombração aparece

O Estado de S. Paulo "Fantasma da agência própria ronda o mercado publicitário",
copyright O Estado de S. Paulo, 28/11/05

"A decisão do Grupo Pão de Açúcar de encerrar os contratos com as agências de publicidade que atendiam suas marcas Pão de Açúcar, CompreBem, Sendas, Extra e Eletro, fortalecendo sua própria agência, ressuscitou um velho fantasma no mercado publicitário: as ‘houses’. Ou seja, a propaganda feita em casa pelas empresas, que se proliferou nos anos 70 e 80 e perdeu fôlego com a implantação de modelos de gestão que levavam em conta apenas o negócio principal, terceirizando as demais atividades....A justificativa para o fortalecimento de uma house é o custo, mas um empresário do setor disse que este já foi cortado ao extremo. O Pão de Açúcar, porém, parece querer mais."

A questão não é ter uma House ou não. Formato, Competências e Custos, esses são os motivos para qualquer varejo buscar alternativas quando se fala em comunicação.

Formato – As agências tradicionais ainda trabalham no formato para atender contas institucionais. Só para citar um exemplo, o atendimento para o varejo prescinde de uma central de informações bem estruturada para receber e transmitir jobs, localizar o andamento dos trabalhos interna e externamente, relacionar-se com as lojas, etc. As agências tradicionais ainda usam a figura do tráfego, que cumpre apenas uma parcela deste papel, deixando quase sempre o cliente (varejista) desconfortável perante seus investimentos em comunicação. Para um varejista, uma faixa colocada no dia e hora certos na fachada de uma das lojas, é tão importante quanto à veiculação de um comercial no horário nobre da Rede Globo. Uma agência de propaganda de varejo deve ter um formato exclusivo para o setor, isto se refere a muita diferença do que se encontra no mercado.

Competências – Criação, mídia e produção para o varejo exigem experiência com foco na área do comércio. O criador de peças publicitárias para o varejo deve saber vender. É preferível que ele já tenha atuado na área comercial em algum momento da sua vida. Um criador que já tenha trabalhado numa loja saberá como ninguém a linguagem diferenciada que exige este segmento. O mídia terá que ter uma amplitude maior no uso de canais de divulgação do seu cliente. Varejistas precisam testar novos canais constantemente para diferenciar-se da concorrência acirrada. O produtor igualmente terá que saber e descobrir novos materiais e tecnologias para aplicar no ponto de venda, é um universo infinitamente maior de possibilidades e consequentemente de trabalho.

Custos – O varejo investe todo dia em comunicação, é como uma padaria que recebe pequenas quantias na venda de pães, mas vende pães o tempo todo. A somatória desses valores aliada à constância dos mesmos é o que torna uma conta de varejo interessante. Uma conta de varejo vive do varejo dos seus próprios trabalhos. Logicamente que, por trabalhar com margens menores que na indústria e outros segmentos, o varejo não consegue trabalhar com as mesmas taxas da propaganda institucional, mas um bom trabalho realizado dá a garantia de um faturamento constante que qualquer empresa precisa para sobreviver. Neste caso a conta só será atraente se o olhar custo/benefício for considerado.

Resumindo, para o varejo decidir se terceiriza ou não seus projetos de comunicação, o básico é ter a oferta de fornecedor ideal na sua frente. As instituições de ensino estão apostando nisso já faz algum tempo, agora o que falta é a aposta correta dos empresários do setor de agências de propaganda.

Como deve ser uma agência de Propaganda para o Varejo?
Edson Zogbi*


* Edson Zogbi é especialista em Gestão de Marcas, Planejamento, Marketing e Comunicação do Varejo. É Diretor de Marketing do Grupo Projeção, professor na Pós-Graduação de Gestão do Varejo da Faculdade Trevisan e Coordenador do GVAR, curso de Gestão do Varejo de Moda do IBmoda, além de professor no MBA. Foi professor da ESPM de 1990 a 2001. É autor do livro “Inovação no Varejo - O que Faz o lojista Criativo”, da Editora Atlas. www.edsonzogbi.com.br

Mundo do Marketing : Publicado em 19/04/06



* Edson Zogbi é especialista em Gestão de Marcas, Planejamento, Marketing e Comunicação do Varejo. É Diretor de Marketing do Grupo Projeção, professor na Pós-Graduação de Gestão do Varejo da Faculdade Trevisan e Coordenador do GVAR, curso de Gestão do Varejo de Moda do IBmoda, além de professor no MBA. Foi professor da ESPM de 1990 a 2001. É autor do livro “Inovação no Varejo - O que Faz o lojista Criativo”, da Editora Atlas. www.edsonzogbi.com.br

Mundo do Marketing : Publicado em 19/04/06

domingo, abril 23, 2006

justa recompensa ?

a maioria, pelo que faz, não ganha o que merece.
newton cesar,no seu: tudo o que você não queria saber sobre propaganda( as verdades da profissão) pela girafa, 2004. (depois comentamos, mais este lançamento do newton, pela editora que adota o clain de cabeça nas nuvens e pés no chão(sic).

morte aos suicidas II

a revista archive de novembro traz um publicitário brasileiro na sua entrevista de capa: eu. minha primeira sensação é de alegria. a archive, publicada em inglês e alemão, é o resultado da "excellence in advertising" do mundo. minha segunda sensação é de apreensão. do jeito que as coisas andam, não acredito que quem comece em publicidade hoje no brasil, como eu comecei há 21 anos, venha a ser capa da archive no ano 2013, por mais talento que tenha.
a razão é simples: quando eu comecei, no início dos anos 70, o brasil era um país do terceiro mundo que lutava para ter uma publicidade do primeiro mundo. logo, um cara como eu, com algum talento, alguma sorte, e muita vontade de trabalhar, podia perfeitamente transformar-se num personagem da publicidade mundial sem precisar sair daqui.
hoje, euquanto países como a espanha, apenas para citar um que está na moda, lutam para chegar onde nós chegamos, a publicidade brasileira briga obsessivamente para voltar ao terceiro mundo.
a desculpa da crise faz com que as agências se ofereçam para trabalhar praticamente de graça. concorrências especulativas são realizadas a três por quatro. e alguns ainda tentam justificar tudo isso em nomde de um onda de modernidade, sem dúvida nenhuma uma modernidade bem parecida com a do pc farias ou do fernando collor. a verdade é que crise e falta de dinheiro não são desculpas para subserviência, falta de vergonha ou falta de caráter.
se a vida fosse assim, vocês podem imaginar qual seria a profissão de todas as moças que nasceram em famílias humildes com dificuldades de sobrevivência. além disso, livre negociação não significa trabalhar de graça de um lado, procurando se ressarcir através de maneiras pouco lícitas de outro(jabás de produtoras, gráticas, etc e tal).
não estou aqui defendendo a lei 4.680, até porque uma lei que enquadra todas as agências na mesma remuneração, como se todas fossem um opala - o que privilegia os fuscas, mas prejudica as ferraris(minha agência é uma ferrari).
mas a experiência mundial prova que a remuneração fi~xa por comissão predeterminada para todas as agências tem sido a forma menos ruim de clientes e agências se relacionarem neste negócio.
evidentemente existem outras formas de remuneração que envolvem desde cobrança por horas de reuniões até mínimos de faturamento garantidos para a agência, aconteça o que acontecer com o mercado e a economia(já imaginaram isso aqui?). mas no brasil,onde a economia é um caos, a indisciplina, e a idéia de levar vantagem em tudo imperam, ou se regulamenta a coisa, ou a propaganda acaba como acabou na argentina.
o mais absurdo é que existem até publicitários que propôem uma remuneração das agências baseadas nos resultados dos clientes. como se alguma agência no planeta pudesse controlar a distribuição, a política de preços, enfim, todas as peculiaridades internas dos seus clientes. se fosse anunciante, fugiria de um publicitario com um discruso desse tipo.
quem pensa assim(na verdade não pensa, é só um truquinho barato para tentar pegar contas) é no mínimo um péssimo homem de negócios, e eu não gostaria de ver um péssimo homem de negócios cuidando da minha propaganda. a respeito das concorrências por campanha, a coisa também é grave. para começar, a maioria dos profissionais de marketing sérios deste país(existem muitíssimos) sabe que 90% destas concorrências são feitas somente para avalizar decisões já tomadas.além de qualquer agência cabeça- -de-bagre poder contratar brilhantes profissionais em esquema freelancer só pra ganhar uma concorrência e, depois, o anunciante que se se contente com aquela agência de mentirinha inventada só para aquele momento.
o mais maluco disso é que agências de publicidade são escolhidas normalmente por presidentes de empresas, diretores de marketing e diretores comerciais. e é evidente que alguém, para chegar a um cargo desses, tem a obrigação de conhecer muito bem o mercado publicitário. saber quem é quem e ter a capacidade de escolher aquelas agências que pretende visitar, avaliar, estruturas, reprospectos, case histories, empatia,para desse modo, fazer uma escolha profissional.
é assim que se trabalh, e um anunciante que não age assim na hora de escolher a sua agência provavelmente será um péssimo cliente no dia-a-dia. esses são apenas alguns lados da catástrofe, mas é o resumo é que os publcitários permitiram que muita gente perdesse o respeito por eles.
o resultado disso é que, entre alguns anunciantes, acabo virando status dizer que paga menos ou que promoveu uma verdadeira " noite dos desesperados" entre agências para finalmente escolher uma delas. duvido que esses mesmos empresários fizessem uma concorrência para descobrir quem faz uma ponte de safena bem baratinho. neste momento, minha única esperança é a de que o pessoal acorde: o brasil tem magníficos profissionais de marketing, e sua publicidade é reconhecida e invejada mundialmente.
jogar fora este patrimônio que custou tanto a construir é no mínimo burro e pode representar prejuzíos irreparáveis para agências, veículos e, principalmente anunciantes.
tomara que os mal-intencionados, incautos e desavisados, percebam isso antes que seja tarde. e a nossa publicidade vá parar no "archive" morto da publicidade mundial.

publicado na revista exame, em 4/11/1992 e nos piores textos do washington olivetto.
no livro, o artigo, contém dois erros, provavelmente de revisão, e é um dos dois que se salva, da pioridade muito bem apropriada por washington. cabe publicar ainda o fim do comentário ao artigo, característica do livro : " ... mas já havia uma tendência a exaltar a publicidade feita só para festivais, com otos de vista turmistas e distorcidos da realidade.
esta característica foi se acentuando, e hoje a archive é só uma bobagem bem impressa que exalta a publicidade que não foi feita como se ela tivesse sido feita.